Falácias do Ateísmo
Tenho amigos ateus assim como amigos evangélicos, católicos, xiitas e até judeus. Este artigo não é sobre eles, é sobre os ateus fanáticos.
Os ateus fanáticos insitem em algumas falácias e tentam evangelizar as pessoas para o Ateísmo.
Seguem três delas:
Religião induz a comportamento autodestrutivo
O André do blog (pseudo)ceticismo.net escreveu um artigo sobre umNo artigo, André faz das tripas coração para tentar provar que o rapaz se matou por culpa do Santo Daime.
Segundo a lógica distorcida de André o chá levaria seus usuários a adotar comportamento autodestrutivo, o que eventualmente poderia se concretizar em suicídio.
Se essa abobrinha fosse verdade, o índice de suicídio entre daimistas deveria ser maior do que a do resto da população, ou pelo menos a espectativa de vida de daimistas deveria ser menor, devido ao comportamento inconsequente ou a algum suposto mal fisiológico consequente do consumo do chá.
Se nosso amigo desinformado tivesse feito o dever de casa saberia que, durante estudo sócio-cultural conduzido durante as décadas de 1980 e 1990, o CONAD averiguou que as populações de daimistas apresentavam um número constrangedoramente alto de pessoas com mais de 80 anos, todas em perfeito estado de saúde, ao contrário das comunidades não-daimistas nas mesmas condições, que apresentavam baixíssima espectativa de vida e pouca saúde no fim da vida.
Sabendo disso, a argumentação do André se mostra inválida. Um ganhador do prémio Darwin não justifica condenar toda uma comunidade.
Os mais novos dados sobre o chá podem ser encontrados no sítio do CONAD.
Restam ainda duas possibilidades…
Algumas pessoas possuem predisposição genética e/ou memética para o comportamento autodestrutivo potencialmente suicída. Costumo chamar essas pessoas de idiotas e algumas até são premiadas por isso.
Algumas pessoas argumentam que religiosos são idiotas, mas isso desabilitaria qualquer argumentação antirreligiosa, já que a conversão religiosa seria determinística.
Sempre que um religioso ganha um prémio Darwin, os ateus fanáticos dizem que não foi idiotice, mas que o comportamento autodestrutivo foi induzido pela Religião.
Assim esses idiotas não seriam originalmente idiotas, mas teriam adotado comportamento autodestrutivo devido à Religião.
Seguindo essa lógica, nenhum religioso seria realmente idiota, mas estaria simplesmente induzido.
Está bem, está bem… há os idiotas e há os induzidos… mas pela lógica dos ateus fanáticos sempre que algum religioso se mata ele foi induzido, portanto não existe religioso idiota.
Por outro lado, quando um ateu se mata, segundo o prisma dos ateus, não é porque o Ateísmo priva o homem de um conformo espiritual, levando-o à depressão. A desculpa é sempre idiotice.
Portanto existe ateu idiota.
Se não existe religioso idiota e existe ateu idiota, por lógica simples se deduz necessariamente que todo idiota é ateu.
Ou isso ou todo lugar tem idiota, vai da cabeça do leitor o que faz mais sentido.
O Ateísmo induz a conduta moral
Sim, já ouvi muito isso!Pela lógica do ateu fanático, como o Ateísmo não impõe castigo post mortem, os ateus adotam uma conduta moral voluntariamente.
Mas todo ateu adota uma conduta moral?
As estatísticas dizem que sim apenas porque, chegando no xilindró, todo mundo prefere dizer-se evangélico a virar a moça da cela. Ou seja, há ateus psicopatas e sociopatas, mas quando a situação aperta, lançam mão da hipocrisia para proteger-se.
Um psicopata é um psicopata, ateu, evangélico ou católico. Só que se o psicopata/sociopata acreditar em uma religião que lhe impõe castigos no além, ele se controla, salvando a sociedade de suas crueldades.
Isso o Ateísmo não pode fazer pela sociedade.
Ateísmo é Ceticismo
Ateísmo é a crença na inexistência de um deus, portanto, excluindo a ideia de Ceticismo.Mas há os pseudocéticos, que são ateus, materialistas ou sensualistas que, pela característica negativa de suas crenças, confundem-nas com Ceticismo.
Ceticismo é dúvida, não é negação. Negar é crer – crer no contrário, mas ainda assim crer.
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Tenho um lado religioso (não sigo religião alguma, são crenças pessoais) e outro cético, e meu lado cético é o que se sente mais ofendido quando pseudocéticos e ateus fanáticos fazem sua evangelização.
[]’s
Cacilhas, La Batalema
CC-BY: Os textos deste blog podem ser reporduzidos contanto que sejam informados autor e origem
Por isso respeito muito o agnosticismo (mesmo eu tendo um direcionamento religioso). Porque ateus criticam a fé sem se dar conta de que crer na certeza da inexistência de qualquer divindade é também um salto de fé... :-P
ResponderExcluir[]s
O Ateísmo induz a conduta moral ---> Isso mostra que vc esta relacionando a religiao com a moralidade. Acontece que a moralidade NAO É dominio exclusivo da religiao, e ela é independente dela. Esse é um erro muito comum que os religiosos costumam cometer.
ResponderExcluirCeticismo é dúvida, não é negação. Negar é crer – crer no contrário, mas ainda assim crer.
Essa frase acima nao passa de uma falacia. Se olhar bem, nao passa de um jogo de palavras, para dar validade à palavra "CRER"
Ateísmo é a crença na inexistência de um deus
Novamente vc erra. Ateismo nao é e nem nunca foi crença. Vc acabou de colocar "UM DEUS", como se vc afirmasse categoricamente que so ha um (o deus judeu-cristao), mas se esquece de verificar o seu dicionario diz que:
"Ateismo é a ausencia de crença em divindades"
Nao tem como eu te levar a serio.
Finalmente um comentário fanático! Já não era hora.
ResponderExcluir> Acontece que a moralidade NAO É dominio exclusivo da religiao…
Eu não disse isso. Eu disse que é mentira que o Ateísmo induza à conduta moral. Mas na falta de argumento o fanático distorce a afirmação que não consegue refutar.
> Se olhar bem, nao passa de um jogo de palavras, para dar validade à palavra "CRER"
O fato de você não entender – ou não querer entender – os conceitos envolvidos não os invalida.
Não fiz qualquer jogo de palavra. Dúvida é uma benção: se você duvida habilita ambas as possibilidades; se você nega, opta por uma possibilidade assim como quem crê opta pela outra.
Portanto quem nega crê no contrário. Não há qualquer retórica nisso.
> Ateismo nao é e nem nunca foi crença.
Eu não afirmei a existência de qualquer deus, muito menos um deus judaico-cristão. Novamente o fanático distorce aquilo que não pode refutar.
Ou você acredita na existência de um deus (judaico-cristão, islâmico, xamânico, wiccan ou o que quer que seja), ou você não acredita. Em não acreditar você pode duvidar (postura de quem admite que não há provas que defendam ou refutem) ou você acredita que não exista.
Assumir a ausência de crença em divindades é acreditar na ausência de divindades, portanto uma crença como qualquer outra.
Realmente, não tem como um fanático me levar a sério, assim como não tem como eu levar qualquer fanático – ateu ou religioso – a sério.
[]’s
Cacilhas, La Batalema
Olá
ResponderExcluirTenho apenas um comentário a fazer referente à frase:
"[...] existe ateu idiota, por lógica simples se deduz necessariamente que todo idiota é ateu".
Independentemente da premissa ser verdadeira ou não, a conclusão não deriva logicamente da premissa. Para ficar mais claro basta trocar a palavra "ateu" por outra qualquer, por exemplo "existe engenheiro idiota, por lógica simples se deduz necessariamente que todo idiota é engenheiro", o que não é verdade.
Matematicamente falando, "se existe um x tal que x é idiota" não implica em "para qualquer x, x é idiota".
abraço
Quando você remove metade da sentença, realmente não faz sentido.
ResponderExcluirMas veja a sentença completa:
Se não existe religioso idiota e existe ateu idiota, por lógica simples se deduz necessariamente que todo idiota é ateu.
Aprenda um pouquinho de lógica agora:
* Se não existe religioso idiota, então nenhum idiota é religioso.
* Se existe ateu idiota, então existe idiota.
* Se existe idiota e nenhum idiota é religioso, então todo idiota é ateu.
A conclusão é perfeitamente lógica quando você não exclui uma das premissas.
Isso vale para qualquer X e ¬X que você queira usar.
Matematicamente falando, você trapaceou e cometeu uma falácia.
[]’s
Cacilhας, La Batalema
Para quem necessita de notação própria, aí vai:
ResponderExcluir∄ (¬X) ^ I
∃ X ^ I
├ (∀I) X
[]’s
Cacilhας, La Batalema