2009-12-20

What English sounds like to foreigners

Como soa o inglês para não-anglófonos:



Um cantor italiano escreveu essa canção com algaravia/rabiscos/giberixe para soar como inglês. Se você anglófono já se perguntou o que outras pessoas acham sobre como o inglês soa, aí está.

Extraído de: Today's BIG Thing
E: Barking up the wrong tree

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Cacilhas, La Batalema

2009-12-13

Que os pobres louvem os pobres

Mais um ótimo artigo no blog Trezentos: Que os pobres louvem os pobres.

Segue uma palhinha:

São dois fundamentalismos – opostos entre eles – que criticam o governo Lula em nome de uma mesma fé na moeda: «In God we trust» está gravado nas notas do dólar, «Deus seja louvado» naquelas do real. Para uns, o mercado é Deus, com suas taxas de juros (e lucro). Para outros, Deus é o Estado e suas taxas de crescimento (industrial) e pleno emprego.

Nos dois casos, o critério de justiça é transcendental: o dinheiro é divinizado. Nele, o valor assume uma existência soberana. A vida vai depender do dinheiro, e não o dinheiro da vida.

Claro, as duas justiças não são equivalentes: a religião do mercado não distingue entre ganhos financeiros e lucros industriais – para seus sacerdotes, Lula é o diabo que inferniza o paraíso terrestre dos ricos. A dogmática do Estado afirma a necessária inclusão dos pobres pelo emprego industrial. No segundo caso, chega-se até a indignar-se diante da miséria.


Boa leitura!

Que os pobres louvem os pobres


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Cacilhas, La Batalema

2009-12-10

Olha a ditabranda aí!

Os blogueiros brasileiros precisam ficar de olhos muito abertos. A última moda, agora, parece ser advogados entrando em contato para retirar posts do ar. Depois da condenação do Emílio; da Claudia Mello, do Rio; do pior bar do sistema solar, aqui em São Paulo, chegamos à censura nos blogs de noivinha, vejam se pode.


Leiam o texto na íntrega: Censura rolando solta nos blogs.

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Cacilhas, La Batalema

2009-12-08

Moderador covarde da Veja

Baal Hoje escrevi um comentário para um artigo do Augusto Nunes na Veja que distorce informações históricas sobre as gestões FHC e Lula, em uma tentativa eleitoreira de mais uma vez ludibriar a opinião pública.

Meu comentário foi sujeito a moderação. Sabia que não seria autorizado até que o moderador tivesse uma resposta a altura, mas eu não esperava por tamanho ato de vilania e covardia

Não tendo uma resposta a meu comentário, o moderador o editou, mutilando seu conteúdo para algo que seu raciocínio medíocre pudesse responder.

Caso o moderador ou a Veja fique com vergonha e tire do ar, reproduzo aqui como ficou meu comentário, com a réplica do moderador:

Realmente FHC e Veja acham mesmo que o povo brasileiro não tem memória.

Pro azar de vocês tem gente como eu que PUXAVA CARROÇA na gestão FHC por FALTA DE OPORTUNIDADE….

Meu avô era lenheiro em 1934. Nunca culpou o Getúlio. Essa conversa fiada não me pega. Pelo que você escreveu, está provado que muita gente puxa carroça, ou deveria puxar, por vocação.


Para o azar do autor, a Web não é aquele mundinho controlado com o qual a Veja está acostumada a lidar, onde eles podem distorcer os fatos e mutilar impunemente as cartas dos leitores para cobrir seus rabos. Na Web e em outras mídias da Internet o fraco tem voz.

Na resposta do moderador, ele sugere que tenho vocação para puxar carroça ou deveria puxar, daquele jeito covarde de quem não diz diretamente, ao mesmo tempo que deixa bem claro.

Talvez ele tenha razão. Hoje um amigo gentilmente disse tenho um pouco de sotaque. Um pouco nada! Falo como caipira, penso como caipira.

Cresci no cabo da inchada, tive de aprender a lidar com jararaca, cobra coral, armadeira, bicho cabeludo, gambá, ouriço preto e jacu. Sou roceiro mesmo.

Por ser roceiro talvez eu devesse viver de puxar carroça… pelo menos na mente doentia de um burguês.

Mesmo sendo roceiro, sou apaixonado por tecnologia desde que me entendo por gente. Mesmo com todos os fatores contra mim, desde moleque sempre estudei tecnologia, principalmente linguagens e técnicas de programação.

Mesmo com o governo tucano fechando todas as portas para a entrada da plebe nesse mercado reservado aos nascidos em berço de ouro, sempre estudei, nunca desisti.

Pouco tempo depois do fim do período negro neoliberal do Brasil nas mão do norte-americanista FHC, no começo do governo centro-esquerdista do Lula, surgiu a primeira oportunidade e agarrei a unha. «Oportunidade não tem cabelo», dizia um professor meu da faculdade.

Meu currículo profissional inclui algumas coisas das quais me orgulho.

Implementei soluções de Software Livre em um pequeno ISP que havia levado uma pernada da UOL, sem as quais ele teria ido à falência pelo ato de má fé de uma empresa maior¹.

Participei do projeto de migração da estrutura do CPD da Prefeitura Municipal de Petrópolis para Software Livre como consultor de infraestrutura.

Fui documentador do Projeto Kepler e desenvolvedor do módulo Sajax.

Trabalhei com os melhores programadores na manutenção de um grande DSS e hoje trabalho com a melhor de todas as equipes que já conheci desenvolvendo sistemas de qualidade inestimável na Myfreecomm.

Passei por tudo isso para vir um burguesinho de merda querer me sacanear? Se dependesse da mentalidade direitista eu teria continuado puxando carroça na feira (na verdade era um carrinho de carregar barracas) e nenhuma dessas contribuições minhas à sociedade teriam sido realizadas – ou algum burguesinho teria feito tudo cagado, o pequeno ISP teria falido, a Allen teria entrado na PMP e encontrado um ambiente propício para desfazer o que foi feito e tudo o mais. Multiplique isso pela quantidade de gente igual a mim por aí!

No entanto entendo por que esses filhinhos de papai acham que pessoas como eu deveriam puxar carroça… assim os bons empregos ficam reservados a eles, de berço de ouro, mesmo aqueles que não tenham a competência e a responsabilidade necessárias – dane-se a sociedade, né? O negócio deles é enfiar o dinheiro no bolso e pisar nos puxadores de carroça.

Como falei no começo deste artigo, o moderador deu azar, ainda dobrado: um outro amigo meu disse que não tinha visto meu comentário, então repassei para ele via Gtalk.

Assim tenho o comentário original para reproduzir aqui:
Realmente FHC e Veja acham mesmo que o povo brasileiro não tem memória.

Pro azar de vocês tem gente como eu que puxava carroça na gestão FHC por falta de oportunidade, e hoje, graças à gestão centro-esquerdista do Lula sou novamente um programador, contribuindo para com a sociedade de forma construtiva.

Príncipe Vagabundo da Sorbonne sim! Pode discordar o quanto quiser, caro Augusto. Só espero que nas próximas eleições a expressão democrática brasileira continue discordando de VOCÊ, ou mais brasileiros socialmente construtivos podem voltar à lama por falta de oportunidade.

Governar para a burguesia é muito fácil, mas governar um país como o Brasil a direita aristocrática já provou que não tem condições.


Espero que nosso país jamais volte a ser governado por calhordas dessa laia. Se meu neto demonstrar essa atitude vil e covarde de complexo de vira-lata, terei muita vergonha dele.

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Cacilhas, La Batalema


¹Havia um texto circulando pela Internet sobre isso intitulado «HU(OL)go Chaves Virtual».