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2015-11-06

Domínio de axiomas

lâmpada Quando a pessoa está imersa numa corrente de pensamento (grupo religioso, doutrina filosófica, etc.), tudo parece corroborar para a veracidade daquela corrente, porém isso é uma ilusão criada por uma peculiaridade lógica chamada domínio de axiomas.

Um domínio de axiomas é um conjunto de postulados arbitrários que corroboram uns aos outros de forma coerente, dando a impressão de veracidade, porém, basta que um dos aximas falhe para que todo o domínio desmorone.

Geramente um domínio de axiomas é composto por dezenas, até centenas de axiomas, mas o que funciona para muitos, funciona da mesma forma para um conjunto menor, portanto podemos fazer uma demonstração com um domínio de, por exemplo, oito axiomas.

Em vez de afirmações que possam ser colocadas a prova, usarei verdades arbitrárias que podem representar qualquer doutrina. Nossos oito aximas são:
  • ☆☆☆
  • ☆☆★
  • ☆★☆
  • ☆★★
  • ★☆☆
  • ★☆★
  • ★★☆
  • ★★★


A forma racional de pensar é constituída de operações lógicas. Vou usar seis operações, mais que suficientes:
  1. Conjunção lógica: ^
  2. Disjunção lógica: v
  3. Disjunção exclusiva: ≠
  4. Implicação lógica: →
  5. Equivalência lógica: ≡
  6. Negação lógica: ¬


Dessas operações, a negação lógica opera sobre um axima, as demais combinam dois aximas. Cada operação é apliada igualmente a cada parte de cada axima: a 1ª parte de um com a 1ª do outro, a 2ª de um com a 2ª do outro e a 3ª de um com a 3ª do outro.

A grande mágica do raciocínio lógico sobre um domínio de axiomas é que o resultado de qualquer operação envolvendo apenas axiomas do domínio sempre resulta em um axioma do mesmo domínio, causando a ilusão de endossar a veracidade do domínio.

Vou descrever agora como se usa as operações:

Conjunção lógica


A^BA^B
^
^
^
^

Por exemplo, ★★☆^☆★★=☆★☆.

Disjunção lógica


AvBAvB
v
v
v
v

Disjunção exclusiva


ABA≠B

Implicância lógica


ABA→B

Equivalência lógica


ABA≡B

Negação lógica


¬A¬A
¬
¬

**

O desafio é combinar essas operações sobre os axiomas do domínio e chegar a resultados fora do conjunto.

Depois de tentar ad nauseum, você verá que é impossível, pois essa é uma poderosa característica do raciocício lógico e dos axiomas.

É por isso que, ao ser imerso em um grupo de pessoas que reiteram uma corrente de pensamento, cada vez mais temos a impressão de sua veracidade – e é por isso que é tão importante a diversidade, ouvir outros pontos de vista: porque, ao se repetir apenas preceitos que se complementam uns aos outros, deixamos escapar verdades de fora do domínio.

[]’s

2015-06-26

Não vou calar!

2015-06-19

O apocalipse é agora

lâmpada Deus deu ao homem a razão e a lógica para iluminar suas decisões. Se você faz escolhas sem o uso da razão e da lógica está se afastando de Deus e se expondo aos interesses do Inimigo.

Como isso em mente, lembramos que a palavra de Jesus Cristo sempre foi uma palavra de amor e tolerância. Deus é amor, quem se afasta do amor, se afasta de Deus – pelo menos é a mensagem claramente passada em todo o Evangelho.

Portanto, com um pouco de bom senso e pensamento lógico (que Deus nos deu), fica claro que quem prega o ódio e a intolerância fala em nome do Inimigo.

Silas Malafaia, Marco Feliciano e companhia são falsos profetas a mando do Inimigo. Não sou eu quem diz, é Mateus:
Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! (Mt. 7:15-20)

“Vocês os reconhecerão por seus frutos”, disse Mateus: incitação ao ódio, perseguição àquilo que eles não gostam, tudo o que afasta o ser humano do amor.

Quem também alerta sobre os falsos profetas, que servem apenas a seus próprios apetites (enriquecimento), é Paulo:
Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos. (Rm.  16:17-18)

Pedro também avisou sobre eles.

Como vocês conseguem cair na conversa deles com tantos avisos?! Percebam que quem segue essa gente segue porque escolheu seguir, e basta um minuto de razão para que sua verdadeira identidade seja despida.

Assim apelo para o bom senso dos leitores, para que usem o poder que Deus lhes deu chamado razão e lógica. Pensar não dói.
[]’s

Deus: Vou chamar assim devido ao público alvo deste artigo.

Inimigo: Idem.

2012-07-01

ॐ नमः शिवाय

Oṁ Namaḥ Śivāya

2012-06-27

Religião ou escravidão?

Baal

Vou falar aqui de Cristianismo, mas não de todas as variantes. Estou me referindo especificamente à Renovação Carismática Católica e às igrejas pentecostais.

Tenho prestado muita atenção ao discurso dos cristãos profissionais e percebi o óbvio – e que todo estudioso de história já sabe: tudo remete ao escravismo.

A começar pelas palavras usadas, como Senhor e Mestre. São termos que sempre se referiram ao senhor de escravos e todo o contexto também se encaixa.
A minha vida é do Mestre
Meu coração é do meu Mestre
Meu caminho é do meu Mestre
O meu destino é do Mestre
(Ou algo assim…)

Se você for uma pessoa atenta, reparará que todo esse discurso leva as pessoas a um estado de submissão que as torna política, social e economicamente dóceis, manipuláveis e irracionais.

Outra coisa que tenho reparado é que o mensageiro é mais importante que a mensagem, isso quando a mensagem em si não chega a ser irrelevante.

O nome de Jesus Cristo é mais importante que a mensagem que ele traz – e no caso da Santa Sé, a própria igreja ainda é mais importante.

Amar ao próximo como a si mesmo, praticar da caridade, abdicação, altruísmo, fazer o bem, nada disso importa para aqueles que se dizem cristãos. O importante é trazer Jesus (ou a igreja) no coração e submeter-se sem questionar.

— Ah! Mas eu conheço cristãos que praticam a caridade! Que fazem o bem.

Assim como tenho amigos muçulmanos, agnósticos e ateus que também praticam a caridade e fazem o bem, porém proporcionalmente muito mais do que entre cristãos. Pessoas boas são pessoas boas, independente de suas crenças religiosas – assim como pessoas ruins são pessoas ruins –, mas o Cristianismo, em especial em as vertentes pentecostais e a Carismática, tem a estranha capacidade de atrair mais pessoas egoístas, que não se interessam na prática do bem, do que outras religiões – exceto, talvez as pseudo-orientais, que são craques em atrair pessoas egocentradas.

É por isso, por permitir essa leitura proselitista, que eu acho que a melhor coisa a se fazer com a Bíblia é escorar porta ou segurar livros na estante. Para acender fogueira também funciona bem, mas aí sai caro.

Claro que se salvam um texto daqui, outro dali – como o capítulo XIII da I Carta de São Apóstolo aos Coríntios, que é A referência de moralidade –, mas se isso fosse parâmetro, até Mein Kampf teria valor como guia espiritual.

[]’s
Cacilhας, La Batalema


PS: E não me venha citar Madre Teresa, como eu disse, pessoas boas são pessoas boas, mas mesmo assim ela defendia a submissão inquestionável e silenciosa da mulher a seu marido, mesmo em casos de maltrato e desrespeito.

2012-06-26

Almas gêmeas

lâmpada

Não existe esse negócio de almas gêmeas. Esqueça.

O que existe é afinidade.

É claro que há casos de uma afinidade tão grande que as duas pessoas parecem uma só, pensam como uma só, e quando uma se vai, a outra sente como se tivesse morrido por dentro. Acredite, eu sei.

Mas o conceito de almas gêmeas, metades de um mesmo ser de fato, esse tipo de coisa não existe. Se você não se completar sozinho, não se bastar, nunca encontrará alguém com quem se afinizar tão profundamente.

A paixão momentânea pode dar a ilusão de afinidade, de almas gêmeas, mas é ilusão passageira, com o tempo o castelo de cartas desmorona.

Por outro lado muita gente confunde bastar-se com ser antissocial. O ser humano é um um ser essencialmente social e político, necessita conviver com outros iguais. Afastar-se e viver sozinho em sua casa ou apartamento, sair sozinho, fazer programas sempre sozinho, não significa bastar-se, mas sim não se bastar e ter medo de que os outros percebam.

Voltando ao assunto original, a beleza da afinidade é que você não precisa passar a vida toda procurando sua outra metade da laranja – como encontrar a metade de algo que está inteiro? Cada pessoa pode se afinizar com uma legião de outras pessoas, não apenas uma única escolhida e selecionada por um deus cruel que ainda faz com que essa pessoa não queira nada com você.

Então, para encontrar alguém que lhe complemente, você precisa primeiro se reconhecer como ser integral, inteiro, não pela metade; em seguida precisa permitir-se.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-06-24

Papéis sociais

lâmpada

As pessoas supervalorizam os papéis sociais e familiares.

Esposa, marido, irmão(ã), filho(a), chefe, subalterno, primo(a), pai, mãe… todas essas relações são sobrecarregadas de uma importância que nos martiriza.

Quando nos desapegamos desses valores que nos oprimem e encaramos essas relações como o que elas realmente são – nada além de papéis que representamos temporariamente nesta existência –, isso nos liberta desses tabus, nos permite maiores flexibilidade e aproveitamento das possibilidades de vivência e aprendizado que a nós se apresentam.

Mas para podermos viver a vida mais plenamente precisamos antes de mais nada aceitar uma verdade difícil: que não é a sociedade que nos oprime com a supervalorização de papéis, somos nós mesmos! Cada um de nós impõe e mutila a si mesmo. É claro que por uma programação sócio-cultural que recebemos desde a mais tenra infância, mas no final somos carrascos de nós mesmos.

Aceitar isso nos permite abrir mão das armas de autopunição e, só assim, vivermos em plenitude.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-05-28

Provérbio aborigene

Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objetivo é observar, crescer, amar… E depois vamos para casa.

2012-05-27

Imaterialidade

lâmpada

Por que materialistas pseudo-céticos negam veementemente a existência de uma imaterialidade além da matéria classicamente conhecida, quando há evidências e pesquisas interessantes sobre tal imaterialidade?

É fácil entender se você entende a relação entre a Matemática, o raciocínio lógico e a psicologia humana.

Na Matemática há um conceito interessante chamado corpo.

Um corpo é um conjunto cíclico de elementos que suporta duas operações e o resultado de cada uma destas operações sempre responde um outro valor do mesmo corpo.

O exemplo mais simples possível é o mod5. No conjunto mod5 há cinco elementos que se alternam ciclicamente. As operações são:

  • Adição:
    • 0+0=0 | 0+1=1 | 0+2=2 | 0+3=3 | 0+4=4
    • 1+0=1 | 1+1=2 | 1+2=3 | 1+3=4 | 1+4=0
    • 2+0=2 | 2+1=3 | 2+2=4 | 2+3=0 | 2+4=1
    • 3+0=3 | 3+1=4 | 3+2=0 | 3+3=1 | 3+4=2
    • 4+0=4 | 4+1=0 | 4+2=1 | 4+3=2 | 4+4=3
  • Multiplicação:
    • 0x0=0 | 0x1=0 | 0x2=0 | 0x3=0 | 0x4=0
    • 1x0=0 | 1x1=1 | 1x2=2 | 1x3=3 | 1x4=4
    • 2x0=0 | 2x1=2 | 2x2=4 | 2x3=1 | 2x4=3
    • 3x0=0 | 3x1=3 | 3x2=1 | 3x3=4 | 3x4=2
    • 4x0=0 | 4x1=4 | 4x2=3 | 4x3=2 | 4x4=1
Sei que muita gente não vai entender a lógica, mas tem a ver com resto de divisão por 5.

A importância deste exemplo é que todas as operações resultam em elementos do mesmo corpo. Isso equivale a um conjunto de axiomas que se validam mutuamente:

A→B
B→C
C→D
D→E
E→A

Mas daí concluir que o conjunto de axiomas esteja correto é uma falácia:

⊦ A^B^C^D^E – errado!

O que se pode concluir é que o conjunto foi bem construído e faz sentido. A prova de que é errado supor a infalibilidade do conjunto é a própria história da ciência – ou todos já convenientemente se esqueceram que Einstein, Bohr e, recentemente, Capra foram ridicularizados por irem contra as leis da física estabelecidas e conhecidas em sua época?

O que esses cientistas fizeram foi apresentar uma teoria (no sentido científico) que negava pelo menos um axioma de um conjunto aceito e bem estabelecido, derrubando todo o conjunto e forçando uma reescrita do conhecimento da época.

Porém os positivistas não aceitam esse ataque ao status quo. Daí surgem o Materialismo e o Ateísmo Positivo, que na verdade pretendem defender o mundinho estável e seguro dessas pessoas para que elas não precisem ter de reavaliar seus conceitos, da mesma forma que todo e qualquer fanático religioso não aceita rever suas verdades absolutas.

E também não vou perder meu tempo procurando e demonstrando as evidências e pesquisas – simplesmente porque não tenho mais a menor paciência de discutir com quem quer apenas provar suas verdades pessoais. Você tem duas opções aqui: pode ser um cético curioso e começar a pesquisar de verdade (sem parar em seus vícios de raciocínio de corpo matemático) ou pode ser um ignorante e negar… negar… negar até a morte!

[CARTMAN MODE=ON]
O ônus da prova é de quem afirma? Ah! Vá se f#d♰r, seu c#z☠☀!
[/CARTMAN]

Essa afirmação é a muleta do conformista acomodado. O ônus da busca é do interessado! Se você não estiver interessado, volte pra seu pensamento viciado e seu status quo seguro e estável, mas cuidado porque o mundo segue em frente e o conhecimento evolui.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-03-11

O correto nem sempre é o legal

lâmpada Se proteger a vida for contra a lei, sou um criminoso com muito orgulho.

Não estou fazendo apologia do crime, mas quando as leis não são questionadas, elas defendem os interesses daqueles que as fizeram – políticos ou empresas que os bancam –, não do povo que lhes sofre as consequências.

Talvez eu me explique melhor daqui a alguns meses, por ora deixarei no ar.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-01-30

Declaração de Dublin sobre o Secularismo e o lugar da religião na vida pública

Todos sabem que eu não sou ateu, mas sou a favor do estado laico, e esta é a declaração mais perfeita que já vi:

Em cinco de junho de 2011, a Convenção Mundial de Ateus em Dublin* discutiu e adotou a seguinte:

Declaração sobre o Secularismo e o Lugar da Religião na Vida Pública.




1. Liberdades Individuais

• (a) Liberdades de consciência, de religião e de crença são privadas e ilimitadas. A liberdade de praticar a religião deve ser limitada apenas pela necessidade de respeitar os direitos e liberdades de outros.

• (b) Todas as pessoas devem ser livres para participar igualmente do processo democrático.

• (c) A liberdade de expressão deve ser limitada apenas pela necessidade de respeitar os direitos e liberdades de outros. Não deve haver o ‘direito a não ser ofendido’ na lei. Todas as leis de blasfêmia, implícita ou explícita, devem ser rejeitadas e não promulgadas.


2. Democracia Secular

• (a) A soberania do Estado é derivada do povo e não de algum deus ou deuses.

• (b) A única referência à religião na Constituição deve ser a asserção de que o Estado é secular.

• (c) O Estado deve ser baseado na democracia, nos direitos humanos e na regulamentação legal. Políticas públicas devem ser formadas pela aplicação da razão, e não da fé religiosa, direcionada pela evidência.

• (d) O governo deve ser secular. O Estado deve ser estritamente neutro em questões de religião ou ausência dela, não favorecendo nem discriminando uma ou mais de suas formas.

• (e) As religiões não devem ter privilégios financeiros na vida pública, tais como o status livre de impostos para atividades religiosas, ou verbas públicas para promover a religião ou as escolas confessionais.

• (f) A afiliação a uma religião não deve ser critério para nomeação de alguém para qualquer emprego no funcionalismo público.
(g) A lei não deve incentivar nem prejudicar qualquer direito, privilégio, poder ou imunidade com base em fé ou religião ou a ausência de ambas.


3. Educação Secular

• (a) O ensino público deve ser secular. A educação religiosa, se for oferecida pelo Estado, deve estar limitada à educação sobre a religião e sua ausência.

• (b) As crianças devem ser ensinadas sobre a diversidade de crenças filosóficas religiosas e não-religiosas de uma maneira objetiva, sem formação de fé nos períodos escolares.

• (c) As crianças devem ser educadas no pensamento crítico e na distinção sobre fé e razão como guias para o conhecimento. A ciência deve ser ensinada livre de interferência religiosa.


4. Uma Lei para Todos**

• (a) Deve haver uma lei secular para todos, democraticamente decidida e mesmo duramente aplicada, sem jurisdição para tribunais religiosos decidirem questões civis ou disputas familiares.

• (b) A lei não deve criminalizar qualquer conduta privada pela razão de alguma doutrina de qualquer religião julgar tal conduta imoral, se essa conduta privada respeitar os direitos e liberdades de outros.

• (c) Empregadores inclusive na área de serviço social com crenças religiosas não devem ter permissão para discriminar sobre qualquer base não essencial ao emprego em questão.


* Esta declaração foi aprovada pela Atheist Alliance International, da qual a Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS) é um membro. O texto foi votado e aprovado em assembleia geral pelos membros da LiHS em 31/07/2011, e portanto pode ser considerado representativo da visão da associação. Todas as posições oficiais da LiHS são votadas em assembleia geral e publicadas em ata.

** A convenção contou com a presença da sócia emérita da LiHS, a iraniana Maryam Namazie, que luta pelo fim da influência da lei islâmica da Sharia no Reino Unido encabeçando a organização One Law For All. Um trecho da fala de Namazie pode ser conferido aqui: http://bule.atheis.me/post/6295456836

Link curto para esta declaração em PDF: atheis.me/dublin2011


[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-11-23

Educação religiosa

lâmpada Agora imagine que na aula de História no colégio o assunto será Nazismo. Para ministrar a aula a escola contratar um professor neonazista. Você realmente acredita que os alunos vão aprender sobre o que foi o Nazismo e quais as consequências desse regime?

É óbvio que não! O sujeito vai fazer uma baita lavagem cerebral nos alunos para que eles acreditem que o Nazismo seja a melhor coisa do mundo.

Tudo bem, os neonazistas disfarçados forçam a barra para que se acredite que se trate de Reductio ad Hitlerum sempre que alguém usa o Nazismo como referência, então vou dar um exemplo mais brando

Imagine que na aula de Filosofia – toda escola descente deveria ter – o assunto fosse Ateísmo. Para ministrar a aula a escola contrata um ateu, mas não um ateu circunstancial: contrata um ateu materialista convicto, daqueles que fazem campanha para libertar as crianças da repressão religiosa, faz vídeos ofendendo as crenças alheias, considera-se intelectualmente superior por ser ateu e não aceita que sua crença seja chamada de crença, apesar de ser totalmente dogmático.

Você acredita mesmo que os alunos vão aprender o que é o Ateísmo?

Claro que não! Elas vão sofrer uma tremenda lavagem cerebral para tornarem-se intolerantes quanto a qualquer fé confessada!

No entanto, o contrário gera o mesmo problema: se um sobrevivente do Holocausto for dar uma aula sobre Nazismo, ele vai falar só de uma fração da realidade.

Se um pastor evangélico for dar aula sobre Ateísmo, vai falar sobre um assunto do qual ele entende lhufas e vai tentar a todo custo convencer os alunos de que o Ateísmo seja coisa do diabo, ignorando qualquer verdade.

Chegamos ao ponto onde eu queria…

Faz sentido que a disciplina Educação Religiosa seja ministrada por um religioso? É mais que óbvio que não!

Mas também seria ridículo colocar um ateu convicto para dar aulas de Educação Religiosa!

A ementa deveria ser escrita e ministrada por ateus circunstanciais ou qualquer um que não tenha uma visão engessada sobre o assunto, como por exemplo deístas ou humanistas de tendência aberta.

Assim os alunos receberiam informações variadas, tanto pró quanto contra, sobre religiões enquanto manifestações culturais e seus contextos históricos, e teriam insumo para tirar suas próprias conclusões.

Isso é educação: dar insumo racional, não mutilar o conhecimento em prol desta ou daquela opinião.

E ainda a ementa não deveria de forma alguma privilegiar um culto religioso: as principais religiões do mundo – Cristianismo, Islamismo, Judaísmo, Budismo, Taoísmo, Confucionismo e Xintoísmo – e do Brasil – Candomblé, Umbanda, Espiritismo Cardequiano e as diversas variações pentecostais do Cristianismo – deveriam ser consideradas. Afinal de contas, somos um estado laico.

Se você discorda disso, provavelmente sua fé – em sua crença religiosa ou em seu(s) filho(s) – não deve andar muito bem das perdas… ou então se justifique nos comentários para dar abertura a uma discussão saudável.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-08-27

Dennett e o amor

Quebrando o encanto Tenho estado sem ideias sobre o que escrever.

Ultimamente vejo muita gente defendendo e – pasmem! – criticando o feminismo. Parece o assunto da moda.

No entanto meu assunto preferido é religiosidade e ateísmo.

Não sou ateu, mas sou um livre pensador. Vejo que muitos ateus – não todos, claro – têm caído nos mesmos encantos dos fanáticos religiosos sem se darem conta.

Esses encantos se resumem basicamente à alienação causada pela reiteração proporcionada pela imersão cultural, uma imersão que é social e seletiva.

Ou seja, o indivíduo se cerca de outros invíduos que compartilham das mesmas ideias e as repetem uns para os outros até não haver mais margem para aceitação de críticas e contrapontos.

As crenças – ou fatos como os pseudocéticos gostam de chamar – são sempre a priori, nunca sendo revisadas – apenas falsas reconstatações forjadas.

O religioso confessa crenças nas quais não crê apenas porque é o que se espera de um religioso. Da mesma forma, humanistas, secularistas e livres pensadores se confessam ateus apenas porque é o que se espera deles, não por o serem de fato.

E repetem para si mesmos que acreditam, porque o grupo do qual fazem parte espera isso deles, senão não serão considerados brights.

Mas não é disso que quero falar hoje… quero falar do lado bom disso tudo.

Quero citar um trecho maravilho do livro Quebrando o Encando de Daniel C. Dennett:

O fato de tanta gente amar suas religiões, tanto quanto ou mais do que qualquer coisa na vida, é realmente um fato a ser ponderado. Eu estou inclinado a achar que nada poderia ter mais importância do que aquilo que as pessoas amam.

De qualquer modo, não consigo pensar em nenhum outro valor que eu pudesse pôr acima disso. Eu não gostaria de viver em um mundo sem amor.

Será que um mundo em paz, mas sem amor, significaria um mundo melhor? Não, se a paz fosse alcançada retirando-se o amor (e o ódio) do nós pelas drogas ou pela repressão.

Será que um mundo com justiça e liberdade, mas sem amor, seria um mundo melhor? Não, se isso nos transformasse, por algum modo, em cumpridores da lei sem amor, sem nenhum dos anseios ou das invejas e ódios que são a mola propulsora da injustiça e da submissão.

É difícil considerar essas hipóteses, e duvido que possamos confiar em nossas primeiras intuições a respeito delas.

Mas, pelo que se apresenta, eu suponho que quase todos nós queremos um mundo no qual o amor, a justiça, a liberdade e a paz estejam presentes, tanto quanto possível. Se tivermos de abrir mão de um deles, contudo, não seria – e não deveria ser – do amor.

Mas, é triste dizer, mesmo que seja verdade, que nada pode importar mais que o amor. Não se pode deduzir daí que não temos motivos para questionar as coisas que nós e outros amamos.

O amor é cego, como se diz, e como o amor é cego, muitas vezes leva à tragédia: há conflitos nos quais um amor é jogado contra outro amor, e alguém tem de ceder, com sofrimento garantido em qualquer resolução.


Todo o texto acima se encontra em um único parágrafo, no capítulo 9, seção I.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-08-11

O Ateísmo como artifício falacioso (assim como qualquer religião)

Quebrando o encanto Estou lendo o livro Quebrando o Encanto: A religião como fenômeno natural, de Daniel C. Dennett.

Ótimo livro, apresenta um desenvolvimento muito interessante de pensamento, salvo alguns detalhes…

Dennett é um tremendo morde-e-assopra, ao começar qualquer raciocínio, ele dá claramente a entender crer que ele e quem pensar como ele sejam superiores, Übermensch, detentores de conhecimento e sabedoria supremos e prestes a compartilhar com quem se submeter a sua superioredade, enquanto todos que pensarem diferente são ignorantes demais para terem o direito de tentar qualquer argumentação.

Mas logo depois, evolui o raciocínio defendendo o direito dos ignorantes serem ignorantes, como se isso fosse uma forma de respeito.

Decartes, o fanfarrão


Sabemos que grandes gênios também cometem erros, porém, até que se prove factualmente que uma determinada afirmação de um gênio seja besteira, ela merece ao menos o benfício da dúvida – o mais sagrado princípio do Ceticismo.

Dennett ataca René Descartes, mestre do Negativismo, chamando-o de confuso por defender o conceito de mente como res cogitans.

Segundo Descartes, a mente possui existência a parte do corpo. Já Dennett e seus correligionários acreditam inflexivelmente que a mente seja resultado dos impulsos elétricos do cérebro.

Nada nega cientificamente a ideia de que a mente seja uma entidade a parte da matéria conhecida e que o cérebro seja uma interface de duas vias do corpo com a mente, mas o pseudocético defende fortemente suas crenças.

Por outro lado, Dennett elogia e defende Skinner, que supervalorizava a previsibilidade em detrimento da liberdade, e John Locke, que considerava a mente humana uma tábua rasa, sem profundidade, ambos sem provas.

No entanto ausência de evidência é evidência de ausência para os ateus, sempre que isso for conveniente ao Ateísmo.

Se eu não vejo, não existe


Tudo aquilo que a ciência, onisciente segundo as afirmações contraditórias de Dennett, não reconhece, não existe: é ilusão, imaginação fértil se multiplicando memeticamente.

A explicação é (desfarçadamente) que se algo pode ser fraudado, então é fraude.

Portanto o exército norte-americano deve ser uma fraude, já que a religião de John Frum na ilha Efate acreditam que seus deuses, os soldados norte-americanos, voltarão um dia. Se eles podem fraudar o exército norte-americano, então deve ser uma fraude.

Porém quando você chega às argumentações sobre fraude e imaginação, já leu muita coisa desde quando o próprio Dennett citou a religião do Pacífico e não faz a conexão, não percebe a contradição.

Outros poderão dizer: mas os soldados não são deuses!

E o que são deuses? Seres superpoderosos que descem dos céus em seus barcos alados e podem matar um homem apenas apontando seu bastão mágico?

Nem tudo são flores


Mesmo assim o livro é muito interessante. Além de expor as contradições grotescas do Ateísmo, expõe muitos ridículos das grandes religiões e suas mentiras, também a ingenuidade das pequenas crenças.

É impecável sua lógica sobre como é estranho a maioria das pessoas no mundo discordarem de um religioso – qualquer que seja – se ele é o dono da verdade.

Outro argumento interessante é este:
E imagine que os fãs das histórias de Harry Potter, de J. K. Rowlings, tentassem iniciar uma nova tradição: todos os anos, no aniversário da publicação do primeiro livro de Harry Portter, as crianças receberiam presentes dados pelo menino, que entraria pela janela em sua vassoura mágica, acompanhado por sua coruja. Vamos tornar o Dia de Harry Portter um dia mundial para as crianças! Os fabricantes de brinquedos estariam todos a favor…


Ideia revoltante, não? Mas já fizeram isso… chama-se Papai Noel.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2010-03-20

O papel do homem no Universo

Habitante de Pompéia morto rezando Recentemente descobri um blog muito bom chamado Tyrannosaurus Rex, raridade entre os blogs de ateus.

[update 2010-04-16]
Retiro o que eu disse. Tyrannosaurus é apenas mais um ateu fanático apaixonado por suas próprias crenças.

Eu apenas havia me deixado iludir pela empolgação de achar ter encontrado um ateu mente aberta.
[/update]
[update 2010-08-28]
Tyrannosaurus disse que fui injusto e julguei-o sem conhecer.

Foi a impressão que fiquei dele a partir de nossas conversas. Assim sendo, peço desculpas por qualquer julgamento e espero poder tirar essa impressão ruim em conversas futuras.
[/update]


Inclusive recomendo fortemente a leitura do espirituoso artigo Graças a Deus.

No entanto outro artigo que li, O Papel do Homem no Universo, sofre de alguns problemas de pressuposição. Tendo eu comentado superficialmente, sinto-me na obrigação de explicar minha percepção, que realmente não ficou nada clara.

Antes de começar, quero deixar claro que em momento algum pretendo diminuir meu colega blogueiro, que já ganhou meu respeito.

Quando crescemos, assumimos muitas premissas de vida, que acabam se tornando princípios de nosso caráter. Todos precisamos de princípios, sem os quais nos tornamos amorais, mas as premissas que norteiam tais princípios podem ser equivocadas e precisam ser constantemente reavaliadas, o que pode gerar mudanças de modus vivendi – eu mesmo já tive minha guinadas.

O problema é que a grande maioria das pessoas – pessoas boas! – não reavaliam suas premissas, assumindo que estão corretas. Mesmo pessoas como eu, que se reavaliam constantemente, possuem premissas erradas, é óbvio.

É a partir dessas premissas erradas, assumidas como corretas, que surgem o Ateísmo (enquanto verdade científica), o Materialismo e as instituições religiosas.

É claro que os ateus vão me crucificar porque enxergam suas premissas como «percepção da verdade», assim como os religiosos também vão me mandar pro inferno porque suas premissas são, a seus olhos, «percepção da verdade».

Mas deixemos isso de lado e nos dirijamos ao que interessa…

«Você parou de bater em sua esposa?»¹


Tyrannosaurus deduz corretamente que a pergunta «Qual o papel do homem no Universo?» embute a suposição de que há um papel do homem no Universo, porém daí ele deduz que a pergunta também pressupõe:
  • a existência de um criador;
  • a existência de um plano divino;
  • que os humanos têm grande importância no Universo;
  • e portanto que os humanos têm um papel definido (e grandioso) nesse plano divino.


É claro que é isso que os fanáticos religiosos querem que você deduza, em diversos contextos, e vão tentar levá-lo a essa conclusão por todas as formas possíveis. São suposições demais, como cita Tyrannosaurus, no entanto a pergunta em si não pressupõe nada além de que há um papel do homem no Universo. Nada do que foi listado.

Não há nada de mau em você se questionar sobre o papel do homem no Universo – contanto que você se faça essa pergunta sozinho, sem ninguém que possa dirigir seu pensamento. Creio que você encontrará respostas interessantes e totalmente subjetivas.

Quando você remove o véu das pressuposições que deveriam ser dissociadas da questão, algumas das respostas que surgem podem ser interessantes.

A que mais me chama a atenção é que o papel do homem no Universo pode ser ocupar um nicho natural em seu bioma, nada cabalístico, nada determinístico e de forma alguma grandioso. Quase casual.

Ainda assim é um papel. Por que um «papel» tem de ser determinístico ou grandioso?

Descendo do Pedestal


Tyrannosaurus sugere que, para entender seu papel, o homem deve observar a Natureza.

Aqui faço outro questionamento: por que o homem não pode atribuir a si mesmo um papel?

Assim sendo, o papel do homem poderia ser justamente observar a Natureza e entender onde se encaixar.

A partir da observação da Natureza, Tyrannosaurus conclui que o homem seja apenas um animal. Já sabemos que ele costuma fazer deduções erradas, creio que por mau hábito, e essa é mais uma.

Por que o homem seria apenas um animal?

Agora, você religioso que está aí balançando a cabeça, pergunte-se: por que não seria?

Cientificamente tudo leva a crer que o homem seja sim apenas um animal, mas nada é realmente conclusivo. Há muitas coisas que a Ciência ainda não entende, apesar se vestir a máscara da onisciência religiosa, e talvez nunca entenda… ou entenda um dia. Somos homens, limitados e falhos, e precisamos assumir essa postura para permitirmos o avanço de nosso conhecimento.

O erro que a Ciência aponta na Religião se repete na própria Ciência, provando ser uma característica humana, não religiosa: o hábito de se considerar infalível e dar respostas definitivas.

Lord Kelvin, cientista renomado do século XIX, disse que a Ciência tinha domínio sobre todas as coisas e que nada era desconhecido pela Ciência, décadas antes de Einstein apresentar sua teoria da relatividade, colocando por terra muitos pressupostos científicos.

Mesmo Einstein sofreu!

O leitor verá muitas vezes ateus e pseudocéticos argumentarem que algo não existe porque não há evidências, mas ausência de evidências não é evidência de ausência. Cito Einstein porque a teoria da relitividade de Einstein sofreu da ausência de evidência por muitos anos.

Na primeira tentativa de provar a teoria da relatividade, Arthur Eddington observou justamente o contrário, o que, segundo a visão de ateus e pseudocéticos, seria evidência da inexistência de tais forças.

Anos depois, o próprio Eddington conseguiu evidências que comprovavam a teoria da relatividade de Einstein. De duas uma: ou a teoria não valia e passou a valer magicamente; ou ausência de evidências não é evidência de ausência.

Por ausência de evidências, Tyrannosaurus conclui que o homem é um animal, ponto final. E ainda sobe no pedestal dizendo «tendo entendido e aceito o conceito». É contraditório com o tópico. Onde você fala de descer do pedestal é estranho asssumir verdades absolutas baseado em ausência de evidências.

Mas não é inteiramente culpa do blogueiro: como eu disse anteriormente, todos temos premissas erradas que não aceitamos questionar, às vezes trazidas da infância, às vezes nascidas justamente da luta contra o domínio das verdades infantis.

Finalmente chegamos a um parágrafo genial:
Se existe um criador, ele certamente saberá que chegará o dia em que deixará de ser possível a existência de vida na Terra. Qual seria então o objetivo de se fazer com que diversas espécies de vida se propaguem pelo maior tempo possível? Bem, se há um plano talvez o plano seja exatamente esse: vida por algum tempo e depois, fim da vida. Ou então não há plano nenhum. Há apenas o acaso. E assim eliminamos a suposição (b) acima.


Creio que Tyrannosaurus tenha feito uma pergunta retórica ou quase, mas desafio a todos a realmente se questionar: será que há um plano e esse plano seria justamente vida por algum tempo?

Será que isso não possui alguma finalidade que nos escapa à percepção?

Não estou dizendo sim, mas ‘assumir que não’ é pura arrogância.

Crença


Sou humano e como tal tenho minhas crenças, e não é justo eu escrever um artigo cético sem citá-las para que o leitor possa questionar como minhas crenças interferem em meu ceticismo.

Cito isso porque os ateus fingem (para si mesmos às vezes) que não têm crenças para que ninguém questione, pois é perigoso que alguém identifique tais crenças permeando seu discurso. Assim toda mentira materialista ruiria em suas bases fracas.

O ateu crê no acaso, na inexistência de deuses e, enquanto materialista, que não há existência além da matéria – assim como o cientista vitoriano acreditava que não existisse nada desconhecido pela Ciência.

Eu creio no propósito, na escolha e na causalidade. Segundo meu entender, nada existe sem propósito e toda escolha gera consequências.

O fato de sermos incapazes de perceber determinado propósito não indica que ele não exista. Porém o ateu não gosta de ter a palavra incapaz associada a ele.

Somos incapazes de uma série de coisas, isso sim é fato, e essa é a verdade que precisamos realmente entender e aceitar.


Caro Tyrannosaurus, por favor não me leve a mal, nenhuma das acusações aqui feitas são pessoais contra você, mas ou falhas nossas, que precisamos nos policiar, ou falhas do Pseudoceticismo, que precisa ser combatido como qualquer fanatismo religioso.

[]’s
Cacilhας, La Batalema


¹Alguns dos tópicos aqui refletem os tópicos no artigo original.

2010-02-11

Falácias do Ateísmo

Ergo sum Tenho amigos ateus assim como amigos evangélicos, católicos, xiitas e até judeus. Este artigo não é sobre eles, é sobre os ateus fanáticos.

Os ateus fanáticos insitem em algumas falácias e tentam evangelizar as pessoas para o Ateísmo.

Seguem três delas:

Religião induz a comportamento autodestrutivo

O André do blog (pseudo)ceticismo.net escreveu um artigo sobre um idiota rapaz que morreu afogado após tomar o chá do Santo Daime.

No artigo, André faz das tripas coração para tentar provar que o rapaz se matou por culpa do Santo Daime.

Segundo a lógica distorcida de André o chá levaria seus usuários a adotar comportamento autodestrutivo, o que eventualmente poderia se concretizar em suicídio.

Se essa abobrinha fosse verdade, o índice de suicídio entre daimistas deveria ser maior do que a do resto da população, ou pelo menos a espectativa de vida de daimistas deveria ser menor, devido ao comportamento inconsequente ou a algum suposto mal fisiológico consequente do consumo do chá.

Se nosso amigo desinformado tivesse feito o dever de casa saberia que, durante estudo sócio-cultural conduzido durante as décadas de 1980 e 1990, o CONAD averiguou que as populações de daimistas apresentavam um número constrangedoramente alto de pessoas com mais de 80 anos, todas em perfeito estado de saúde, ao contrário das comunidades não-daimistas nas mesmas condições, que apresentavam baixíssima espectativa de vida e pouca saúde no fim da vida.

Sabendo disso, a argumentação do André se mostra inválida. Um ganhador do prémio Darwin não justifica condenar toda uma comunidade.

Os mais novos dados sobre o chá podem ser encontrados no sítio do CONAD.

Restam ainda duas possibilidades…

Algumas pessoas possuem predisposição genética e/ou memética para o comportamento autodestrutivo potencialmente suicída. Costumo chamar essas pessoas de idiotas e algumas até são premiadas por isso.

Algumas pessoas argumentam que religiosos são idiotas, mas isso desabilitaria qualquer argumentação antirreligiosa, já que a conversão religiosa seria determinística.

Sempre que um religioso ganha um prémio Darwin, os ateus fanáticos dizem que não foi idiotice, mas que o comportamento autodestrutivo foi induzido pela Religião.

Assim esses idiotas não seriam originalmente idiotas, mas teriam adotado comportamento autodestrutivo devido à Religião.

Seguindo essa lógica, nenhum religioso seria realmente idiota, mas estaria simplesmente induzido.

Está bem, está bem… há os idiotas e há os induzidos… mas pela lógica dos ateus fanáticos sempre que algum religioso se mata ele foi induzido, portanto não existe religioso idiota.

Por outro lado, quando um ateu se mata, segundo o prisma dos ateus, não é porque o Ateísmo priva o homem de um conformo espiritual, levando-o à depressão. A desculpa é sempre idiotice.

Portanto existe ateu idiota.

Se não existe religioso idiota e existe ateu idiota, por lógica simples se deduz necessariamente que todo idiota é ateu.

Ou isso ou todo lugar tem idiota, vai da cabeça do leitor o que faz mais sentido.

O Ateísmo induz a conduta moral

Sim, já ouvi muito isso!

Pela lógica do ateu fanático, como o Ateísmo não impõe castigo post mortem, os ateus adotam uma conduta moral voluntariamente.

Mas todo ateu adota uma conduta moral?

As estatísticas dizem que sim apenas porque, chegando no xilindró, todo mundo prefere dizer-se evangélico a virar a moça da cela. Ou seja, há ateus psicopatas e sociopatas, mas quando a situação aperta, lançam mão da hipocrisia para proteger-se.

Um psicopata é um psicopata, ateu, evangélico ou católico. Só que se o psicopata/sociopata acreditar em uma religião que lhe impõe castigos no além, ele se controla, salvando a sociedade de suas crueldades.

Isso o Ateísmo não pode fazer pela sociedade.

Ateísmo é Ceticismo

Ateísmo é a crença na inexistência de um deus, portanto, excluindo a ideia de Ceticismo.

Mas há os pseudocéticos, que são ateus, materialistas ou sensualistas que, pela característica negativa de suas crenças, confundem-nas com Ceticismo.

Ceticismo é dúvida, não é negação. Negar é crer – crer no contrário, mas ainda assim crer.


**

Tenho um lado religioso (não sigo religião alguma, são crenças pessoais) e outro cético, e meu lado cético é o que se sente mais ofendido quando pseudocéticos e ateus fanáticos fazem sua evangelização.

[]’s
Cacilhas, La Batalema

2010-01-26

Ajuda ao Haiti

Baal Estão criticando o Pres. Lula por ajudar o Haiti. Estão criticando o envio de militares para lá.

A pior que ouvi foi essa: «O Lula está rebaixando o Exército Brasileiro a serviços comunitários».

Rebaixando?! WTF?!

Então qual essa posição dos militares, superior ao auxílio social? Ao supremo labor de salvar vidas?

  • A função dos militares deve ser então os infantis jogos de guerra…
  • Ou talvez a politicagem corrupta.
  • Ah! Talvez seja ficarem marchando de um lado para outro como baratas tontas, enquanto gastam o dinheiro da nação!


Não… lamento, mas não consigo ver trabalho mais importante do que salvar vidas e ajudar a reconstruir um país. É preciso ser moralmente muito miserável para imaginar algo assim.

Parabéns aos militares pelo serviço social e pela coragem!

[]’s
Cacilhas, La Batalema


PS: Minha esposa queria que eu comentasse que tem muito evangélico dizendo que não é pra ajudar o Haiti pois eles tiveram o que merecem por serem adoradores do demónio. Fora citar essa sandice, só posso comentar que alguém pra dizer isso, além de carecer de um mínimo de capacidade cerebral, não merece ser chamado de cristão. Lembrando: Zilda Arns atendia os cristãos lá e também morreu de forma terrível.

2009-11-25

Blogueiro é condenado por comentário

Baal Para combater absurdos como esse é preciso divulgar e cobrar dos responsáveis explicações por seus atos de censura e privilégios a classes sociais específicas.

Dono de blog é condenado a pagar R$ 16 mil por comentário de internauta. O advogado Helder Nascimento disse:

Ele (Emílio) é o responsável pelo blog e foram veiculadas matérias ofensivas à pessoa que é uma religiosa, uma freira. E isso foi interpretado como excesso na liberdade de expressão.


Eu pelo menos entendi que o caso foi «interpretado como excesso na liberdade de expressão» por se tratar de uma freira, classificando uma parasita social¹ como tendo privilégios acima das demais pessoas.

É claro que a freira colabora para com a sociedade enquanto diretora do colégio, jamais enquanto simples religiosa.

Repudio a censura, repudio as condenações arbitrárias e repudio a justiça que privilegia determinadas classes sociais sobre demais pessoas do povo, em especial o tratamento privilegiado que é dado a religiosos, que em nada colaboram para a sociedade.

Sugiro que todos os os blogueiros cobrem das autoridades judiciais explicações sobre por que quatro ausências da freira foram toleradas e a primeira ausência do blogueiro resulta em sua condenação. Que cobrem também explicações do advogado sobre sua colocação infeliz.

[]'s
Cacilhas, La Batalema

¹A meu ver, religiosos profissionais são parasitas sociais que se alimentam de explorar a fé alheia. Sou contra toda e qualquer instituição puramente religiosa, o que não significa que eu seja contra a religiosidade individual, pelo contrário.

2009-08-03

Filhos melhores

Que notas são estas?
De tempos em tempos leio esta mensagem em algum lugar e agora a recebi por email.

Por sua relevância social, repito-a aqui:

Todo mundo «pensando» em deixar um mundo melhor para nossos filhos…

Quando «pensarão» em deixar filhos melhores para nosso planeta?

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive

REPASSE!


[]'s
Cacilhas, La Batalema

2009-04-11

Boriska

Boriska Eventualmente chegam a mim mensagens sobre Nova Era e novos messias ou avatares. Não é que eu creia que sejam mentiras, apenas sou cético e avalio tais mensagens de mente aberta.

Recentemente me informaram sobre um garoto de Volgogrado chamado Boriska, que apresenta um conhecimento muito além do esperado para sua idade – agora ele deve ter doze anos, mas na época dos primeiros relatos, ele tinha sete anos.

Os mesmos textos que circularam em 2005 estão voltando a circular agora em 2009 devido a datação de suas previsões. Então, antes de ler o texto aqui, aconselho o leitor a ler o original na Cabeça de Cuia ou na Associação de pesquisa OVNI, pois o texto aqui é uma crítica a determinados pontos do artigo.

Antes de destacar os pontos críticos, gostaria de expor meus motivos.

Não creio que o menino esteja agindo de má fé. Creio que quem fez a divulgação original agiu de má fé.

O tipo mais perigoso de pessoa no mundo é aquela que quer acreditar. Ela acredita antes mesmo de conhecer os fatos e fecha a mente para eles.

O cético não é aquele que descrê, é aquele que mantém a mente aberta. Crentes (que creem e fecham a mente) e pseudocéticos (que descreem e fecham a mente) são idénticos, apenas escolheram lados opostos.

Dito isso, vamos aos comentários.

Muitos foram surpreendidos por dois factores distintos. Em primeiro lugar, o garoto possuía excepcionalmente profundo conhecimento. Seu intelecto era obviamente muito distante do de um menino tipico de sete anos de idade. Nem todos os professores seriam capazes de narrar toda a história da Lemuria e seus habitantes em tais detalhes. Você será capaz de encontrar qualquer menção deste país nos manuais escolares. A ciência moderna ainda não provou a existência de outras civilizações.

Em segundo lugar, fomos todos surpreendidos com a linguagem adiantada que o garoto utilizava. Estava muito acima da que os meninos de sua idade normalmente usam. Seu conhecimento da terminologia específica, detalhes e fatos de Marte e da Terra nos fascinaram a todos.

Genialidade e inventividade andam de mãos dadas.

«Poderia ele ter inventado isso tudo?»

«Duvidoso», disse o meu amigo. «Para mim, isto parece como que o garoto estava compartilhar suas recordações pessoais de vidas passadas. É praticamente impossível inventar tais histórias; alguém realmente teria de conhecê-las.»

Isso é subestimar sistematicamente a inventividade de uma criança tão genial.

Como eu disse, as pessoas mais perigosas são as que querem acreditar. Exemplos? Fanáticos religiosos, terroristas, nazistas…

Afirmações extraordinárias requerem demonstrações extraordinárias e toda essa história ainda carece disso.

— Ninguém nunca lhe ensinou essas coisas, disse a Nadya. Mas, às vezes, ele sentava nessa posição de lótus e começava novamente a falar. Ele falava sobre Marte, sobre sistemas planetários, civilizações distantes… não podíamos acreditar com nossos próprios olhos aquilo que ouvíamos. Como pode uma criança saber tudo isso? Cosmos, histórias sem fins de outros mundos e dos imensos céus, são como mantras diários para ele desde que ele completou dois anos.

Reencarnação é uma hipótese viável, mesmo que os materialistas e os evangélicos rolem pelo chão de raiva – apenas carece ainda de pesquisa séria –; mas inventividade também é.

Quanto mais genial uma pessoa é, mais crível é sua inventividade, e os defensores convenientemente ignoraram essa hipótese muito mais simples.

Mais tarde, ele começou a recordar doutro livro de Muldashev intitulado «Em Busca da Cidade dos Deuses». O livro é essencialmente dedicado aos antigos túmulos e pirâmides. Boriska firmemente declarou que as pessoas encontrarão o conhecimento sob uma das pirâmides (não a pirâmide de Quéops). E isso ainda não tinha sido descoberto. «A vida irá mudar quando a Esfinge for aberta» disse ele e acrescentou que a grande Esfinge tem um mecanismo de abertura em algum lugar atrás da sua orelha (mas ele não se recorda exactamente onde). O menino também fala com grande paixão e entusiasmo sobre a civilização Maia. Segundo ele, sabemos muito pouco sobre esta grande civilização e seu povo.

Então digo que é preciso, de mente aberta, examinar a Esfinge. Aliás, o examinador deve ser cético e neutro, nem crer, nem descrer.

Se nada for achado, tudo bem, pode ser que não entendamos o tal mecanismo, mas se for encontrado algo, que se abra logo a Esfinge!

Interessantemente, Boriska acha que agora finalmente chegou o tempo para que os «seres especiais» nasçam na Terra. «O renascimento do planeta se aproxima. Novos conhecimentos virão em grande quantidade, trazendo uma mentalidade diferente para os terráqueos.»

Sabemos quase intuitivamente – agora os céticos é quem vão se revirar, porque também sou humano e assim tenho minhas crenças – que isso é verdade.

Porém também sabemos por tradição que falsos profetas vieram, vêm e virão. Não seria o caso?

— Como é que você sabe sobre essas crianças dotadas e porque isso ira acontecer? Tem consciência de que eles são chamados de miúdos «índigo»?

— Eu sei que elas estão a nascer. No entanto, eu não conheço ninguém em minha cidade ainda. Talvez possa ser esta menina chamada Yulia Petrova. Ela é a única pessoa que acredita em mim. Outros simplesmente riem das minhas histórias. Algo vai acontecer na terra, é por isso que estas crianças serão importantes. Elas serão capazes de ajudar as pessoas. Os pólos vão se inverter. A primeira grande catástrofe com um dos continentes acontecerá em 2009. Próxima acontecerá em 2013 e será ainda mais devastadora.

Polos se inverterem é bem forte… se realmente acontecer – quase uma impossibilidade física – será a tal demonstração extraordinária da qual falei.

No entanto, assim como todos os oráculos modernos e atuais, Boriska faz uma previsão vaga (catástrofe com um dos continentes) que pode ser associada a qualquer fenómeno geológico ou meteorológico. Num período de mudanças climáticas, quase qualquer coisa pode acontecer em qualquer lugar. É escolher um evento qualquer e apontar: «Viu! Eu previ isso!»

Prever eventos que já aconteceram é fácil, até eu.

— Boris, porque nossas sondas espaciais desaparecem ou falham antes de chegar a Marte?

— Marte transmite sinais especialmente destinados a destruí-las. Tais missões contem radiação maléfica.

Essa é a maior falácia do texto. Para inventar estorietas e querer credibilidade, é preciso se informar sobre os fatos.

É verdade que as missões Marte são as que possuem menor probabilidade de sucesso: 33%, no entanto treze missões a Marte já foram bem sucedidas, das quais seis aterrizaram na superfície do planeta e transmitiram de lá conforme previsto.

Aliás a maioria das missões Marte falhou antes de deixar a atmosfera superior da Terra, o que desqualifica a afirmação de sinais especialmente destinados a destruí-las – a menos que de Marte eles a destruam ainda aqui na Terra sem ninguém notar.

Ah! A missão Nozomi de 1998 foi danificada por uma erupção solar, nada a ver com Marte.

Eu estava impressionado com o conhecimento dele sobre esse tipo de radiação. E absolutamente verdadeiro. Em 1988, um residente de Volzhskii, Yuri Lushnichenko, um homem com poderes extra-sensoriais, tentou alertar as autoridades soviéticas sobre a queda inevitável das primeiras missões soviéticas a Marte, «Phobos 1» e «Phobos 2». Ele também mencionou esse tipo de radiação desconhecida e maléfica sobre o planeta. Obviamente, ninguém o levou a serio então.

Phobos 2 realmente teve problemas desconhecidos (sinal destruidor?), já Phobos 1 teve problema no software: houve erros no código, não foi destruída por um «sinal especialmente destinado a destruí-la».

Ou seja, Phobos 1 foi lançada já fadada ao fracasso.

— Nós decolamos e pousamos na Terra a todo momento!

O garoto pegou um giz e começou a desenhar um objeto oval sobre o quadro negro.

— Ele consiste de seis camadas – disse. – 25% camada externa, feita de metal durável, 30% segunda camada feita de algo similar à borracha; a terceira camada compreende 30%, novamente de metal. Os últimos 4% são compostos de uma camada magnética especial. Se carregamos essa camada magnética com energia, essas máquinas serão capazes de voar a qualquer ponto do Universo.

25% + 30% + 30% + 4% = 89%

Os outros 11% são cuspe, areia e fita adesiva, certo?

Uma criança tão genial não deveria errar um cálculo tão simples – quiçá um ser superevoluído de outro planeta.

— Boris, diga-nos porque as pessoas ficam doentes.

— A doença resulta da incapacidade das pessoas de viverem adequadamente e serem felizes. Você deve esperar pela sua metade cósmica. Alguém jamais deveria envolver-se e bagunças o destino de outros indivíduos. As pessoas não deveriam sofrer por seus erros passados, e sim entrar em contacto com aquilo que lhe foi predestinado e tentar alcançar as alturas e conquistar seus sonhos. (essas foram as exactas palavras que ele usou) Vocês têm de ser mais simpáticos e calorosos. Caso alguém o ataque, abrace seu inimigo, peça-lhe perdão e ajoelhe-se diante dele. Se alguém o odeia, ame-o com todo fervor e devoção e peça-lhe desculpas. Essas são as regras do amor e da humildade. Sabem porque os lemurianos pereceram? Eu tenho parte da culpa. Eles não desejavam mais se desenvolver espiritualmente. Eles se afastaram do caminho predestinado e assim destruíram a unidade global planetária. O Caminho da Magia leva a lugar nenhum. O Amor é a verdadeira Magia!

De novo aquela babozeira de ter de ser feliz e de cara metade.

Perseguir a felicidade é como perseguir o próprio rabo: ninguém que a persiga, a alcança – ou então Gautama Buda estava estupidamente errado.

E procurar a metade cósmica é uma versão pós-moderna do príncipe encantado. As pessoas fantasiam um par perfeito que simplesmente não existe, daí não percebem a passagem do parceiro real e o perdem. É isso que Boriska propõe.

Ninguém encontra seu par se não se bastar como ser humano.

— Como você sabe disso tudo?

— Eu sei. Kailis.

— O que você disse?

— Eu disse olá. Essa é a linguagem do meu planeta.

É estranho dizer olá no meio de uma conversa, logo após dizer eu sei.

Traduzamos:
Eu sei. Olá.

Fez sentido? Concisão vai bem, obrigado.

**

Não é descrença… é ceticismo. Eu sei que coisas assim existem sim, mas também sei que há muita gente por aí que quer se dar bem em cima da crença alheia.

Pode ser que o garoto esteja de boa fé, mas quem o está divulgando certamente não está.

[]'s
Cacilhas, La Batalema

PS: Fotos de OVNIs. =D