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2014-01-15

O americano, a feiticeira e o prisma dourado do #mimimi

Heim?Uma amiga minha compartilhou um artigo interessantíssimo sobre as impressões de um estadunidense sobre algum lugar exótico e mágico que ele acha que é o Brasil.

São 20 impressões (a maioria errada ou distorcida) sobre São Paulo capital, que ele estende a todo o Brasil, como se o Brasil fosse apenas uma extensão de Sampa. A essas 20 impressões, outra(s) pessoa(s) acrescentou(aram) mais 20 impressões claramente com o único e exclusivo motivo de denegrir a imagem do país, mesmo que pra isso seja preciso mentir.

Na condição de brasileiro e conhecedor de algumas poucas cidades brasileiras, sinto-me na obrigação de escrever uma réplica trazendo uma visão mais sóbria e realista, como contraponto às críticas puramente destrutivas.

1 – Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me”, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.
Os brasileiros aqui são na verdade algumas pessoas, nem mesmo a maioria. É conveniente julgar o todo pelos mais barulhentos.

Quanto ao esbarrão, imagine você na rua com milhares de outras pessoas apressadas, cada uma com sua razão, assim como você, ter de pedir desculpas a cada uma em que você esbarra (a palavra correta seria encosta). Isso é coisa de gente que se acha tão importante que não admite que essa plebe encoste.

2 – Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles veem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles veem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.
E o estadunidense é um amor de pessoa, né?

Isso é uma confusão da visão de mundo de um sujeito que, tão melhor que os outros, não admite ser tocado nem casualmente, com a necessidade de generalizar o brasileiro baseado em alguns mal educados.

Porém, de fato, infelizmente temos a cultura da Lei de Gérson, sutilmente reforçada dia a dia em todos os níveis da mídia e da educação, o que torna realmente muito comuns e ruins algumas situações que deveria ser apenas eventuais.

3 – Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.
E o meio ambiente norte-americano vai bem, né? Aliás, que meio ambiente?! Eles já destruíram quase tudo!

A reclamação dele aqui só vale pras cidades grandes, não para todo o Brasil – a menos que você considere todo o Brasil como sendo apenas São Paulo.

Acho que ele deve estar com medo que destruamos a nossa Amazônia antes que eles tomem posse e explorem os recursos à exaustão.

4 – Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.
E os estadunidenses são um exemplo de honestidade, né?

A diferença entre aqui e lá é que aqui, quando pegamos um corrupto, nós movemos processo, dá CPI, um rolo. Às vezes acaba em pizza, às vezes o Genuíno vai preso.

Já lá nos EUA, quando eles encontram um caso de corrupção, eles criam uma lei legalizando-o. Assim é fácil, né? Não tem mais corrupção!

— Ah! Tem empresa fazendo lobby, pagando os legisladores para criar leis que as favoreçam em detrimento do povo, o que faremos?

— Simples: criemos leis que tornem legal que empresas e legisladores façam isso.

E problema resolvido! F*da-se o povo.

5 – As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.
Acho que a palavra correta aqui não seria brasileiras, mas estadunidenses.

As brasileiras de alguns nichos sociais específicos imitam a cultura norte-americana.

6 – Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.
Sim, porque uma parcela de vinte, vinte e poucos por cento define o comportamento de uma população inteira. Também porque só é caso extraconjugal quando há envolvimento emocional, né? Porque, quando é só sexo, como fazem os homens norte-americanos, aí foi só uma aventura.

Mas vamos olhar só o rabo do brasileiro, porque o rabo do ianque pode ficar estendido por todo o caminho, que ninguém pisa.
7 – Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.
Inverdade: o brasileiro é muito expressivo de qualquer opinião sobre qualquer assunto, porque o brasileiro é muito passional, conforme sua herança latina.

Mas o estadunidense, que não admite ser tocado esbarrado e acha que sexo sem envolvimento emocional não é caso extraconjugal, não vai entender isso nunca.

8 – Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.
Malandro é o safado do norte-americano que não faz o que precisa ser feito porque não é sua atribuição, ou o paulista que fica procurando festa porque acha que trabalha muito – o que é só achismo.

O nordestino é tão trabalhador e prestativo que é feito de burro de carga e o carioca é extremamente trabalhador, sem reclamar, porque sempre acha que está trabalhando pouco e por isso está no lucro.

9 – Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.
Claro, no sistema norte-americano quando a regra se aplica ao rico, eles simplesmente criam um lei corrigindo isso.

Mas de fato, o sistema de classes brasileiro é ridículo. Andei reclamando disso: nosso sistema econômico é capitalista e nosso sistema sócio-político é democrático, mas na prática parece que é ao contrário.

10 – Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.
Típico de uma cultura latina. Se não gosta, volta pros EUA.

11 – A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.
FATO!

12 – Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.
Também verdade, o que é característica não do Brasil, mas de qualquer ex-colônia. Não se pode culpar o brasileiro por esse comportamento – mas se pode tentar corrigi-lo.

14 – Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser hermeticamente isoladas ou incluir dutos de ar.
Vamos separar em duas partes:

1 – Não é quente como o inferno durante nove meses do ano, isso é mentira. Em muitas partes do país é quente durante muito tempo, não tanto tempo, não como o inferno (só de vez em quando) e não mesmo no país inteiro. Mais uma vez ele toma São Paulo como referência para o país todo.

2 – A arquitetura brasileira é submissa à europeia: engenheiros e arquitetos simplesmente não pensam, só repetem o que aprenderam, que é cultura trazida de um continente muito mais frio. Resultado: residências e escritório infernalmente quentes e mal arejadas. Ou seja: fato.

15 – A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.
Recuso-me a aceitar que isso seja opinião, isso é imbecilidade pura.

Brasileiro gosta de comer arroz com feijão todo dia sim, mas vou a restaurante nordestino comer acarajé e baião de dois, como comida baiana, churrasco gaúcho, um explosão de diversidade de sabores que o sujeito precisa ser muito mentiroso pra negar, sem falar nas comidas importadas, que são amplamente acessíveis: hambúrgueres americanos, comida japonesa, árabe, pizza italiana, café…

Esse mané (porque não há outra descrição) deve ter passado toda a temporada dele aqui enfurnado nos mesmos lugarezinhos que sua zona de conforto permitia.

16 – Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.
Questão de gosto: você odeia? Vá embora e não volte mais.

17 – Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.
Típica reclamação contra a sogra. Não gostou? Vá embora!

18 – Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.
Concordo em gênero, número e grau.

19 – A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.
Nossa Mãe de Deus… de onde ele tirou essa imbecilidade? O cara sabe que se lá nos EUA ele beber água de onde ele não conhece, ele vai adoecer, mas acha que aqui nós brasileiros devemos ter algum tipo de imunidade mágica.

Um aviso: eu bebo água com cloro filtrada sim e me faz menos mal do que vinagre, mas se eu beber água tratada de alguns lugares dos EUA também morro – assim como pode acontecer se eu beber água de qualquer fonte que eu não conheça. Vale para qualquer um em qualquer lugar do mundo.

20 – E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.
Quer dizer: ele reclama que aqui é muito quente e não aceita que a bebida seja adequada ao ambiente. Incoerente.

Complementos

O texto original termina aqui, mas foi complementado. A maioria dos complementos nem merece comentário, de tão pontuais, locais, subjetivos ou até mesmo mentirosos, então vou tentar grifar apenas alguns.

21 – A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.
Não conheço o suficiente do Brasil pra dizer que seja sempre assim, mas dos lugares que eu conheço, isso é verdade.

25 – Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.
Ok… isso é São Paulo. Na maioria dos casos é uma grande mentira.

28- Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.
Tire as árvores então! Pra que árvores?

Há casos assim, mas são pontuais, não são regra.

29 – Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez.
Fato. Isso acontece porque o brasileiro aceita pagar.

Por isso – e não pelos impostos – empresas como Sony e Apple praticam preços com margens de lucro absurdamente altas em relação aos mesmos produtos em outros países, assim como montadoras de automóveis.

Precisamos parar de aceitar isso.

38 – A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.
Quem escreveu isso certamente tem um círculo de amizades incomumente reduzido.

40- Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.
Caramba! Fiquei assustado: quem escreveu isso conhece TODAS as cidades brasileiras, exceto as que eu conheço. Cara, isso não é só questão de opinião, não… é ignorância mesmo.

Agora que você teve paciência de ler até aqui, um texto mais sério e sensato sobre este assunto, mesmo que eu não concorde 100%, é Curiosidades Brasileiras. Recomendo.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2013-08-09

O programador positivo

Kenpachi Artigo muito bom tirado do blog Randall Degges – Random Thoughts of a Happy Programmer:

Is it just me, or is the technical community developing a more and more negative outlook in recent years? I hate to complain, but it seems like every week the development community is up in arms about some huge outrage, whether it be regarding code of conduct policies, sexism, startup criticism, craftsmanship, or any other topic.

If you’re a programmer and stay up-to-date with community happenings via Hacker News, you’ll almost certainly notice a trend: there are lots of popular articles focusing on the negatives (mean rants, public shaming, outrage about various issues, etc.). And if you happen to participate in article discussion, you’ll get an even greater taste of the negative attitudes becoming more and more pervasive in the community: articles flooded with a mix of slanderous (and more frequently, downright mean) comments that really bring everyone down =/

Personally, I like to focus on the positive. ^^

The Problem with Negativity

My problem with negativity comes primarily from personal experience. I wasn’t always as happy as I am now, and I certainly didn’t have a positive attitude most of my life.

Several years ago I had just left university (I dropped out after my second year of computer science), and decided to start working in the field. While I’ve always loved programming, throughout my university experience I was one of the most negative people I’ve known. I was extremely judgemental, short of temper, and generally quick to dismiss other people and their ideas.

When I left school and started working in the field I realized exactly how miserable I really was: instead of being able to enjoy every day, enjoy my relationships, and enjoy my work – I was instead overly focused on the negatives: how unfair things were, how I deserved more, how other people were causing problems for me, and how I was vastly superior to everyone else.

I distinctly remember coming home from work and sitting in the bathtub one day, thinking about myself, and where I wanted to be in five years. The first (and only) thing that immediately came to mind was that I wanted to be a better person: I wanted to be smarter, more successful, and happy.

It wasn’t until that moment I realized that I was truly unhappy with my current self, and really needed to make some serious personal changes if I could ever enjoy my life. Being discontent with yourself is a horrible feeling. You feel angry, frustrated, and cheated. Am I doing something wrong? Why do I feel this way? Without realizing it, I had been turning my internal frustration and anger outwards, with horrible consequences.

It was at that moment I decided to actually focus on real personal development. Instead of allowing myself to play the victim and slowly let my frustration and anger eat away at me, I decided to take my future into my own hands and make whatever changes necessary to make myself a better person.

The Positive Programmer

In the beginning I had a really difficult time training myself to let go of my bad habits and negativity. Your personal outlook and mental response to every day situations is something that comes naturally. It takes a lot of energy, education, and practice to let go of bad behaviors and teach yourself new (healthier) behaviors.

After doing some basic Google research: How can I be happy?, How can I become a better person?, etc. – I realized that I needed to start out by re-educating myself. It’s very difficult to find answers to questions you don’t yet know.

The first thing I did was randomly pick a few highly reviewed personal development books on Amazon and read them. Instantly, I began to realize that improving yourself as a person is all about being positive.

Instead of focusing on the negative in life, focus on the positives. One of the most important truths I’ve learned came from my study of minimalism.

What is happiness really? Happiness is being content with yourself and your surroundings. What’s the best way to be content with yourself and your surroundings? To accept reality as it is.

All feelings of frustration, anger, and negativity are generated internally. If you’re driving down the freeway and another driver cuts you off, forcing you to slam on your brakes to avoid a collision – most people would get angry at the other driver. It’s a natural reaction, after all. The person ahead of you did something they shouldn’t do, which caused you an inconvenience. In your mind, they’ve done something that doesn’t align well with your version of reality, so your brain makes you feel angry and frustrated.

The simplest way to avoid getting angry and frustrated (not only with yourself, but with others as well) is to practice compassion. Instead of viewing the world through your own point of view, play the role of a calm observer. Accept the behavior of others as it is, and don’t allow yourself to project your desired behavior onto others. Instead of allowing yourself to get angry over situations you can’t control, learn to calmly accept them and carry on.

The ability to rationally analyze situations and make mindful decisions will not only help you maintain a positive outlook on life, but will help you feel happier, and allow you to focus on more important topics on a day to day basis.

Instead of wasting energy getting upset and angry with others, you can instead focus on doing the things that are important to you:
  • Enjoying your relationships.
  • Fully enjoying your work.
  • Taking control of your life and growing as a person.
Since I decided to invest time in making myself a better person, I’ve completely changed my day-to-day attitude, behavior, and outlook. Instead of feeling unhappy and discontent with myself, I’ve been able to build a great life that allows me to really enjoy each day.

Some Closing Thoughts

Living with a negative attitude is a horrible burden, something I wouldn’t wish on anyone. It really pains me to see so many of my peers stuck in a continuous cycle of negative thinking. Focusing on the negatives is the simplest way to:
  • Make yourself unhappy.
  • Sacrifice your personal development and growth.
  • Miss out on great opportunities and obvious ways to become a better person.
  • Alienate yourself from other great people doing great things.
My advice to you if you’re stuck in a rut like I was: make a commitment to yourself to focus on personal development – it’s never too late to get started.

Is it easy to recondition yourself? No way. It will be a slow process: nothing will happen overnight.

Take small steps. Here are some great ways to get started:
  • Pick up a good personal development book. Some good starting topics to research are minimialism, mindfulness meditation, happiness, procrastination, and talent. If those don’t sound immediately appealing, try reading a biography on someone you greatly respect.
  • Be mindful of your thoughts throughout the day. The next time you find yourself thinking What the hell is that person doing? take a second to think about why you feel that way. Are you angry? Are you overreacting? Don’t be angry with yourself, just acknowledge your thoughts and make a mental note of why you felt that way.
  • Remove negativity from your immediate surroundings. Easy ways to get started are to unfollow people on twitter who continuously tweet negative things, stop reading news, and don’t participate in negative conversations with friends and family.
  • Keep your goal in mind at all times. Throughout the day you should tell yourself (especially when you’re feeling negative) that your goal is to become a better person, and the only way to do that is to consciously work at it! If you need motivation, don’t feel bad about getting help: watching motivational videos, listening to your favorite songs, etc.
Reconditioning yourself to be a more positive person is no easy task, but I can tell you from experience that it’s worth every bit of effort you put into it. Changing your behavior is possible with enough focus, motivation, and rational thinking.

If you’re stuck in a rut and want someone to chat with, feel free to shoot me an email, I’d love to help!

Published: Tue 26 March 2013

2011-05-31

Do colonialismo ao extrativismo digital

Baal Texto extraído do blog Trezentos:

Software livre não nasce em árvores: Do colonialismo ao extrativismo digital


Sei que muita gente que conheço e admiro vai ficar irritada com este artigo, mas acredito que já atingimos um nível de maturidade suficiente na comunidade de Software Livre brasileira para que possamos encarar de frente nossos próprios fantasmas. Sei também que o artigo é longo, mas acho que vale a pena a leitura. Cedo ou tarde vamos precisar fazer a reflexão aqui proposta.

Optei por escrever este artigo junto com um grupo de amigos experientes dentro da comunidade para evitar que ele seja classificado como sendo a opinião de uma única pessoa. Todos os amigos convidados já estão há bastante tempo na comunidade de software livre e todos eles já sentiram na pele os efeitos dos problemas aqui relatados. Optei por não listar seus nomes neste artigo, para que eles mesmo possam fazê-lo nos comentários.

Depois de tantos anos militando e trabalhando com Software Livre, fico impressionado em ver como as pessoas comumente usam o termo «a comunidade» como se ela fosse uma empresa ou coisa parecida. Muitas vezes vejo as pessoas falando da comunidade como se não fossem parte dela, como se não tivessem nenhuma obrigação em relação à manutenção dos projetos desenvolvidos de forma comunitária. Muita gente entende que ser usuário de redes sociais organizadas em torno de projetos de software livre seja o mesmo que ser membro de fato da comunidade do projeto em questão, além de acreditar piamente que todos naquela comunidade estão mesmo interessados em trollagens e críticas despropositadas.

Fazendo uma breve revisão do que aconteceu nos últimos anos na área de tecnologia no Brasil, vemos que nossa indústria de informática foi praticamente destruída no início dos anos 90, e passamos quase duas décadas sendo meros consumidores de tecnologia da informação, do hardware ao software. É a isso que chamo de colonialismo digital, pois tal como na época do Brasil colônia, acabamos consumindo tudo aquilo que os colonizadores nos empurravam. Vale lembrar aqui, que durante o início do século XIX, o Brasil chegou a «importar» um navio de patins para patinação no gelo da Inglaterra, uma vez que estes produtos estavam entupindo os estoques ingleses e precisavam ser desovados em algum lugar. Os historiadores contam que nesta época, as lâminas dos patins acabaram sendo utilizadas como facas e facões e assim fomos levando a vida: dando o jeitinho brasileiro para cumprir com nosso papel de colônia.

Durante quase vinte anos, fizemos a mesma coisa com produtos de tecnologia da informação e me lembro de ter presenciado algumas aberrações nesta época. De computadores que não suportavam o calor tropical brasileiro a softwares que invertiam completamente nossa lógica organizacional, vivemos décadas «dando um jeitinho» para as coisas funcionarem e não foram raros os casos em que tivemos que nos re-organizar para que pudéssemos utilizar as tecnologias «ofertadas». Quem aí nunca encontrou um banco de dados armazenado dentro de uma planilha com milhares de linhas ou não viu uma reengenharia quase irracional acontecer na marra por conta do ERP da moda que atire a primeira pedra.

Tamanha foi nossa aceitação do papel de colonizados, que no final da década de 90 não era raro encontrar universidades que ao invés de lecionar «Sistemas Operacionais», lecionavam «Windows NT», ou trocavam «Banco de Dados Relacionais» por «Oracle» ou «DB2» e por aí seguia a carruagem. Fui aluno em uma dessas (que aliás é uma universidade de renome e destaque em São Paulo). Me lembro que fui voto vencido quando fui debater este assunto com a coordenação do curso, pois para eles importava ensinar «o que o mercado cobrava». Pior do que ser voto vencido entre os coordenadores e mestres do curso, foi ter sido voto vencido entre meus colegas de turma, pois a imensa maioria deles estava tão acostumada com o fato de ter tudo mastigado nas mãos, que não se importava em não dominar de fato a tecnologia ou entender o que acontecia debaixo do capô. Estavam mais preocupados em «colocar no curriculum» o que aprenderam na faculdade. Amém!

Foi assim que formamos no Brasil centenas de milhares de profissionais de TI que não passavam de usuários avançados de ferramentas de software desenvolvidas fora do Brasil. Hoje, uma parte considerável destes profissionais são gestores de TI em diversas empresas públicas e privadas, e isso explica o principal motivo da resistência que encontramos no nosso dia a dia ao Software Livre dentro das organizações: a zona de conforto é grande e a inércia gerada por ela é muito difícil de ser quebrada.

É evidente que este modelo interessa às grandes empresas multinacionais de software, e confesso que hoje chego a achar graça das explicações dadas a eles sobre «o modelo». Sempre que questionadas publicamente sobre este tema, vemos as empresas se defendendo com o argumento de que geram milhares de empregos diretos e indiretos no Brasil, e que fazem «transferência de tecnologia» à indústria local, principalmente através de seus parceiros e de projetos junto à universidades.

O que vemos na prática é que a imensa maioria dos empregos diretos criados por estas empresas estão focados na área comercial e nas metas de curto prazo, e que os empregos «técnicos» costumam se concentrar em seus parceiros e solution providers, que evidentemente não têm acesso às informações detalhadas, e muito menos ao código fonte, dos produtos que «suportam» no mercado. A segurança e confiança por obscuridade é o que impera nesta seara.

Quando olhamos o trabalho feito por elas junto às universidades, vemos novamente que o foco é sim formar cada vez mais usuários avançados de seus produtos, e conseguir com isso firmar a dependência tecnológica desde na base da cadeia alimentar na indústria de TI. É muito fácil comprovar isso quando vemos «versões educacionais» dos softwares comercializados por estas empresas serem distribuídos com água dentro das universidades. Encerrou o curso e tem um software completo desenvolvido: ótimo… vamos lhe enviar a fatura em 3, 2, 1…

É importante lembrar que este modus operandi não é exclusividade de uma única empresa, mas é de fato a prática de mercado de todas as multinacionais de TI (das mais fechadas e perseguidas por todos até a «mais aberta» e idolatrada pela maioria).

Foi num cenário de total colonização tecnológica como o ilustrado acima que o Software Livre cresceu no Brasil, principalmente durante os últimos 10 anos. Eu atribuo este crescimento à vontade gigantesca de conhecer tecnologia de verdade que alguns profissionais de TI no Brasil tinham, mas conforme o movimento foi crescendo, tenho a impressão de que estes profissionais cada vez mais são raros de se encontrar e o que vemos de fato hoje, é a busca pela substituição pura e simples de um software proprietário por um equivalente livre (e não quero entrar aqui na discussão filosófica por trás disso).

Considero que seja fundamental termos no Brasil uma comunidade tão militante e ativa na publicidade e no suporte às soluções de Software Livre, mas infelizmente isso não é suficiente, pois deixamos de ser colonizados digitais e somos hoje extrativistas digitais.

Não exagero em dizer que hoje o Brasil tem em números absolutos a maior comunidade de usuários de Software Livre do mundo, e olha que a TI ainda não chegou a tantos lares assim no Brasil, portanto temos ainda muito a crescer. O que me deixa muito chateado é constatar que ao mesmo tempo, temos uma comunidade de desenvolvedores de Software Livre quase inexistente (eu mesmo conto nos dedos das mãos os desenvolvedores de «código fonte» em projetos de Software Livre que conheço). A dita «comunidade» é a primeira a se manifestar e apontar defeitos nos muitos projetos que «participam», mas na hora de enviar contribuições realmente significativas quase ninguém aparece.

É por isso que afirmo que vivemos hoje o extrativismo digital: encontramos uma fonte aparentemente inesgotável de recursos e estamos usando e abusando dela, sem nos preocupar com a sua manutenção. Isso pode até nos dar uma sensação de liberdade e controle do próprio nariz bem confortável, mas não nos levará a lugar algum e pior do que isso, quando a fonte se esgotar (e sim, ela pode se esgotar um dia), voltaremos à nossa vidinha de colonizados, e seremos novamente saudosistas de uma «era de ouro», tal como nossos amigos mais velhos hoje se lembram da reserva de mercado.

O que quero com este artigo é forçar uma reflexão dentro da nossa comunidade, pois é evidente que Software Livre não nasce em árvores, e existem pessoas trabalhando muito escrevendo código fonte por trás dos softwares livres que utilizamos no dia a dia.

Devo reconhecer porém, que somos muito ágeis e experientes em traduzir estes softwares para nosso idioma, mas todos devem concordar comigo que isso é o mínimo do mínimo que podemos fazer. Lembre-se de que teremos alcançado o sucesso pleno quando a tradução for problema dos outros!

Não consigo me contentar com isso e por isso peço a todos que façam uma séria reflexão: Quando foi a última vez que você contribuiu de verdade com um projeto de Software Livre?

Rodando o mundo palestrando em eventos de Software Livre, esta é a diferença primordial que vejo entre outros países e o Brasil. Na maioria dos países, a meritocracia funciona de verdade e o reconhecimento vem na base de muito, mas muito código fonte contribuído para os projetos. Como já contei a diversos amigos, em muitos países fora do Brasil, para que você possa «tomar uma cerveja» com os líderes dos projetos de Software Livre, você provavelmente já trabalhou bastante construindo e depurando código com eles.

Acho que é parte da cultura latina ser expansivo, mas não podemos deixar que nossa ânsia por fazer amigos acabe os deixando desviar tanto assim do nosso objetivo comum: Desenvolver de fato softwares livres que supram as necessidades de nosso mercado, que nos permitam dominar a tecnologia e que paguem nossas contas no final do mês.

Quando analisamos a cadeia de valor na indústria de Software Livre no Brasil hoje, vemos que diversos nós da cadeia são remunerados, mas que ainda não encontramos uma forma concreta de remunerar de verdade o principal nó: O desenvolvedor.

É muito fácil cair no discurso de que «quem implementa, treina e suporta também desenvolve», mas na prática vemos o oposto disso.

O que me consola é que este problema não é exclusividade nossa, e nos últimos meses tenho visto diversos projetos de Software Livre desenvolvidos internacionalmente passar por sérias dificuldades por conta do mesmo problema.

Voltando ao Brasil, conheço ao menos um software livre desenvolvido aqui no Brasil e que é utilizado no país todo, além de ser suportado por centenas de empresas, mas que tem como desenvolvedores ativos apenas duas pessoas, sendo que uma delas (e talvez o desenvolvedor chave), não seja de forma alguma remunerado. Não vou dizer o nome do software aqui para não ser deselegante com as pessoas envolvidas em seu ecossistema, mas garanto que pela descrição acima você já deve ter identificado alguns softwares como potenciais candidatos.

Em uma recente discussão que tive com um dos pioneiros do Open Source mundial, ele me dizia que o modelo de subscrição nunca foi de fato compreendido pelo mercado, e concordo com ele que este modelo é o mínimo que podemos ter para garantir a manutenção dos projetos e de seus desenvolvedores. É mesmo uma pena ver que muita gente afirmar sem vergonha alguma que «subscrição é licença disfarçada», e aqui incluo inúmeros colegas do movimento do software livre. Sinto lhes informar que não, não é, mas concordo que é muito fácil pensar assim quando seu contracheque chega no final de todo mês.

Indo mais a fundo no problema, fico extremamente chateado em ver a falta de consciência de inúmeros gestores de empresas públicas e privadas que economizam centenas de milhões de reais por ano em licenças de software, mas que não investem sequer um centavo no desenvolvimento e manutenção de projetos de software livre que utilizam no seu dia a dia.

Um exemplo gritante do que afirmo acima é o Libre Office (antigo OpenOffice ou BrOffice no Brasil), que possui atualmente centenas de milhares de cópias sendo utilizadas no país todo, economizando rios de dinheiro, e que têm no Brasil uma comunidade de «desenvolvedores de verdade» quase irrisória. O que me deixa muito mais chateado com isso, é que estes poucos heróis nacionais quase sempre levam uma vida de privações em prol da coletividade e tudo o que recebem de volta são tapinhas nas costas e nos últimos tempos ainda tem que aceitar calados, críticas injustas vindas de todas as partes. Não vou nem comentar aqui sobre a vida que levam os que decidem trabalhar com o desenvolvimento de padrões, mas posso afirmar que invejamos a vida dos desenvolvedores de Software Livre no Brasil.

Não quero que este seja um artigo de lamentações, e por isso eu gostaria de deixar algumas sugestões para que possamos de fato aproveitar esta oportunidade que temos nas mãos e mudar de uma vez por toda a história da TI no nosso Brasil. Muitas das sugestões vão parecer óbvias e genéricas, mas acredite, nunca foram de fato implementadas:
  • Empresas que utilizam softwares livres deveriam ter desenvolvedores trabalhando no desenvolvimento destas soluções ou se não puderem ter estes desenvolvedores, que exijam que as empresas que lhes prestam serviços de suporte e treinamento em Software Livre tenham desenvolvedores ativos nos projetos, e que comprovem suas contribuições periodicamente. Esta prestação de contas aliás deveria ser pública.
  • Universidades poderiam deixar de usar exemplos genéricos e trabalhos «inventados pelos professores» nas disciplinas de desenvolvimento de software e ter como meta a cada semestre otimizar um trecho de código fonte existente ou implementar uma melhoria ou nova funcionalidade em um software livre existente. O mesmo vale para outras disciplinas como marketing e design. Uma simples mudança da atitude como esta daria aos envolvidos uma experiência prática no mundo real com projetos concretos, ao mesmo tempo que lhes permitiria alcançar os mesmos objetivos didáticos (já imaginou onde chegaríamos com isso?).
  • Já temos diversas leis, decretos e instruções normativas no Brasil recomendando ou determinando a utilização de Software Livre e de Padrões Abertos em diversas esferas governamentais, mas infelizmente os órgãos de controle e fiscalização parecem desconhecê-las. Não consigo avaliar quem é o culpado por isso, mas sei que nós como sociedade temos o dever de cobrá-los, e talvez esteja aí a grande missão de todos os membros da comunidade que não podem contribuir de forma técnica com os projetos de Software Livre.
  • Muita gente não tem conhecimento técnico para escrever código fonte e contribuir com os projetos, mas lembre-se que um Software Livre de sucesso não vive só de código fonte e por isso mesmo sempre existe algo não relacionado a código fonte que precisa ser feito. Se envolva de verdade com a comunidade de desenvolvedores dos softwares que você usa e por favor, contribua de forma concreta com seu desenvolvimento. Ajudar de verdade é atender a necessidade do outro e não a sua própria necessidade. A diferença entre o voluntariado e o voluntarismo é gigantesca, mas muito difícil de ser compreendida.


Não acredito em contos de fadas e também não acredito que um dia uma empresa estrangeira vai decidir do dia para a noite que o Brasil é a bola da vez para concentrar aqui o seu desenvolvimento de software. Temos que conquistar isso, temos que fazê-lo do nosso jeito e temos sim potencial para reconstruir de verdade nossa indústria nacional de software e Tecnologia da Informação. O que não podemos fazer é ficar aqui sentados esperando o milagre acontecer, imaginando que estamos no caminho certo. Pequenas correções de rota podem sim nos levar a algum lugar completamente diferente e melhor do que o nosso destino atual.

Caso você ou sua empresa queira contribuir com um projeto de Software Livre e não saiba como, me coloco à disposição para ajudar e orientar.

Peço que reflitam sobre o seu papel na solução do problema aqui apresentado. Temos um elefante na sala e só não ver quem não quer.

Aguardo ansiosamente os comentários e espero que possamos abrir este debate tão necessário nos dias de hoje.

Escrito por JOMAR SILVA em 26 de Maio, 2011


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Cacilhας, La Batalema

2011-05-26

Código Florestal

Basicamente estamos propondo que as florestas se «Mudem» das nossas propriedades!

2010-12-08

Por planejamento do espaço e transporte público de qualidade

congestionamento

Li hoje o texto incrível da Cris P. Rodrigues intitulado Por planejamento do espaço e transporte público de qualidade.

Em si, o texto não traz nenhuma novidade, são fatos que todos deveríamos estar a par. Porém não estamos…

Seu artigo expõe de modo claro e com precisão cirúrgica problemas urbanos e, como quem quer faz, também soluções simples e, o mais importante, factíveis, carecendo apenas de vontade política.

Reproduzo aqui então seu artigo e recomendo fortemente a todos acompanhar seu blog (e ler o artigo lá!):

Carro e casa. Sonhos de todo brasileiro. Muito justo.

Funciona assim: se Fulano Gerdau tem carro, é direito do Fulano da Silva ter também. Isso se chama igualdade. É preciso fornecer igualdade de oportunidades para que se consolide a igualdade de direitos que a Constituição prevê.

Sim sim, se todos tiverem carro as ruas serão intransitáveis. Se mais prédios forem erguidos, o ar da cidade ficará irrespirável. Problemas de trânsito, saúde, meio ambiente, estilo de vida, desenvolvimento… Mas como pode o cidadão, de dentro do seu Tucson, reclamar que agora qualquer um compra um 1.0? Sacanagem, no mínimo.

E convenhamos, é natural que todos queiram ter um carro e sua casa própria, arrumadinha, novinha. O carro é status, mas antes de tudo é conforto. Ele te leva para todos os lugares mal mexendo a perna, conversando, ouvindo música e protegido das intempéries do lado de fora do vidro. Então, como querer que alguém não o queira?

Simples. Ou melhor, a solução é fácil de encontrar, mas bem complicada de executar. Principalmente quando falta boa vontade. Investindo em transporte público de qualidade, mas de qualidade mesmo, com conforto, frequência, uma ampla rede que chegue a todos os pontos da cidade sem precisar ficar esperando três ônibus para isso. Não importa se ônibus, metrô subterrâneo ou de superfície, barco, aeromóvel… O importante é funcionar com eficiência e a um preço baixo.

Assim, o cara vai pensar 50 vezes antes de tirar o carro da garagem. Sabe que vai ficar parado no trânsito, não vai achar lugar para estacionar – principalmente se trabalhar no centro – ou pagar uma fortuna de estacionamento, vai se incomodar com o fulano do carro do lado que dirige mal. Se ele tiver certeza que se pegar o metrô chega tranquilo pertinho do trabalho, sem todo esse fuzuê, e ainda vai poder ir lendo, talvez opte por essa alternativa. Eu optaria.

Resumindo, o transporte público tem que ser bom o suficiente para as pessoas não quererem ter carro. Para quem acha que esse é um sonho impossível, vi acontecer em Madri.

Com casa a coisa é um pouco diferente, mas não de todo. Na verdade, ambas as situações pedem um replanejamento do espaço, mas na questão da moradia ele se mostra ainda mais fundamental. Vislumbro de imediato dois fatores.

Em primeiro lugar, a contraposição interior-capital. Valorizar a vida em cidades menores ou, principalmente, incentiver a agricultura familiar. Cerca de 30% das propriedades não têm sucessor, porque dedicar a vida à agricultura exige um sacrifício grande diante de oportunidades aparentemente mais atrativas nas cidades. A falta de garantia de renda para o agricultor dificulta a permanência na área rural. Diante de uma intempérie, ele pode perder a renda do semestre, do ano, para a qual se dedicou incansavelmente, sem fim de semana ou feriado. Nesse sentido, é preciso uma política voltada para o trabalho rural, como uma forma de repensar a ocupação do espaço e, de quebra, incrementar a economia.

Por fim, a dicotomia centro-periferia ou centro-bairro. As grandes cidades possuem bairros muito distantes do centro, com uma quantidade enorme de moradores, em alguns casos. Esses bairros tornam-se quase que mini-cidades dentro da metrópole. As pessoas que vivem neles precisam de serviços como qualquer cidadão de qualquer região. Não tem cabimento que tenham que se deslocar até o centro para ter acesso a posto de saúde, escola de todos os níveis, restaurantes, lojas, cinemas, bibliotecas… E tudo isso demanda mão-de-obra, que pode ser conseguida no próprio bairro. Diminuir esse deslocamento através de um replanejamento urbano aumenta a qualidade de vida, pois é menos tempo perdido e maior integração comunitária, com mais emprego e renda.


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Cacilhας, La Batalema

PS: Obrigado, Cris, por ter autorizado a reprodução!

2010-10-24

Voto consciente II

A resposta de Marcos Machado a meu artigo Voto Consciente merece um artigo por si só:

Rodrigo,

Se a gente pensar no Brasil como país, um território, a gente vê um lugar enorme e paradisíaco como poucos lugares no mundo, onde tudo é farto, seguro e bonito.

Se a gente pensar o Brasil como Nação, aí o bicho pega! Ainda vai levar algum tempo até que o país vire nação pois teremos que considerar quem vive aqui, o povo. Não o «povão» pobre, mas todo o povo. Para se ter um nação tem que haver união e trabalho contínuo de compartilhamento de todas as forças materiais e pensamentais. Tem que haver investimento pesado em Educação (em todos os níveis).

O país é o que é, tá aí para se usufruir. Eleições não são para melhorar o Brasil mas para melhorar o sistema de compartilhamento dos bens e responsabilidades. No final das contas, eleições são para melhorar o povo, todo o povo, e fazer com que os brasileiros mereçam o país que têm. Não é fácil morar no paraíso, quando se tem um monte de predadores prontos para pular feito hienas no seu pescoço.

Propaganda e marketing são pra isso mesmo que você vê aí: embalar bem um produto e fazer você crer que precisa dele. Rsrsrsrs… Não fique preocupado com a propaganda e o marketing eleitorais. Estatisticamente 60% dos brasileiros não assistem propaganda eleitoral, em nenhum nível.

Os programas eleitorais e debates (que também ninguém assiste – só algo em torno de 2% de audiência) talvez sirvam mais para mostrar aos militantes partidários o que fazer na captação de votos do eleitores e dão o tom, a cor do «texto» e o ânimo necessários nesse trabalho de formiguinha. Vamos lembrar que o Brasil é um país continental, com muitos «rincões» escondidos no mapa. É um trabalho monstruoso.

Não dá mais para se guiar por essa coisa de esquerda ou direita. A gente vê muito fisiologismo e um «pragmatismo» exacerbados há anos. Já está institucionalizado. É tudo muito bem planejado. Veja como exemplo o PMDB. O que é aquilo? Um partido? São coisa nenhuma, apenas um bando de fisiologistas mas que crescem de forma bacteriana. Não têm filosofia. Ventam pra onde está o poder.

Agora, realmente, a gente desse país precisa saber em quê está votando. Passamos a vida toda sendo treinados a votar em pessoas e não em programas partidários (baseados em diversos sistemas filosóficos). Assim é bem mais fácil o controle, claro, associado a um sistema nulo de educação e superlativo de desinformação.

Quando vemos as práticas da mídia político-partidária associada ao inextinguível capital estrangeiro oriundo de agências de controle a nível global somadas às práticas dos partidos políticos de extrema-direita; quando vemos essa quadrilha de predadores brutamontes e boçais fazendo um mega esforço para destruir tudo o que todo o povo construiu de bom ao longo de décadas, dividindo, confundindo as pessoas, infundindo medo em suas cabeças, insuflando seu lado mais emocional para cegar seu senso crítico e forçar o voto de forma irracional; quando vemos gurus e «especialistas» estrangeiros pagos a peso de ouro pululando em nosso solo brasileiro com o único objetivo de trazer prá cá a desunião, o pensamento único medieval de caça às bruxas, de caça ao que temos de melhor, para destruir. Isso mesmo: sabotar e destruir (!)

Aí, eu pergunto: nós vamos deixar isso acontecer???

Nos últimos 8 anos o governo federal vem diminuindo a extratificação social, melhorando a distribuição de renda; vem reativando o mercado interno para suportar os impactos oriundos da ciranda finaceira internacional, vem costurando o tecido social rasgado ao longo de décadas; vem eliminando o complexo de vira-latas que cedeu lugar ao orgulho de ser brasileiro e de se ver inserido no concerto global com papel de destaque e poder de influência e união entre as nações que não possuem um sistema de governo sólido.

Essa nova postura incomodou os pitbulls reacionários e a direita mundial acionou seus «agentes», regiamente pagos, em todos os meios e agora ligaram a «máquina de moer carne» como a do Tea Party, nos E.E.U.U., que tem um poder imen$o e partiu para liquidar com o «Negro Obama». Quem viver, verá.

Há meses vêm invadindo as nossas caixas postais com todo tipo de lixo pois identificaram o enorme poder que a Internet tem na vida dos brasileiros. Imagine quando o Plano Nacional de Banda Larga do Lula estiver funcionando na plena? Encontraram eco aqui em algumas pessoas mentalmente desequilibradas que repassaram, sem nenhum senso crítico ou por pura maldade tudo o que o Ravi Singh – http://mcaf.ee/8cefb – criou em sua estratégia sórdida, regada a milhões de dólares.

A Marina Silva, uma candidata que teve o apoio de 20 milhões de eleitores, agora faz cú doce e diz que não apóia ninguém e seu partido PV apóia a direita ultrarreacionária. O que estão pensando agora os eleitores da Marina?!?!?! Será que estão conseguindo agora enxergá-la por trás da máscara de boa-moça-em-cima-do-muro-como-Pilatos?

A guerra é ideológica, de controle global e de estratégia geo-política. Tem gente que não enxerga isso!!! Como pode um troço desses? Isso é burrice? Essa gente apenas ajoelha servilmente na frente dos centuriões e… «reza». Isso me dá nojo!!!

Não acredito em santos mas vou fazer a minha parte: voto 13, voto na Dilma e porque, acredito, no momento é o melhor possível a ser feito.

Luz e PAZ!

Marcos Machado


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Cacilhας, La Batalema

2010-07-13

Carta de uma escritora (quase) holandesa

Brasil

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Caí na pegadinha!

A internauta Ednalva Ramos enviou para o Acorda Cidade um texto que há algum tempo circula na Internet, supostamente escrito por uma holandesa identificada como Alex Lemos. A bem da verdade, o estilo é bem brasileiro.

Apesar da carta poder não ter sido escrito por uma holandesa, os dados continuam sendo verídicos e comprováveis.

Assim sendo, mantenho o artigo e a chamada ao compromisso nacionalista.

Por que é preciso que um estrangeiro diga algo para acreditarmos? Por que quando um brasileiro diz algo, seria automaticamente questionável?
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Recebi esta mensagem por email de meu amigo L.P. e achei importante reproduzi-la:

O que uma escritora holandesa falou do Brasil


Leia com bastante atenção


Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de «Como conquistar o Cliente».

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos…

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a Língua Portuguesa, é chamada de Língua Portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de Português Brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da Língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc. Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

  1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

  2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

  3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

  4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

  5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

  6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

  7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

  8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

    Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

  9. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

  10. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.


Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

  1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

  2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

  3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

  4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

  5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

  6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

  7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?


Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!

Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!


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Cacilhας, La Batalema

2010-06-23

Sexta sem Globo

#DiaSemGlobo

Sexta-feira, dia 25/6, assista ao jogo do Brasil em outra emissora!

(Se possível assista qualquer outra coisa em outra emissora e deixe a Globo manipular fantasmas.)

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Cacilhας, La Batalema

PS: Campanha vinda de opalpiteiro.

2010-05-27

Silêncio, solidão

Paulo Nogueira Batista Jr. Paulo Nogueira Batista Jr. é diretor do FMI representando o Brasil e mais nove países, e era colunista da Folha.

Era… Segundo divulgado pelo Deputado Brizola Neto, a Folha se cansou do professor progressista e cassou-lhe a coluna.

O deputado fez então apelo aos blogueiros a oferecer espaço ao professor para divulgar suas ideias e ideais e faço aqui coro com ele reproduzindo o último artigo do Professor Paulo:

Silêncio, solidão

Paulo Nogueira Batista


HOJE, ESTOU com ímpetos, leitor, de escrever um artigo altamente patético. Veja só o título que escolhi.

Na semana passada, lá estava eu, na trincheira como sempre, na minha vida espartana em Washington, lutando contra as forças do status quo no FMI. Refiro-me sobretudo aos europeus -não todos, há exceções honrosas, mas à grande maioria.

Se permitirmos, essa maioria europeia não só bloqueará as reformas do FMI e de outras instituições como ainda patrocinará reformas regressivas, verdadeiras contrarreformas.

É uma guerra de posições, como a do front ocidental na Primeira Guerra Mundial. Os Exércitos sangravam horrores para avançar alguns quilômetros. O mais belo livro a esse respeito foi escrito por um oficial alemão, Ernst Jünger, e carrega o título forte «Tempestades de Aço».

Mas estou me perdendo do assunto. Aconteceu o seguinte: lá estava eu, na minha trincheira, sob bombardeio, quando veio o que se poderia descrever, com algum exagero (reconheço), como um «Dolchstoss im Rücken», uma «punhalada nas costas» (já que falei em Primeira Guerra).

Telefona-me Raul Juste Lores, que não tive o prazer de conhecer, mas que vem a ser o novo editor do caderno Dinheiro, para informar, de chofre, que a minha coluna deixará de ser publicada pela Folha. Nada de «o gato subiu no telhado» etc. Foi uma execução sumária. Parece que vem aí uma nova turma de colunistas, feroz, antenadíssima com as novas tendências, pronta para escrever sobre temas de vanguarda como tecnologia, linguagem digital, entre outros.

Este é o meu último artigo na coluna. Ora, na minha coluna, os personagens não têm os nomes que têm por mera coincidência ou acaso. Se o novo editor do Dinheiro se chama Juste, isso indica certamente uma inapelável tendência ao equilíbrio e à justiça. Ele me disse com todas as letras (sem intenção de ferir): «A sua coluna é das mais longevas».

Longeva! Senti-me imediatamente como uma múmia, pronta a ser encaminhada para o sarcófago mais próximo.

Fico agora reduzido ao silêncio nestas páginas. (Naturalmente, haverá quem considere que o silêncio veio tarde.) O meu isolamento, agravado pela residência no exterior, aumenta ainda mais. E, claro, as saudades do Brasil -a coluna era um meio de me manter em contato semanal com o país e o leitor brasileiro.

Agradeço à Folha pela liberdade que me deu para expressar meus pontos de vista durante cerca de 15 anos de colaboração regular. Também ao Jacques Constantino, ao Marcos Cézari e a outros que tanto me ajudaram a editar e corrigir os artigos, com grande paciência para as minhas revisões de última hora e para os artigos concluídos, às vezes, no apagar das luzes.

Não me esqueço, em especial, de um episódio. Nos anos 90, o Banco Central entrou com uma notificação judicial contra mim, alegando difamação e ofensas. Foi na época em que a instituição era presidida por certo Napoleão de hospício. A Folha colocou à minha disposição, sem que eu tivesse que gastar um tostão, um advogado especializado que me defendeu com muita competência. O Banco Central acabou desistindo do processo.

Por último, mas não menos importante, agradeço a atenção dos leitores que tantas vezes se manifestaram para apoiar, comentar ou discordar dos artigos. Aos que quiserem, posso informar, via e-mail, onde continuarei publicando artigos daqui para a frente.


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Cacilhας, La Batalema

2010-04-26

Dez mandamentos das redes sociais para empresas

Flaming
Swayer reblogou no Blog do Dedé o artigo de Prasoon Joshi sobre os dez princípios para empresas abraçarem redes sociais e blogging. O artigo é chamado May The Force be With You e transcrevo parte dele aqui:


  • Nada prometas: Fazer o que você mais gosta de fazer é o canal. No final, seu trabalho lhe trará felicidade.
  • Nada ofereças: Não ofereça nada além do compartilhar. Existem muitos que devem estar interessados em seu produto, e irão apreciá-lo, sem que você se sinta pressionado a mostrar algo de valor para sua plateia.
  • Nada esperes: Não inicie em mídias sociais com expectativas em torno de resultados tangíveis. Em vez disso, tenha alguns objetivos qualitativos em mente, não quantitativos. Isso vai te possibilitar chegar mais perto do que buscas, ao invés de torcer seus princípios sendo guiado por números.
  • Nada necessites: Produza seu conteúdo. Esteja certo que seu trabalho não seja impedido a todo momento pelo zumbido em sua mente de que algo mais é necessário e tem que ser procurado.
  • Nada cries: O melhor jeito de enxergar a criatividade é deixar rolar e fazer o que pintar. Não fique sentado horas tentando «criar algo novo», apenas deixe acontecer.
  • Nada superdimensiones: Deixe o hype em torno de seu produto ser criado por si mesmo. Não se gabe de cara para acabar com a cara enfiada na lama dos comentários negativos de seus visitantes.
  • Nada planejes: Ou melhor, planeje suas ações, mas não seus resultados. Manter-se agarrado a um plano, estando num meio ambiente social dinâmico, pode te levar à rigidez e a fraturas inevitáveis.
  • Nada aprendas: Apenas deixe as coisas virem e te ensinarem por si próprias. Deixe a Força te guiar. Absorva tudo que surgir em seu caminho, mas não se esforce para racionalizar.
  • Nada sejas: É melhor ser você mesmo em qualquer rede social. As pessoas devem se conectar com você e não com alguma ilusão criada para elas. Você pode até começar bem, posando de alguém com conhecimento superior ou com habilidades que você não tem, mas a longo prazo vai ser difícil sair dessa. O aprendizado é um caminho de mão dupla. Mostrar as fraquezas abre as portas da Sabedoria.
  • Nada mudes: Apenas diga a coisa certa na hora certa e uma mudança positiva virá por si mesma.


Leia o original:
May The Force be With You


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Cacilhας, La Batalema

2010-04-15

Sabe porque os ricos apoiam José Serra? Vou te contar!

Olhos Azuis
Artigo extraído do blog Amigos do Presidente:

Manchete de hoje no Valor Econômico: «Empresário aprova Lula, mas vota Serra»

Os ricos apoiam o tucano José Serra porque com Lula muitos deles – sonegadores de impostos – foram parar na cadeia. Nunca antes na história desse país, tantos poderosos e ricos foram processados e presos. E Dilma, dará continuidade do governo Lula… Simples assim. Quer um exemplo?

Milionário ex-dono da Encol é preso após condenação em Goiás

Pedro Paulo de Souza, agora ex-dono da construtora Encol, foi preso no sábado em Goiânia. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a prisão ocorre após o empresário ser condenado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) por crime contra o sistema financeiro nacional. A informação foi divulgada na segunda-feira pelo MPF.

De acordo com o MPF, Souza prestou declaração falsa à Caixa Econômica Federal sobre a venda de 137 apartamentos do edifício Address West Side, em Goiânia. Ele já havia sido condenado em primeira instância, mas, apenas com o julgamento do TRF é que foi declarada a prisão.

Ainda segundo o MPF, o TRF condenou o ex-dono da Encol a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime semi-aberto.

Viu? Esse, com certeza vai votar no tucano José Serra.


Sabe porque os ricos apoiam José Serra? Vou te contar!


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Cacilhας, La Batalema

2010-03-20

O papel do homem no Universo

Habitante de Pompéia morto rezando Recentemente descobri um blog muito bom chamado Tyrannosaurus Rex, raridade entre os blogs de ateus.

[update 2010-04-16]
Retiro o que eu disse. Tyrannosaurus é apenas mais um ateu fanático apaixonado por suas próprias crenças.

Eu apenas havia me deixado iludir pela empolgação de achar ter encontrado um ateu mente aberta.
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[update 2010-08-28]
Tyrannosaurus disse que fui injusto e julguei-o sem conhecer.

Foi a impressão que fiquei dele a partir de nossas conversas. Assim sendo, peço desculpas por qualquer julgamento e espero poder tirar essa impressão ruim em conversas futuras.
[/update]


Inclusive recomendo fortemente a leitura do espirituoso artigo Graças a Deus.

No entanto outro artigo que li, O Papel do Homem no Universo, sofre de alguns problemas de pressuposição. Tendo eu comentado superficialmente, sinto-me na obrigação de explicar minha percepção, que realmente não ficou nada clara.

Antes de começar, quero deixar claro que em momento algum pretendo diminuir meu colega blogueiro, que já ganhou meu respeito.

Quando crescemos, assumimos muitas premissas de vida, que acabam se tornando princípios de nosso caráter. Todos precisamos de princípios, sem os quais nos tornamos amorais, mas as premissas que norteiam tais princípios podem ser equivocadas e precisam ser constantemente reavaliadas, o que pode gerar mudanças de modus vivendi – eu mesmo já tive minha guinadas.

O problema é que a grande maioria das pessoas – pessoas boas! – não reavaliam suas premissas, assumindo que estão corretas. Mesmo pessoas como eu, que se reavaliam constantemente, possuem premissas erradas, é óbvio.

É a partir dessas premissas erradas, assumidas como corretas, que surgem o Ateísmo (enquanto verdade científica), o Materialismo e as instituições religiosas.

É claro que os ateus vão me crucificar porque enxergam suas premissas como «percepção da verdade», assim como os religiosos também vão me mandar pro inferno porque suas premissas são, a seus olhos, «percepção da verdade».

Mas deixemos isso de lado e nos dirijamos ao que interessa…

«Você parou de bater em sua esposa?»¹


Tyrannosaurus deduz corretamente que a pergunta «Qual o papel do homem no Universo?» embute a suposição de que há um papel do homem no Universo, porém daí ele deduz que a pergunta também pressupõe:
  • a existência de um criador;
  • a existência de um plano divino;
  • que os humanos têm grande importância no Universo;
  • e portanto que os humanos têm um papel definido (e grandioso) nesse plano divino.


É claro que é isso que os fanáticos religiosos querem que você deduza, em diversos contextos, e vão tentar levá-lo a essa conclusão por todas as formas possíveis. São suposições demais, como cita Tyrannosaurus, no entanto a pergunta em si não pressupõe nada além de que há um papel do homem no Universo. Nada do que foi listado.

Não há nada de mau em você se questionar sobre o papel do homem no Universo – contanto que você se faça essa pergunta sozinho, sem ninguém que possa dirigir seu pensamento. Creio que você encontrará respostas interessantes e totalmente subjetivas.

Quando você remove o véu das pressuposições que deveriam ser dissociadas da questão, algumas das respostas que surgem podem ser interessantes.

A que mais me chama a atenção é que o papel do homem no Universo pode ser ocupar um nicho natural em seu bioma, nada cabalístico, nada determinístico e de forma alguma grandioso. Quase casual.

Ainda assim é um papel. Por que um «papel» tem de ser determinístico ou grandioso?

Descendo do Pedestal


Tyrannosaurus sugere que, para entender seu papel, o homem deve observar a Natureza.

Aqui faço outro questionamento: por que o homem não pode atribuir a si mesmo um papel?

Assim sendo, o papel do homem poderia ser justamente observar a Natureza e entender onde se encaixar.

A partir da observação da Natureza, Tyrannosaurus conclui que o homem seja apenas um animal. Já sabemos que ele costuma fazer deduções erradas, creio que por mau hábito, e essa é mais uma.

Por que o homem seria apenas um animal?

Agora, você religioso que está aí balançando a cabeça, pergunte-se: por que não seria?

Cientificamente tudo leva a crer que o homem seja sim apenas um animal, mas nada é realmente conclusivo. Há muitas coisas que a Ciência ainda não entende, apesar se vestir a máscara da onisciência religiosa, e talvez nunca entenda… ou entenda um dia. Somos homens, limitados e falhos, e precisamos assumir essa postura para permitirmos o avanço de nosso conhecimento.

O erro que a Ciência aponta na Religião se repete na própria Ciência, provando ser uma característica humana, não religiosa: o hábito de se considerar infalível e dar respostas definitivas.

Lord Kelvin, cientista renomado do século XIX, disse que a Ciência tinha domínio sobre todas as coisas e que nada era desconhecido pela Ciência, décadas antes de Einstein apresentar sua teoria da relatividade, colocando por terra muitos pressupostos científicos.

Mesmo Einstein sofreu!

O leitor verá muitas vezes ateus e pseudocéticos argumentarem que algo não existe porque não há evidências, mas ausência de evidências não é evidência de ausência. Cito Einstein porque a teoria da relitividade de Einstein sofreu da ausência de evidência por muitos anos.

Na primeira tentativa de provar a teoria da relatividade, Arthur Eddington observou justamente o contrário, o que, segundo a visão de ateus e pseudocéticos, seria evidência da inexistência de tais forças.

Anos depois, o próprio Eddington conseguiu evidências que comprovavam a teoria da relatividade de Einstein. De duas uma: ou a teoria não valia e passou a valer magicamente; ou ausência de evidências não é evidência de ausência.

Por ausência de evidências, Tyrannosaurus conclui que o homem é um animal, ponto final. E ainda sobe no pedestal dizendo «tendo entendido e aceito o conceito». É contraditório com o tópico. Onde você fala de descer do pedestal é estranho asssumir verdades absolutas baseado em ausência de evidências.

Mas não é inteiramente culpa do blogueiro: como eu disse anteriormente, todos temos premissas erradas que não aceitamos questionar, às vezes trazidas da infância, às vezes nascidas justamente da luta contra o domínio das verdades infantis.

Finalmente chegamos a um parágrafo genial:
Se existe um criador, ele certamente saberá que chegará o dia em que deixará de ser possível a existência de vida na Terra. Qual seria então o objetivo de se fazer com que diversas espécies de vida se propaguem pelo maior tempo possível? Bem, se há um plano talvez o plano seja exatamente esse: vida por algum tempo e depois, fim da vida. Ou então não há plano nenhum. Há apenas o acaso. E assim eliminamos a suposição (b) acima.


Creio que Tyrannosaurus tenha feito uma pergunta retórica ou quase, mas desafio a todos a realmente se questionar: será que há um plano e esse plano seria justamente vida por algum tempo?

Será que isso não possui alguma finalidade que nos escapa à percepção?

Não estou dizendo sim, mas ‘assumir que não’ é pura arrogância.

Crença


Sou humano e como tal tenho minhas crenças, e não é justo eu escrever um artigo cético sem citá-las para que o leitor possa questionar como minhas crenças interferem em meu ceticismo.

Cito isso porque os ateus fingem (para si mesmos às vezes) que não têm crenças para que ninguém questione, pois é perigoso que alguém identifique tais crenças permeando seu discurso. Assim toda mentira materialista ruiria em suas bases fracas.

O ateu crê no acaso, na inexistência de deuses e, enquanto materialista, que não há existência além da matéria – assim como o cientista vitoriano acreditava que não existisse nada desconhecido pela Ciência.

Eu creio no propósito, na escolha e na causalidade. Segundo meu entender, nada existe sem propósito e toda escolha gera consequências.

O fato de sermos incapazes de perceber determinado propósito não indica que ele não exista. Porém o ateu não gosta de ter a palavra incapaz associada a ele.

Somos incapazes de uma série de coisas, isso sim é fato, e essa é a verdade que precisamos realmente entender e aceitar.


Caro Tyrannosaurus, por favor não me leve a mal, nenhuma das acusações aqui feitas são pessoais contra você, mas ou falhas nossas, que precisamos nos policiar, ou falhas do Pseudoceticismo, que precisa ser combatido como qualquer fanatismo religioso.

[]’s
Cacilhας, La Batalema


¹Alguns dos tópicos aqui refletem os tópicos no artigo original.

2010-03-18

Conexão de José Serra com Arruda e Mensalão do DEM

Serra+Arruda Mídia oculta conexão de José Serra com Arruda e Mensalão do DEM. Ouça áudio de entrevista de Miro Borges na Rede Brasil Atual ou baixe a entrevista em MP3.

Saiba ainda mais no blog do Paulo Henrique Amorim.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2010-03-17

Blogosfera continua sendo o pesadelo da Mídia Golpista

Tucano mágico

A blogosfera foi e continua sendo um pesadelo para a Mídia Golpista e seu bando de tucanos. Derruba todas as manipulações orquestradas pela revista Veja, Rede Globo, Estadão, Folha de São Paulo, etc. etc. É na Internet que o cidadão tem a notícia sem retoque dos porões do PIG. A queda nas vendas de jornais, revistas e de audiência dos canais de tv aberta provam que a credibilidade da grande mídia foi pro brejo. A mesma coisa acontece com a candidatura de José Serra, entrou água no navio e todos estão pulando fora.

Banner: Lili Abreu


Texto extraído do blog Desabafo Brasil.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2010-02-19

Veja: explicitamente golpista

Nosso amigo Aurélio Heckert destacou a posição desinformante da Revista Veja:

#WTF #Ridículo!!! Pela primeira vez um governador é preso e a #Veja coloca «efeito sanfona» na capa! http://3.ly/XlX (Valeu @pitanga!)


Depois, quando dizemos que Veja é golpista, dizem que não somos imparciais e acham-se no direito de sentirem-se ofendidos.

Estão aí os fatos, provando a imparcialidade da acusação de imprensa golpista e a parcialidade do PiG.

Mas para o PiG imparcialidade é defender os interesses dos poderosos…

[]’s
Cacilhas, La Batalema

2010-02-09

Extradição de Cesare Battisti

Mendes vs Barbosa Estranhei bastante o Caso Cesare Battisti porque a decisão sobre extradição é uma decisão judicial, portanto cabe ao Poder Judiciário, em outras palavras, ao Supremo Tribunal Federal.

Porém estranhamente Gilmar Mendes apenas recomendou a extradição, deixando a decisão final para o Presidente Lula.

Mas peraí… presidente é Poder Executivo: executa! Quem toma decisões judiciais é o Judiciário. Como assim decisão final?

E mais bizarro ainda: o Presidente Lula vetou a decisão do STF, colocando-se em uma posição muito comprometedora.

Essa história toda estava muito mal contada, até que o blog Maria Frô trouxe luz ao caso!

A extradição de Battisti viola tratado Brasil-Itália, ou seja, é internacionalmente ilegal, e quem se comprometesse assinando a extradição estaria comentendo crime contra os Direitos Humanos, podendo ser levado à Corte Internacional.

Gilmar Mendes sabia disso. Lula sabia disso. Gilmar Mendes sabia que Lula sabia.

Portanto a decisão do STF sobre a estradição de Battisti deixando a decisão final para o Presidente foi um ato político criminoso, com o intuito de gerar FUD contra nosso presidente e talvez até chegar a um impeachment. Mais um ato de vilania da direita golpista.

A frase mais forte que me levou a tal conclusão foi esta: «O Tratado Brasil-Itália não deixa a liberdade de extraditar ou não. Ele proíbe extraditar quando existem alguns dos riscos enumerados acima. Aquele que extraditar Battisti estará violando o tratado.»

O texto original no blog Maria Frô é grande mesmo, mas merce ser lido. Eu mesmo ainda preciso lê-lo na íntegra mais algumas vezes para digerir todas as informações:

Como a Extradição de Battisti Violaria Fortemente o Tratado Brasil-Itália


[]’s
Cacilhas, La Batalema


PS: Olha a ditabranda aí!

2010-01-09

Ajude a mostrar a PythonBrasil na PyCon 2010

Meu amigo Henrique Bastos publicou hoje um artigo entitulado Ajude a mostrar a PythonBrasil na PyCon 2010.

A proposta é muito legal e já preenchi o formulário para reunir informações sobre a Comunidade Python no Brasil.

Segue uma reprodução do artigo:

Salve Pythonistas!

De 19 a 21 de fevereiro será realizada a PyCon, em Atlanta nos Estados Unidos. Como alguns de vocês já sabem, participarei do evento apresentando a palestra #78 entitulada «Small acts make great revolutions».

Esta apresentação será uma evolução da palestra relâmpago que fiz na PythonBrasil[5] em Caxias do Sul, onde tento difundir os conceitos por trás das iniciativas que vêm movimentando a comunidade no Rio de Janeiro.

No entanto, falar só do que acontece no Rio me parece muito pouco para uma oportunidade dessas. Quero muito aproveitar a PyCon para mostrar o grande desenvolvimento da Comunidade Python no Brasil. Pessoasfantásticas estão fazendo as coisas acontecerem em Terras Brasilis. E a exemplo do que fiz no FISL 10, pretendo continuar na linha de tentar evidenciar que na nossa comunidade, o todo é muito maior do que a soma das partes. Mas para isto, eu preciso da ajuda de vocês.

Para poder falar com propriedade sobre a Comunidade Python no Brasil, precisamos traçar o perfil do nosso grupo. Por isso, preparei um rápido questionário online que ajudará a levantar informações sobre nossa comunidade. Ele está disponível em: http://henriquebastos.wufoo.com/forms/vamos-divulgar-nossa-comunidade-python-na-pycon/

É muito importante que o maior número de pythonistas respondam à pesquisa. Isso vai ajudar muito! Portanto, não economizem nos retweets e espalhem o link da pesquisa por todas as listas de email no Brasil, relacionadas com Python.

Além disso, também estou buscando links para boas fotos em alta resolução, como as tiradas na escadaria da PUC-RS durante o FISL 10 e as fotos «aéreas» da PythonBrasil[4] na UVA etc. Basta publicarem os links para as fotos nos comentários deste post ou me enviar por email.


Obrigado à todos, e vamo que vamo!

[]’s!


Já andei tuitando e divulguei no Kodumaro também. Convido todos então a ler o artigo e preencher o formulário, ajudando assim o Henrique a revelar e expor a Comunidade Python no Brasil ao Mundo!

[]’s
Cacilhas, La Batalema

2009-12-20

What English sounds like to foreigners

Como soa o inglês para não-anglófonos:



Um cantor italiano escreveu essa canção com algaravia/rabiscos/giberixe para soar como inglês. Se você anglófono já se perguntou o que outras pessoas acham sobre como o inglês soa, aí está.

Extraído de: Today's BIG Thing
E: Barking up the wrong tree

[]'s
Cacilhas, La Batalema

2009-12-13

Que os pobres louvem os pobres

Mais um ótimo artigo no blog Trezentos: Que os pobres louvem os pobres.

Segue uma palhinha:

São dois fundamentalismos – opostos entre eles – que criticam o governo Lula em nome de uma mesma fé na moeda: «In God we trust» está gravado nas notas do dólar, «Deus seja louvado» naquelas do real. Para uns, o mercado é Deus, com suas taxas de juros (e lucro). Para outros, Deus é o Estado e suas taxas de crescimento (industrial) e pleno emprego.

Nos dois casos, o critério de justiça é transcendental: o dinheiro é divinizado. Nele, o valor assume uma existência soberana. A vida vai depender do dinheiro, e não o dinheiro da vida.

Claro, as duas justiças não são equivalentes: a religião do mercado não distingue entre ganhos financeiros e lucros industriais – para seus sacerdotes, Lula é o diabo que inferniza o paraíso terrestre dos ricos. A dogmática do Estado afirma a necessária inclusão dos pobres pelo emprego industrial. No segundo caso, chega-se até a indignar-se diante da miséria.


Boa leitura!

Que os pobres louvem os pobres


[]'s
Cacilhas, La Batalema

2009-12-10

Olha a ditabranda aí!

Os blogueiros brasileiros precisam ficar de olhos muito abertos. A última moda, agora, parece ser advogados entrando em contato para retirar posts do ar. Depois da condenação do Emílio; da Claudia Mello, do Rio; do pior bar do sistema solar, aqui em São Paulo, chegamos à censura nos blogs de noivinha, vejam se pode.


Leiam o texto na íntrega: Censura rolando solta nos blogs.

[]'s
Cacilhas, La Batalema