Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

2015-11-06

Domínio de axiomas

lâmpada Quando a pessoa está imersa numa corrente de pensamento (grupo religioso, doutrina filosófica, etc.), tudo parece corroborar para a veracidade daquela corrente, porém isso é uma ilusão criada por uma peculiaridade lógica chamada domínio de axiomas.

Um domínio de axiomas é um conjunto de postulados arbitrários que corroboram uns aos outros de forma coerente, dando a impressão de veracidade, porém, basta que um dos aximas falhe para que todo o domínio desmorone.

Geramente um domínio de axiomas é composto por dezenas, até centenas de axiomas, mas o que funciona para muitos, funciona da mesma forma para um conjunto menor, portanto podemos fazer uma demonstração com um domínio de, por exemplo, oito axiomas.

Em vez de afirmações que possam ser colocadas a prova, usarei verdades arbitrárias que podem representar qualquer doutrina. Nossos oito aximas são:
  • ☆☆☆
  • ☆☆★
  • ☆★☆
  • ☆★★
  • ★☆☆
  • ★☆★
  • ★★☆
  • ★★★


A forma racional de pensar é constituída de operações lógicas. Vou usar seis operações, mais que suficientes:
  1. Conjunção lógica: ^
  2. Disjunção lógica: v
  3. Disjunção exclusiva: ≠
  4. Implicação lógica: →
  5. Equivalência lógica: ≡
  6. Negação lógica: ¬


Dessas operações, a negação lógica opera sobre um axima, as demais combinam dois aximas. Cada operação é apliada igualmente a cada parte de cada axima: a 1ª parte de um com a 1ª do outro, a 2ª de um com a 2ª do outro e a 3ª de um com a 3ª do outro.

A grande mágica do raciocínio lógico sobre um domínio de axiomas é que o resultado de qualquer operação envolvendo apenas axiomas do domínio sempre resulta em um axioma do mesmo domínio, causando a ilusão de endossar a veracidade do domínio.

Vou descrever agora como se usa as operações:

Conjunção lógica


A^BA^B
^
^
^
^

Por exemplo, ★★☆^☆★★=☆★☆.

Disjunção lógica


AvBAvB
v
v
v
v

Disjunção exclusiva


ABA≠B

Implicância lógica


ABA→B

Equivalência lógica


ABA≡B

Negação lógica


¬A¬A
¬
¬

**

O desafio é combinar essas operações sobre os axiomas do domínio e chegar a resultados fora do conjunto.

Depois de tentar ad nauseum, você verá que é impossível, pois essa é uma poderosa característica do raciocício lógico e dos axiomas.

É por isso que, ao ser imerso em um grupo de pessoas que reiteram uma corrente de pensamento, cada vez mais temos a impressão de sua veracidade – e é por isso que é tão importante a diversidade, ouvir outros pontos de vista: porque, ao se repetir apenas preceitos que se complementam uns aos outros, deixamos escapar verdades de fora do domínio.

[]’s

2015-08-18

Vergonha alheia

Heim? As manifestações do dia 16/8 me fazem sentir vergonha alheia.

Um bando de brancos racistas, machistas e homofóbicos destilando ódio, preconceito e violência, repetindo mecanicamente que se trata de uma manifestação pacífica e democrática, ao bom e velho estilo Goebbels, como se, ao repetir uma mentira, ela se tornasse verdade.

Aí alguém vem e diz:

— Como machistas? Havia mulheres na passeata!

Dondocas sustentadas pelo marido, naquela tradicional relação vertical onde o homem é o provedor rei do lar e a mulher sua serva, ali para cobrir suas necessidades; cujas mentes não foram exercitadas o suficiente para perceberem o absurdo da situação.

— Mas algumas dessas mulheres são empresárias.

Sim, que se satisfazem egoisticamente em ocupar um lugar masculino, discriminando outras mulheres e se vingando dos homens quando pode. Ainda assim machistas, misóginas.

— Mas e a mulher negra?

Qual? Uma daquelas raríssimas que aparecem como mucama da madame na manifestação? Aquela feliz em ocupar seu lugar na hierarquia da violência, e que desconta os maus tratos que recebe maltratando o nordestino, entre outros, aqueles abaixo dela nessa hieraquia perversa? Aquela que se sente amada por ser recebida no seio da família branca como serva?

Seja como for, qualquer um que você pegue daquela massa de ignorância é ou favorecido pelo status quo, ou se compraz na perversidade.

Pra todo escravo fujão, sempre há um capitão do mato.

[]’s Cacilhας, pli La Batalema ol ĉiam antaŭe

2015-06-26

Não vou calar!

2015-06-19

O apocalipse é agora

lâmpada Deus deu ao homem a razão e a lógica para iluminar suas decisões. Se você faz escolhas sem o uso da razão e da lógica está se afastando de Deus e se expondo aos interesses do Inimigo.

Como isso em mente, lembramos que a palavra de Jesus Cristo sempre foi uma palavra de amor e tolerância. Deus é amor, quem se afasta do amor, se afasta de Deus – pelo menos é a mensagem claramente passada em todo o Evangelho.

Portanto, com um pouco de bom senso e pensamento lógico (que Deus nos deu), fica claro que quem prega o ódio e a intolerância fala em nome do Inimigo.

Silas Malafaia, Marco Feliciano e companhia são falsos profetas a mando do Inimigo. Não sou eu quem diz, é Mateus:
Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! (Mt. 7:15-20)

“Vocês os reconhecerão por seus frutos”, disse Mateus: incitação ao ódio, perseguição àquilo que eles não gostam, tudo o que afasta o ser humano do amor.

Quem também alerta sobre os falsos profetas, que servem apenas a seus próprios apetites (enriquecimento), é Paulo:
Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos. (Rm.  16:17-18)

Pedro também avisou sobre eles.

Como vocês conseguem cair na conversa deles com tantos avisos?! Percebam que quem segue essa gente segue porque escolheu seguir, e basta um minuto de razão para que sua verdadeira identidade seja despida.

Assim apelo para o bom senso dos leitores, para que usem o poder que Deus lhes deu chamado razão e lógica. Pensar não dói.
[]’s

Deus: Vou chamar assim devido ao público alvo deste artigo.

Inimigo: Idem.

2015-06-07

Sobre a evolução da ciência

Certa vez os cientistas perceberam uma casualidade interessante: se você pegar as potências de dois de 20 a 27, acrescentar zero (0) ao começo da sequência, multiplicar cada elemento por 3 e somar 4 você consegue os valores aproximados das distâncias médias das órbitas dos nove corpos celestes considerados planetas durante o começo do século XIX em décimos de unidade astronômica:
PlanetaValor calculadoDistância média real
Mercúrio40,39UA
Vênus70,72UA
Terra101,00UA
Marte161,52UA
Ceres282,77UA
Júpiter525,20UA
Saturno1009,58UA
Urano19619,2UA
Netuno38830,0UA

Por essas contas, o próximo planeta deveria estar em 772 (aproximadamente 77,2UA), desqualificando Plutão (39,5UA) como planeta.

Com a descoberta de Plutão e o rebaixamento de Ceres, tentaram ajustar o cálculo usando como base a sequência de Fibonacci, com mais uma ginástica aritmética para fazer os números se ajustarem.

De qualquer forma, esse não é o ponto. Primeiro, a órbita média de Netuno está muito fora da posição (30UA, quando deveria estar mais longe) e o primeiro valor da sequência (4) não faz parte dela (matematicamente deveria ser 5.5). Em resumo, é apenas uma curiosidade matemática, nada nem próximo de uma lei universal.

Porém essa masturbação numerológica era ensinada nas escolas até depois da metade do século XX como uma lei astronômica (!!!), só caindo por terra quando sistemas planetários extrassolares foram descobertos.

Este é o ponto!

A beleza da ciência é não se ver escrava de crenças ancestrais, compromissada com o erro. Tem a capacidade de evoluir, aceitar-se falha e corrigir-se.

A religião também pode(ria) alcançar isso, se não viver(sse) amarrada à tradição, tentando escravizar as pessoas à ignorância.

[]’s

2014-09-24

Jeitinho brasileiro

Brasil Jeitinho brasileiro é a capacidade inata dos povos colonizados (por isso “brasileiro” não é a palavra correta) de arrumar solução para todos os problemas com improvisação, flexibilidade, criatividade e intuição. Nasce naturalmente em culturas carentes, onde não há soluções prontas e a informalidade e a inventividade são essenciais à sobrevivência.

Já recebi diversos relatos de como pessoas de nações mais formais se surpreendem positivamente com nossa (latinos americanos) capacidade de resolver problemas com simplicidade e soluções criativas às quais eles jamais chegariam; problemas considerados insolúveis estagnando filas de trabalho que são resolvidos com ventilador, teflon, boa vontade… Cuspe, areia e fita adesiva.

Infelizmente boa parte da nação brasileira é formada de vira-latas. Para o vira-lata, tudo o que tem relação com Brasil, latino, America do Sul ou ainda apenas hemisfério sul é inferior, ruim, execrável. Então jeitinho “brasileiro” é automaticamente ruim.

Dentro desse escopo, o vira-lata confunde jeitinho com Lei de Gérson.

Lei de Gérson, que nada tem a ver com ser brasileiro, além do nome, é o comportamento daquela pessoa que espera levar vantagem em tudo, que não cede em nenhum mínimo ponto, quer ganhar em cada detalhe.

O “gérson” é aquele cara, brasileiro, estadunidense, africano, canadense, argentino, europeu…, que se acha “o malandro” (mesmo que nem conheça a expressão) e tenta tirar vantagem de tudo. Ele não admite ceder um pouco daqui pra poder ganhar algo melhor ali na frente, ele não admite perder.

É essa mentalidade de “gérson” que é chamada por muita gente de “jeitinho brasileiro”… ou melhor: é chamado de jeitinho brasileiro quando vem de um latino (de fora do círculo de amizades dele), porque quando vem do “primeiro mundo”, aí ele chama de “concorrência”, “competitividade”, “garra”.

Não importa a nacionalidade, a Lei de Gérson é danosa à sociedade, ao círculo de amizades e, a médio prazo, ao próprio “gérson”. Já o jeitinho brasileiro de verdade – improvisação, flexibilidade, criatividade, intuição – é uma das qualidade mais benéficas que um ser humano pode desenvolver. Ainda assim, como um martelo, pode ser usado como ferramenta construtiva ou para martelar o dedo.
[]’s

2014-01-15

O americano, a feiticeira e o prisma dourado do #mimimi

Heim?Uma amiga minha compartilhou um artigo interessantíssimo sobre as impressões de um estadunidense sobre algum lugar exótico e mágico que ele acha que é o Brasil.

São 20 impressões (a maioria errada ou distorcida) sobre São Paulo capital, que ele estende a todo o Brasil, como se o Brasil fosse apenas uma extensão de Sampa. A essas 20 impressões, outra(s) pessoa(s) acrescentou(aram) mais 20 impressões claramente com o único e exclusivo motivo de denegrir a imagem do país, mesmo que pra isso seja preciso mentir.

Na condição de brasileiro e conhecedor de algumas poucas cidades brasileiras, sinto-me na obrigação de escrever uma réplica trazendo uma visão mais sóbria e realista, como contraponto às críticas puramente destrutivas.

1 – Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me”, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.
Os brasileiros aqui são na verdade algumas pessoas, nem mesmo a maioria. É conveniente julgar o todo pelos mais barulhentos.

Quanto ao esbarrão, imagine você na rua com milhares de outras pessoas apressadas, cada uma com sua razão, assim como você, ter de pedir desculpas a cada uma em que você esbarra (a palavra correta seria encosta). Isso é coisa de gente que se acha tão importante que não admite que essa plebe encoste.

2 – Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles veem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles veem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.
E o estadunidense é um amor de pessoa, né?

Isso é uma confusão da visão de mundo de um sujeito que, tão melhor que os outros, não admite ser tocado nem casualmente, com a necessidade de generalizar o brasileiro baseado em alguns mal educados.

Porém, de fato, infelizmente temos a cultura da Lei de Gérson, sutilmente reforçada dia a dia em todos os níveis da mídia e da educação, o que torna realmente muito comuns e ruins algumas situações que deveria ser apenas eventuais.

3 – Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.
E o meio ambiente norte-americano vai bem, né? Aliás, que meio ambiente?! Eles já destruíram quase tudo!

A reclamação dele aqui só vale pras cidades grandes, não para todo o Brasil – a menos que você considere todo o Brasil como sendo apenas São Paulo.

Acho que ele deve estar com medo que destruamos a nossa Amazônia antes que eles tomem posse e explorem os recursos à exaustão.

4 – Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.
E os estadunidenses são um exemplo de honestidade, né?

A diferença entre aqui e lá é que aqui, quando pegamos um corrupto, nós movemos processo, dá CPI, um rolo. Às vezes acaba em pizza, às vezes o Genuíno vai preso.

Já lá nos EUA, quando eles encontram um caso de corrupção, eles criam uma lei legalizando-o. Assim é fácil, né? Não tem mais corrupção!

— Ah! Tem empresa fazendo lobby, pagando os legisladores para criar leis que as favoreçam em detrimento do povo, o que faremos?

— Simples: criemos leis que tornem legal que empresas e legisladores façam isso.

E problema resolvido! F*da-se o povo.

5 – As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.
Acho que a palavra correta aqui não seria brasileiras, mas estadunidenses.

As brasileiras de alguns nichos sociais específicos imitam a cultura norte-americana.

6 – Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.
Sim, porque uma parcela de vinte, vinte e poucos por cento define o comportamento de uma população inteira. Também porque só é caso extraconjugal quando há envolvimento emocional, né? Porque, quando é só sexo, como fazem os homens norte-americanos, aí foi só uma aventura.

Mas vamos olhar só o rabo do brasileiro, porque o rabo do ianque pode ficar estendido por todo o caminho, que ninguém pisa.
7 – Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.
Inverdade: o brasileiro é muito expressivo de qualquer opinião sobre qualquer assunto, porque o brasileiro é muito passional, conforme sua herança latina.

Mas o estadunidense, que não admite ser tocado esbarrado e acha que sexo sem envolvimento emocional não é caso extraconjugal, não vai entender isso nunca.

8 – Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.
Malandro é o safado do norte-americano que não faz o que precisa ser feito porque não é sua atribuição, ou o paulista que fica procurando festa porque acha que trabalha muito – o que é só achismo.

O nordestino é tão trabalhador e prestativo que é feito de burro de carga e o carioca é extremamente trabalhador, sem reclamar, porque sempre acha que está trabalhando pouco e por isso está no lucro.

9 – Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.
Claro, no sistema norte-americano quando a regra se aplica ao rico, eles simplesmente criam um lei corrigindo isso.

Mas de fato, o sistema de classes brasileiro é ridículo. Andei reclamando disso: nosso sistema econômico é capitalista e nosso sistema sócio-político é democrático, mas na prática parece que é ao contrário.

10 – Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.
Típico de uma cultura latina. Se não gosta, volta pros EUA.

11 – A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.
FATO!

12 – Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.
Também verdade, o que é característica não do Brasil, mas de qualquer ex-colônia. Não se pode culpar o brasileiro por esse comportamento – mas se pode tentar corrigi-lo.

14 – Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser hermeticamente isoladas ou incluir dutos de ar.
Vamos separar em duas partes:

1 – Não é quente como o inferno durante nove meses do ano, isso é mentira. Em muitas partes do país é quente durante muito tempo, não tanto tempo, não como o inferno (só de vez em quando) e não mesmo no país inteiro. Mais uma vez ele toma São Paulo como referência para o país todo.

2 – A arquitetura brasileira é submissa à europeia: engenheiros e arquitetos simplesmente não pensam, só repetem o que aprenderam, que é cultura trazida de um continente muito mais frio. Resultado: residências e escritório infernalmente quentes e mal arejadas. Ou seja: fato.

15 – A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.
Recuso-me a aceitar que isso seja opinião, isso é imbecilidade pura.

Brasileiro gosta de comer arroz com feijão todo dia sim, mas vou a restaurante nordestino comer acarajé e baião de dois, como comida baiana, churrasco gaúcho, um explosão de diversidade de sabores que o sujeito precisa ser muito mentiroso pra negar, sem falar nas comidas importadas, que são amplamente acessíveis: hambúrgueres americanos, comida japonesa, árabe, pizza italiana, café…

Esse mané (porque não há outra descrição) deve ter passado toda a temporada dele aqui enfurnado nos mesmos lugarezinhos que sua zona de conforto permitia.

16 – Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.
Questão de gosto: você odeia? Vá embora e não volte mais.

17 – Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.
Típica reclamação contra a sogra. Não gostou? Vá embora!

18 – Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.
Concordo em gênero, número e grau.

19 – A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.
Nossa Mãe de Deus… de onde ele tirou essa imbecilidade? O cara sabe que se lá nos EUA ele beber água de onde ele não conhece, ele vai adoecer, mas acha que aqui nós brasileiros devemos ter algum tipo de imunidade mágica.

Um aviso: eu bebo água com cloro filtrada sim e me faz menos mal do que vinagre, mas se eu beber água tratada de alguns lugares dos EUA também morro – assim como pode acontecer se eu beber água de qualquer fonte que eu não conheça. Vale para qualquer um em qualquer lugar do mundo.

20 – E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.
Quer dizer: ele reclama que aqui é muito quente e não aceita que a bebida seja adequada ao ambiente. Incoerente.

Complementos

O texto original termina aqui, mas foi complementado. A maioria dos complementos nem merece comentário, de tão pontuais, locais, subjetivos ou até mesmo mentirosos, então vou tentar grifar apenas alguns.

21 – A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.
Não conheço o suficiente do Brasil pra dizer que seja sempre assim, mas dos lugares que eu conheço, isso é verdade.

25 – Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.
Ok… isso é São Paulo. Na maioria dos casos é uma grande mentira.

28- Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.
Tire as árvores então! Pra que árvores?

Há casos assim, mas são pontuais, não são regra.

29 – Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez.
Fato. Isso acontece porque o brasileiro aceita pagar.

Por isso – e não pelos impostos – empresas como Sony e Apple praticam preços com margens de lucro absurdamente altas em relação aos mesmos produtos em outros países, assim como montadoras de automóveis.

Precisamos parar de aceitar isso.

38 – A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.
Quem escreveu isso certamente tem um círculo de amizades incomumente reduzido.

40- Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.
Caramba! Fiquei assustado: quem escreveu isso conhece TODAS as cidades brasileiras, exceto as que eu conheço. Cara, isso não é só questão de opinião, não… é ignorância mesmo.

Agora que você teve paciência de ler até aqui, um texto mais sério e sensato sobre este assunto, mesmo que eu não concorde 100%, é Curiosidades Brasileiras. Recomendo.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2013-11-02

Meia vida


Uma amiga minha disse estar tendo dificuldades em entender o conceito de meia vida e que até o professor dela se confunde nas explicações.

Mas meia vida não é tão complicada assim.

Primeiro vamos entender uma coisa: físicos, engenheiros e químicos gostam de complicar as coisas, de criar fórmulas complicadas a serem decoradas. Já os matemáticos são conhecidos como os preguiçosos da ciência: sempre procuram a forma mais fácil de resolver os problemas.

Por sorte, meia vida é um problema matemático!

Para químicos e físicos, meia vida é um decaimento exponencial, o período de semidesintegração de um isótopo para desintegrar metade de sua massa; para matemáticos, não passa de uma função.

Complicado? Nem tanto…

Os professores gostam de uma fórmula de sete cabeças:

 N  = e-λ·t
 N0             

Enrolado, não?

— Não!

A fórmula parece complicada porque foi dada antes do conceito ter sido compreendido. Então, vamos recomeçar do zero.

De modo simples, meia vida é o tempo que leva pra uma certa quantidade de uma substância radioativa se reduzir à metade.

Ou seja, se 1kg de uma substância X se desintegra e, em 20 anos, sobram 500g (a metade), o tempo de meia vida é de 20 anos.

A parte legal é que, em mais 20 anos (40 anos no total, 2 × meia vida) terá se reduzido à metade de novo, 250g, ou seja, 1/4 do original.

Daí deduzimos que cada vez que se passa o período de meia vida, a quantidade se reduz pela metade de novo.

Então considere:
  • m = massa em relação à quantidade original.
  • t = quantidade de unidades de meia vida passados – por ex., se a meia vida é 20 anos e se passaram 50 anos, t é igual a 50 / 20 = 2.5.

A fórmula fica muito simples:

m =  1 
        2t

Simples, não?

Vamos a um exemplo: digamos que um elemento de meia vida de 68 anos tenha perdido 10% de sua massa. Quanto tempo levou?

A massa atual 10% menor que a original, ou seja: 1 - 0,1 = 0,9. Podemos usar isso em nossa fórmula:

_9_ =  1 
 10      2t

Podemos inverter as frações:

         10_ = 2t
9

É uma equação fácil de resolver, precisamos apenas aplicar logaritmo binário:

log2(10/9) = log22t

log2(10/9) = t

t = 0,152

Então se passou 0,152 do período de meia vida. Como sabemos que a meia vida é de 68 anos, o tempo transcorrido foi de:

0,152 × 68 anos = 10 anos e 123 dias aproximadamente

Não é tão complicado, ou é? Matemática simples.

O truque é tentar lidar com o problema em etapas, sem se preocupar com a complexidade geral.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2013-10-20

Coerência é para os fracos

Baal Façamos um exercício de lógica:

Desejar a morto de alguém é apologia ao assassinato.

Assassinato é crime e a apologia ao crime também é considerada crime.

Portanto, ao dizer “bandido bom é bandido morto”, a pessoa comete o crime de apologia ao assassinato, portanto, é também uma criminosa, por definição.

Assim, segundo meu jeito de encarar a questão, vocês que dizem “bandido bom é bandido morto” deveriam ser julgados perante a lei. Segundo o jeito de vocês mesmos de encarar a questão, vocês deveriam ser sumariamente assassinados, pois, como vocês dizem, bandido bom é bandido morto.

Pensem nisso com carinho.

[]’s
Cacilhας, La Batalema


Facebook

2013-10-14

Tipagem de dados em programação

Heim? Eu já havia determinado que assuntos de programação seriam publicados no Kodumaro, deixando este blog pro meu blá-blá-blá habitual.

No entanto surgiu um assunto sobre programação que é, ao mesmo tempo, reclamação minha.

Sei que programadores de linguagens de tipagem fraca e dinâmica e programadores de linguagens de tipagem forte e estática têm dificuldade em diferenciar tipagem fraca de dinâmica e tipagem forte de estática, porém isso está chegando a um extremo de eu ler essa confusão em livros didáticos!

Chega dessa confusão, vou tentar explicar um pouco.

Resistência a coerção

Toda linguagem de programação possui tipos de dados e coerção ou conversão entre tipos. Quanto mais variados e bem definidos os tipos da linguagem, mais difícil é a coerção entre eles e diz-se que a linguagem é mais forte. Muitas linguagens de tipagem forte chegam a requerer um coerção explícita, chamada typecasting.

Linguagens com poucos tipos ou cuja diferença entre os tipos seja fraca, são chamadas de tipagem fraca.

Por exemplo, duas linguagens de tipagem fraca são Javascript e Lua:
value = 12
value = value + "2"

A sentença acima é válida tanto em Javascript quanto em Lua e, nas duas, o valor final da variável value é 14.

Isso acontece porque, como o primeiro parâmetro da soma era um número inteiro, o segundo parâmetro (a string "2") foi implicitamente convertida para seu equivalente numérico.

Esse tipo de mágica pode gerar problemas desagradáveis e erros difíceis de serem depurados, mas é uma abordagem válida se o programador decidir conviver com isso.

Já linguagens de tipagem forte, como Python e Java, geram exceções caso você tente usar um objeto como se fosse de um tipo diferente dele:
>>> value = 12
>>> value = value + "2"
Traceback (most recent call last):
  File "<stdin>", line 1, in <module>
TypeError: unsupported operand type(s) for +: 'int' and 'str'

Como você pode ver, Python reclama imediatamente do tipo. É preciso executar uma coerção explícita.

Quem determina o tipo?

Outra questão é, havendo tipos definidos, quem determina o tipo.

Se o tipo de um dado é determinado por seu container, a variável que o referencia, a tipagem é dita estática. Por exemplo, Java e C são linguagens de tipagem estática.

Já quando o próprio dado já possui seu tipo auto-contido, independente de quem o referencie, a tipagem é chamada dinâmica. Python e Erlang possuem tipagem dinâmica.

Agora, repare uma coisa: uma linguagem ser forte ou fraca não tem nada a ver com ela ser estática ou dinâmica. Vimos diversos exemplos:
  • Lua e Javascript possuem tipagem fraca e dinâmica.
  • Python e Erlang possuem tipagem forte e dinâmica.
  • Java possui tipagem forte e estática.
  • C possui tipagem fraca e estática.
Sim! A tipagem de C é fraca e estática, ao contrário do que muita gente pensa. A coerção entre tipos de C é muito simples, basta você usar ponteiros de tipos diferentes para referenciar o mesmo valor – mesmo que o resultado não seja o esperado por quem programa em outras linguagens de tipagem fraca:
char var_1[] = "A";
unsigned char *var_2;
var_2 = var_1;

O valor de *var_1 será a string "A", enquanto o valor de *var_2 (ponteiro que aponta para o mesmo dado na memória) será 65. O tipo é atribuído pelo ponteiro/variável.

Portanto, ao contrário do que muita gente prega, uma linguagem pode ter tipagem estática e fraca sim.
[update 2013-10-16]
O valor de *var_2 ou var_2[0] será 65, mas o valor de var_2[1] será 0.

Isso ocorre porque em C strings são listas de caracteres terminadas com nulo (\000).
[/update]

Creio que isso possa ter esclarecido algumas coisas que as pessoas repetem por aí à moda Goebbels.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2013-08-09

O programador positivo

Kenpachi Artigo muito bom tirado do blog Randall Degges – Random Thoughts of a Happy Programmer:

Is it just me, or is the technical community developing a more and more negative outlook in recent years? I hate to complain, but it seems like every week the development community is up in arms about some huge outrage, whether it be regarding code of conduct policies, sexism, startup criticism, craftsmanship, or any other topic.

If you’re a programmer and stay up-to-date with community happenings via Hacker News, you’ll almost certainly notice a trend: there are lots of popular articles focusing on the negatives (mean rants, public shaming, outrage about various issues, etc.). And if you happen to participate in article discussion, you’ll get an even greater taste of the negative attitudes becoming more and more pervasive in the community: articles flooded with a mix of slanderous (and more frequently, downright mean) comments that really bring everyone down =/

Personally, I like to focus on the positive. ^^

The Problem with Negativity

My problem with negativity comes primarily from personal experience. I wasn’t always as happy as I am now, and I certainly didn’t have a positive attitude most of my life.

Several years ago I had just left university (I dropped out after my second year of computer science), and decided to start working in the field. While I’ve always loved programming, throughout my university experience I was one of the most negative people I’ve known. I was extremely judgemental, short of temper, and generally quick to dismiss other people and their ideas.

When I left school and started working in the field I realized exactly how miserable I really was: instead of being able to enjoy every day, enjoy my relationships, and enjoy my work – I was instead overly focused on the negatives: how unfair things were, how I deserved more, how other people were causing problems for me, and how I was vastly superior to everyone else.

I distinctly remember coming home from work and sitting in the bathtub one day, thinking about myself, and where I wanted to be in five years. The first (and only) thing that immediately came to mind was that I wanted to be a better person: I wanted to be smarter, more successful, and happy.

It wasn’t until that moment I realized that I was truly unhappy with my current self, and really needed to make some serious personal changes if I could ever enjoy my life. Being discontent with yourself is a horrible feeling. You feel angry, frustrated, and cheated. Am I doing something wrong? Why do I feel this way? Without realizing it, I had been turning my internal frustration and anger outwards, with horrible consequences.

It was at that moment I decided to actually focus on real personal development. Instead of allowing myself to play the victim and slowly let my frustration and anger eat away at me, I decided to take my future into my own hands and make whatever changes necessary to make myself a better person.

The Positive Programmer

In the beginning I had a really difficult time training myself to let go of my bad habits and negativity. Your personal outlook and mental response to every day situations is something that comes naturally. It takes a lot of energy, education, and practice to let go of bad behaviors and teach yourself new (healthier) behaviors.

After doing some basic Google research: How can I be happy?, How can I become a better person?, etc. – I realized that I needed to start out by re-educating myself. It’s very difficult to find answers to questions you don’t yet know.

The first thing I did was randomly pick a few highly reviewed personal development books on Amazon and read them. Instantly, I began to realize that improving yourself as a person is all about being positive.

Instead of focusing on the negative in life, focus on the positives. One of the most important truths I’ve learned came from my study of minimalism.

What is happiness really? Happiness is being content with yourself and your surroundings. What’s the best way to be content with yourself and your surroundings? To accept reality as it is.

All feelings of frustration, anger, and negativity are generated internally. If you’re driving down the freeway and another driver cuts you off, forcing you to slam on your brakes to avoid a collision – most people would get angry at the other driver. It’s a natural reaction, after all. The person ahead of you did something they shouldn’t do, which caused you an inconvenience. In your mind, they’ve done something that doesn’t align well with your version of reality, so your brain makes you feel angry and frustrated.

The simplest way to avoid getting angry and frustrated (not only with yourself, but with others as well) is to practice compassion. Instead of viewing the world through your own point of view, play the role of a calm observer. Accept the behavior of others as it is, and don’t allow yourself to project your desired behavior onto others. Instead of allowing yourself to get angry over situations you can’t control, learn to calmly accept them and carry on.

The ability to rationally analyze situations and make mindful decisions will not only help you maintain a positive outlook on life, but will help you feel happier, and allow you to focus on more important topics on a day to day basis.

Instead of wasting energy getting upset and angry with others, you can instead focus on doing the things that are important to you:
  • Enjoying your relationships.
  • Fully enjoying your work.
  • Taking control of your life and growing as a person.
Since I decided to invest time in making myself a better person, I’ve completely changed my day-to-day attitude, behavior, and outlook. Instead of feeling unhappy and discontent with myself, I’ve been able to build a great life that allows me to really enjoy each day.

Some Closing Thoughts

Living with a negative attitude is a horrible burden, something I wouldn’t wish on anyone. It really pains me to see so many of my peers stuck in a continuous cycle of negative thinking. Focusing on the negatives is the simplest way to:
  • Make yourself unhappy.
  • Sacrifice your personal development and growth.
  • Miss out on great opportunities and obvious ways to become a better person.
  • Alienate yourself from other great people doing great things.
My advice to you if you’re stuck in a rut like I was: make a commitment to yourself to focus on personal development – it’s never too late to get started.

Is it easy to recondition yourself? No way. It will be a slow process: nothing will happen overnight.

Take small steps. Here are some great ways to get started:
  • Pick up a good personal development book. Some good starting topics to research are minimialism, mindfulness meditation, happiness, procrastination, and talent. If those don’t sound immediately appealing, try reading a biography on someone you greatly respect.
  • Be mindful of your thoughts throughout the day. The next time you find yourself thinking What the hell is that person doing? take a second to think about why you feel that way. Are you angry? Are you overreacting? Don’t be angry with yourself, just acknowledge your thoughts and make a mental note of why you felt that way.
  • Remove negativity from your immediate surroundings. Easy ways to get started are to unfollow people on twitter who continuously tweet negative things, stop reading news, and don’t participate in negative conversations with friends and family.
  • Keep your goal in mind at all times. Throughout the day you should tell yourself (especially when you’re feeling negative) that your goal is to become a better person, and the only way to do that is to consciously work at it! If you need motivation, don’t feel bad about getting help: watching motivational videos, listening to your favorite songs, etc.
Reconditioning yourself to be a more positive person is no easy task, but I can tell you from experience that it’s worth every bit of effort you put into it. Changing your behavior is possible with enough focus, motivation, and rational thinking.

If you’re stuck in a rut and want someone to chat with, feel free to shoot me an email, I’d love to help!

Published: Tue 26 March 2013

2013-07-05

Plebiscito

Baal

Lembram daquele ditado do comercial sobre o brasileiro não desistir nunca? Pois é, para uma melhor verossimilhança, precisamos alterá-la um pouco:


Sou brasileiro e não aprendo nunca.


Eu, o brasileiro que não aprende nunca, lutei para melhorar o cenário sócio-político de meu país e o governo propôs mudanças.

Mas essas mudanças são apenas um primeiro passo em direção ao que buscamos, não um salto quântico que nos leva magicamente ao destino final.

Então, eu, o brasileiro que não aprende nunca, me revolto contra as mudanças e faço de tudo para darmos um passo atrás! Afinal de contas, pra mim, o brasileiro que não aprende nunca, ter do que reclamar é muito mais importante do que progredir gradualmente.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-06-30

Facebook

Baal Aos poucos estou entendendo como funciona a fascinação que o Facebook exerce sobre nós.



Assim como podemos encontrar amigos perdidos e fazer novas amizades, mantendo contato mais facilmente, e podemos também gerenciar grupos de força tarefa… o Facebook funciona como um agregador de pessoas que compartilham das mesmas ideias.



O problema é que pessoas que compartilham das mesmas paranoias, neuroses e ódios retroalimentam umas nas outras esses pensamentos, fazendo com que as pessoas se sintam bem com problemas que deveriam lidar e se sintam inteligentes ao sustentar ideias estúpidas em grupo – onde geralmente uma elite fala e os outros aplaudem.



É muito mais fácil se aproximar de pessoas que dizem que você está certo em não querer se apaixonar, em odiar o diferente ou em seguir qualquer outro pensamento destrutivo, e achar que isso está certo, do que ter de lidar com as próprias falhas.

Assim, mesmo sendo uma ferramenta social útil, precisamos tomar MUITO cuidado e nos policiarmos constantemente para não cairmos nessa armadilha tão doce.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-06-26

Almas gêmeas

lâmpada

Não existe esse negócio de almas gêmeas. Esqueça.

O que existe é afinidade.

É claro que há casos de uma afinidade tão grande que as duas pessoas parecem uma só, pensam como uma só, e quando uma se vai, a outra sente como se tivesse morrido por dentro. Acredite, eu sei.

Mas o conceito de almas gêmeas, metades de um mesmo ser de fato, esse tipo de coisa não existe. Se você não se completar sozinho, não se bastar, nunca encontrará alguém com quem se afinizar tão profundamente.

A paixão momentânea pode dar a ilusão de afinidade, de almas gêmeas, mas é ilusão passageira, com o tempo o castelo de cartas desmorona.

Por outro lado muita gente confunde bastar-se com ser antissocial. O ser humano é um um ser essencialmente social e político, necessita conviver com outros iguais. Afastar-se e viver sozinho em sua casa ou apartamento, sair sozinho, fazer programas sempre sozinho, não significa bastar-se, mas sim não se bastar e ter medo de que os outros percebam.

Voltando ao assunto original, a beleza da afinidade é que você não precisa passar a vida toda procurando sua outra metade da laranja – como encontrar a metade de algo que está inteiro? Cada pessoa pode se afinizar com uma legião de outras pessoas, não apenas uma única escolhida e selecionada por um deus cruel que ainda faz com que essa pessoa não queira nada com você.

Então, para encontrar alguém que lhe complemente, você precisa primeiro se reconhecer como ser integral, inteiro, não pela metade; em seguida precisa permitir-se.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-06-24

Papéis sociais

lâmpada

As pessoas supervalorizam os papéis sociais e familiares.

Esposa, marido, irmão(ã), filho(a), chefe, subalterno, primo(a), pai, mãe… todas essas relações são sobrecarregadas de uma importância que nos martiriza.

Quando nos desapegamos desses valores que nos oprimem e encaramos essas relações como o que elas realmente são – nada além de papéis que representamos temporariamente nesta existência –, isso nos liberta desses tabus, nos permite maiores flexibilidade e aproveitamento das possibilidades de vivência e aprendizado que a nós se apresentam.

Mas para podermos viver a vida mais plenamente precisamos antes de mais nada aceitar uma verdade difícil: que não é a sociedade que nos oprime com a supervalorização de papéis, somos nós mesmos! Cada um de nós impõe e mutila a si mesmo. É claro que por uma programação sócio-cultural que recebemos desde a mais tenra infância, mas no final somos carrascos de nós mesmos.

Aceitar isso nos permite abrir mão das armas de autopunição e, só assim, vivermos em plenitude.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-05-29

Testemunho


Preciso escrever um testemunho para ver se os médicos se tocam que não são deuses.


Minha esposa se desprendeu da matéria, perdeu sua vida biológica, em boa parte por causa da arrogância dos médicos.

Quando chegou o resultado do risco patológico do INCA, os médicos disseram que ela poderia vir a falecer, mas que eles fariam de tudo para salvar sua vida.

Não foi o que aconteceu.

Meses mais tarde o oncologista assumiu que estava só dando tempo até o óbito, que não faria qualquer tratamento por ela, apenas o paliativo, mas não queria nos perturbar.

Foi então que procurei outro hospital. O novo cirurgião geral me disse que, baseado no risco patológico, não havia nada que a medicina tradicional pudesse fazer por ela, que o óbito era certo. Já o novo oncologista me disse para procurar tratamentos alternativos, pois se a medicina tradicional não poderia fazer nada, havia casos de cura por meio de terapias alternativas.

Procurei e qual não foi minha surpresa quando descobri que realmente existiam. Conheci pessoas que passaram pelo que minha esposa passou, foram tidas como terminais, não respondiam a tratamentos convencionais, mas foram curadas por tratamentos alternativos.

Começamos os tratamentos alternativos, mas infelizmente já era muito tarde, porque perdemos meses confiando em médicos que fingiram estar ajudando. Se os tratamentos alternativos tivessem sido introduzidos mais cedo, haveria uma grande chance de minha esposa ter se curado.

Porém, os médicos se acham os donos da verdade e simplesmente fingem que não existem casos de cura de pessoas desiludidas pela medicina tradicional.

Por quê? Primeiro porque assumem que seu conhecimento é absoluto e onisciente, são deuses que determinam quem vive e quem morre, se eles não têm a resposta, ninguém pode ter. Segundo porque o mercado farmacológico sobrevive de explorar doentes crônicos, incuráveis. A cura – principalmente se a terapia for barata – é prejudicial à saúde dos negócios.

Essa é a verdade.

Então aqui quero apelar para a consciência dos médicos, que se toquem que não sabem tudo. Se tivessem me dito lá trás em dezembro o que o cirurgião me disse em abril, eu já teria procurado as terapias alternativas mais cedo e talvez tivesse preservado a vida biológica de minha esposa.

Sei que as coisas acontecem como precisam acontecer, então talvez eu tenha perdido minha esposa para ser uma dor na consciência dos médicos – pelo menos dos raros médicos que têm consciência.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-05-27

Imaterialidade

lâmpada

Por que materialistas pseudo-céticos negam veementemente a existência de uma imaterialidade além da matéria classicamente conhecida, quando há evidências e pesquisas interessantes sobre tal imaterialidade?

É fácil entender se você entende a relação entre a Matemática, o raciocínio lógico e a psicologia humana.

Na Matemática há um conceito interessante chamado corpo.

Um corpo é um conjunto cíclico de elementos que suporta duas operações e o resultado de cada uma destas operações sempre responde um outro valor do mesmo corpo.

O exemplo mais simples possível é o mod5. No conjunto mod5 há cinco elementos que se alternam ciclicamente. As operações são:

  • Adição:
    • 0+0=0 | 0+1=1 | 0+2=2 | 0+3=3 | 0+4=4
    • 1+0=1 | 1+1=2 | 1+2=3 | 1+3=4 | 1+4=0
    • 2+0=2 | 2+1=3 | 2+2=4 | 2+3=0 | 2+4=1
    • 3+0=3 | 3+1=4 | 3+2=0 | 3+3=1 | 3+4=2
    • 4+0=4 | 4+1=0 | 4+2=1 | 4+3=2 | 4+4=3
  • Multiplicação:
    • 0x0=0 | 0x1=0 | 0x2=0 | 0x3=0 | 0x4=0
    • 1x0=0 | 1x1=1 | 1x2=2 | 1x3=3 | 1x4=4
    • 2x0=0 | 2x1=2 | 2x2=4 | 2x3=1 | 2x4=3
    • 3x0=0 | 3x1=3 | 3x2=1 | 3x3=4 | 3x4=2
    • 4x0=0 | 4x1=4 | 4x2=3 | 4x3=2 | 4x4=1
Sei que muita gente não vai entender a lógica, mas tem a ver com resto de divisão por 5.

A importância deste exemplo é que todas as operações resultam em elementos do mesmo corpo. Isso equivale a um conjunto de axiomas que se validam mutuamente:

A→B
B→C
C→D
D→E
E→A

Mas daí concluir que o conjunto de axiomas esteja correto é uma falácia:

⊦ A^B^C^D^E – errado!

O que se pode concluir é que o conjunto foi bem construído e faz sentido. A prova de que é errado supor a infalibilidade do conjunto é a própria história da ciência – ou todos já convenientemente se esqueceram que Einstein, Bohr e, recentemente, Capra foram ridicularizados por irem contra as leis da física estabelecidas e conhecidas em sua época?

O que esses cientistas fizeram foi apresentar uma teoria (no sentido científico) que negava pelo menos um axioma de um conjunto aceito e bem estabelecido, derrubando todo o conjunto e forçando uma reescrita do conhecimento da época.

Porém os positivistas não aceitam esse ataque ao status quo. Daí surgem o Materialismo e o Ateísmo Positivo, que na verdade pretendem defender o mundinho estável e seguro dessas pessoas para que elas não precisem ter de reavaliar seus conceitos, da mesma forma que todo e qualquer fanático religioso não aceita rever suas verdades absolutas.

E também não vou perder meu tempo procurando e demonstrando as evidências e pesquisas – simplesmente porque não tenho mais a menor paciência de discutir com quem quer apenas provar suas verdades pessoais. Você tem duas opções aqui: pode ser um cético curioso e começar a pesquisar de verdade (sem parar em seus vícios de raciocínio de corpo matemático) ou pode ser um ignorante e negar… negar… negar até a morte!

[CARTMAN MODE=ON]
O ônus da prova é de quem afirma? Ah! Vá se f#d♰r, seu c#z☠☀!
[/CARTMAN]

Essa afirmação é a muleta do conformista acomodado. O ônus da busca é do interessado! Se você não estiver interessado, volte pra seu pensamento viciado e seu status quo seguro e estável, mas cuidado porque o mundo segue em frente e o conhecimento evolui.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-05-25

Dia da Toalha

BaalAniversário de Star Wars, Dia do Orgulho Nerd… é o C☣#$!!!

Qualquer nerd de verdade, todo fã de literatura mundial, sabe muito bem que hoje é o Dia da Toalha!

Essa palhaçada de Dia do Orgulho Nerd é mais uma jogada de marketing pra arrancar dinheiro desse monte de hightech-alphabetas filhinhos de papai, que acham cool ser geek.

Modismo! Capitalismo descerebrante!

42 pra vocês!




[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-05-13

Mesmo quando acertam, os médicos estão errados

lâmpada

Mesmo quando acertam, os médicos estão errados.

Primeiro o oncologista ficou assustado porque minha esposa sobreviveu até depois do carnaval, depois os médicos disseram que ela teria apenas semanas de vida.

Quando, na sexta-feira santa, ela foi internada, os médicos disseram que ela não duraria nem semanas, apenas poucos dias.

A cada certeza dos médicos, meu rouxinol superava as expectativas… e mais! Em vez de uma doente agonizante, como algumas pessoas insistiam em vê-la, ela gozou de qualidade de vida.

Quando da última vez um médico acertou, disse que ela teria poucos dias e realmente ela se desligou em três dias, ainda assim ele estava errado.

O médico disse que nós teríamos de interná-la em um hospital para ela passar seus últimos dias como uma doente terminal longe daqueles a quem ama. Ao contrário de sua proposta indecente, meu rouxinol passou três dias com seu filho amado – ao qual ela chamava meu gatinho –, seus bichinhos e comigo, em família, escolhendo o que queria fazer com seu tempo, assistindo TV, tomando banho de sol e orando com os amigos.

Os arautos da má notícia cantaram glória aos médicos, que, segundo eles, mostraram-se sempre certos, esquecendo-se de todas as vezes que os médicos erraram e do quão errado eles estavam em relação ao que minha esposa deveria fazer com seus últimos dias.

Àqueles que concordam com os médicos eu encerro com uma pergunta: se você soubesse que o mundo vai acabar em poucos dias, como gostaria de passar esses últimos dias? Em casa com a família e amor ou em um hospital?

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-01-30

Declaração de Dublin sobre o Secularismo e o lugar da religião na vida pública

Todos sabem que eu não sou ateu, mas sou a favor do estado laico, e esta é a declaração mais perfeita que já vi:

Em cinco de junho de 2011, a Convenção Mundial de Ateus em Dublin* discutiu e adotou a seguinte:

Declaração sobre o Secularismo e o Lugar da Religião na Vida Pública.




1. Liberdades Individuais

• (a) Liberdades de consciência, de religião e de crença são privadas e ilimitadas. A liberdade de praticar a religião deve ser limitada apenas pela necessidade de respeitar os direitos e liberdades de outros.

• (b) Todas as pessoas devem ser livres para participar igualmente do processo democrático.

• (c) A liberdade de expressão deve ser limitada apenas pela necessidade de respeitar os direitos e liberdades de outros. Não deve haver o ‘direito a não ser ofendido’ na lei. Todas as leis de blasfêmia, implícita ou explícita, devem ser rejeitadas e não promulgadas.


2. Democracia Secular

• (a) A soberania do Estado é derivada do povo e não de algum deus ou deuses.

• (b) A única referência à religião na Constituição deve ser a asserção de que o Estado é secular.

• (c) O Estado deve ser baseado na democracia, nos direitos humanos e na regulamentação legal. Políticas públicas devem ser formadas pela aplicação da razão, e não da fé religiosa, direcionada pela evidência.

• (d) O governo deve ser secular. O Estado deve ser estritamente neutro em questões de religião ou ausência dela, não favorecendo nem discriminando uma ou mais de suas formas.

• (e) As religiões não devem ter privilégios financeiros na vida pública, tais como o status livre de impostos para atividades religiosas, ou verbas públicas para promover a religião ou as escolas confessionais.

• (f) A afiliação a uma religião não deve ser critério para nomeação de alguém para qualquer emprego no funcionalismo público.
(g) A lei não deve incentivar nem prejudicar qualquer direito, privilégio, poder ou imunidade com base em fé ou religião ou a ausência de ambas.


3. Educação Secular

• (a) O ensino público deve ser secular. A educação religiosa, se for oferecida pelo Estado, deve estar limitada à educação sobre a religião e sua ausência.

• (b) As crianças devem ser ensinadas sobre a diversidade de crenças filosóficas religiosas e não-religiosas de uma maneira objetiva, sem formação de fé nos períodos escolares.

• (c) As crianças devem ser educadas no pensamento crítico e na distinção sobre fé e razão como guias para o conhecimento. A ciência deve ser ensinada livre de interferência religiosa.


4. Uma Lei para Todos**

• (a) Deve haver uma lei secular para todos, democraticamente decidida e mesmo duramente aplicada, sem jurisdição para tribunais religiosos decidirem questões civis ou disputas familiares.

• (b) A lei não deve criminalizar qualquer conduta privada pela razão de alguma doutrina de qualquer religião julgar tal conduta imoral, se essa conduta privada respeitar os direitos e liberdades de outros.

• (c) Empregadores inclusive na área de serviço social com crenças religiosas não devem ter permissão para discriminar sobre qualquer base não essencial ao emprego em questão.


* Esta declaração foi aprovada pela Atheist Alliance International, da qual a Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS) é um membro. O texto foi votado e aprovado em assembleia geral pelos membros da LiHS em 31/07/2011, e portanto pode ser considerado representativo da visão da associação. Todas as posições oficiais da LiHS são votadas em assembleia geral e publicadas em ata.

** A convenção contou com a presença da sócia emérita da LiHS, a iraniana Maryam Namazie, que luta pelo fim da influência da lei islâmica da Sharia no Reino Unido encabeçando a organização One Law For All. Um trecho da fala de Namazie pode ser conferido aqui: http://bule.atheis.me/post/6295456836

Link curto para esta declaração em PDF: atheis.me/dublin2011


[]’s
Cacilhας, La Batalema