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2012-09-04

Contra censura a blogs

2012-06-30

Facebook

Baal Aos poucos estou entendendo como funciona a fascinação que o Facebook exerce sobre nós.



Assim como podemos encontrar amigos perdidos e fazer novas amizades, mantendo contato mais facilmente, e podemos também gerenciar grupos de força tarefa… o Facebook funciona como um agregador de pessoas que compartilham das mesmas ideias.



O problema é que pessoas que compartilham das mesmas paranoias, neuroses e ódios retroalimentam umas nas outras esses pensamentos, fazendo com que as pessoas se sintam bem com problemas que deveriam lidar e se sintam inteligentes ao sustentar ideias estúpidas em grupo – onde geralmente uma elite fala e os outros aplaudem.



É muito mais fácil se aproximar de pessoas que dizem que você está certo em não querer se apaixonar, em odiar o diferente ou em seguir qualquer outro pensamento destrutivo, e achar que isso está certo, do que ter de lidar com as próprias falhas.

Assim, mesmo sendo uma ferramenta social útil, precisamos tomar MUITO cuidado e nos policiarmos constantemente para não cairmos nessa armadilha tão doce.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-06-01

Para a saúde de quem?

Baal

A última coisa importante que meu rouxinol me disse antes de deixar a crisálida e voar para longe deste mundo foi: eu já sinto muito orgulho de você.

Porém não me sinto merecedor desse orgulho. Sei que cuidei dela de uma forma que pouquíssimas pessoas fariam, enfrentei médicos e minha própria família para que ela tivesse a existência mais normal possível em seus últimos dias, mas sinto a necessidade de fazer mais.

A Lu foi um tipo de Maid Marian moderna, enfrentava as autoridades e o status quo para ajudar os menos favorecidos e eu não fiz metade do que ela fez, por isso ainda não mereço seu orgulho.

Mas quando for minha vez de ir e ela vier me buscar, eu quero merecer seu orgulho. Para isso, quero dar alguma finalidade prática ao conhecimento que acumulei nesse calvário, primeiro divulgando.

A principal coisa que aprendi foi:
Não importa se sofrerão e terão a vida abreviada pela doença, doentes crônicos rendem mais lucros para a indústria farmacológica do que um paciente curado.

Qualquer tratamento barato que levasse à cura de doenças crônicas sempre foi perseguido e destruído pelos governos e organizações de saúde, para o bem do mercado.

Vamos falar disso…

Máquina de co-ressonância de Rife

Na década de 1920, o Dr. Rife fazia pesquisas com a ressonância coordenada ou co-ressonância para o tratamento de viroses e tumores. Em 1934, em uma pesquisa com dezesseis pacientes terminais de câncer, a co-ressonância foi capaz de curar todos os pacientes em três meses de tratamento.

As consequências? Seu laboratório foi incendiado, a pesquisa destruída e o próprio Dr. Rife sofreu sistemática e metódica perseguição e difamação pelo editor chefe do Journal of the American Medical Association, Morris Fishbein, para desacreditar totalmente sua pesquisa e assim proteger o mercado que explora os doentes terminais.

— Mas por que eles fariam isso? Como a indústria se beneficiaria da destruição de uma tecnologia capaz de ajudar tantas pessoas?

Vou responder esta pergunta com um exemplo.

Quando minha esposa estava se tratando (se é que dá pra usar esta palavra) no HFCF, conhecemos uma senhora que sofria do mesmo tipo de carcinoma que minha esposa há vinte anos.

É… essa doença age diferente com pessoas diferentes. Matou minha esposa em menos de um ano e tem torturado essa senhora há vinte.

O tratamento tradicional só dessa senhora rende à indústria farmacológica US$80 mil ao ano.

Tudo para mantê-la doente, sofrendo dos efeitos colaterais tanto da doença quanto do tratamento, piorando a cada ano e fatalmente morrerá inválida na cama de um hospital.

Agora imagina se essa senhora tivesse sido curada com uma terapia simples e barata no primeiro ano… multiplique os US$80 mil pelos anos de tratamento poupados para ver o quanto a indústria teria deixado de lucrar, isso para apenas um paciente!

Avelós

O Hospital Israelita Albert Einstein em SP pesquisou o tratamento do câncer com DM-10, medicamento extraído da avelós.

Quando pacientes terminais e crônicos começaram a ser curados, a Anvisa mandou suspender as pesquisas e proibiu o uso terapêutico da avelós. A justificativa foi que a overdose pode ser tóxica.

Primeiro, de qual substância a overdose não é tóxica?

Segundo, fiquei sabendo de uma garota que bebeu uma garrafa de preparado de avelós inteira por engano – por definição uma overdose – e a consequência foi uma azia.

Alguns médicos negam a eficiência da avelós, mas não conseguem explicar os casos de cura. Simplesmente o ignoram, pois foram adestrados a negar tudo o que coloque em cheque suas verdades.

Eu pude presenciar pessoalmente os efeitos da avelós e conheci doentes terminais curados pela avelós. A avelós tem efeito analgésico, cicatrizante e antitumoral.

THC

Um dos principais motivos da proibição da maconha não tem a ver com as consequências sociais, mas com as consequências mercadológicas.

O THC, princípio ativo da canábis, substitui pelo menos quatro medicamentos usados para aliviar os efeitos do câncer, com mais eficiência pelo menos do que três deles.

Mas o uso terapêutico do THC é proibido, pois seus efeitos colaterais – lentidão de raciocínio temporária e aumento do apetite – são considerados inaceitáveis.

As quatro substâncias substituíveis pelo THC tem os seguintes efeitos colaterais aceitáveis:

  1. Metoclopramida: é hemorrágica e causa comprometimento e perda gradativos do controle motor;
  2. Bromoprida: inibe a absorção de nutrientes pelo intestino;
  3. Tramadol: causa distúrbios psicóticos;
  4. Morfina: mata.

Basta pesar o que é mais inaceitável.

Outra desculpa comumente usada é que o THC causa câncer ao tentar combatê-lo. Não é o que as pesquisas dizem.

**

Ainda vou falar muito, mas muito mesmo sobre este assunto.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-05-29

Testemunho


Preciso escrever um testemunho para ver se os médicos se tocam que não são deuses.


Minha esposa se desprendeu da matéria, perdeu sua vida biológica, em boa parte por causa da arrogância dos médicos.

Quando chegou o resultado do risco patológico do INCA, os médicos disseram que ela poderia vir a falecer, mas que eles fariam de tudo para salvar sua vida.

Não foi o que aconteceu.

Meses mais tarde o oncologista assumiu que estava só dando tempo até o óbito, que não faria qualquer tratamento por ela, apenas o paliativo, mas não queria nos perturbar.

Foi então que procurei outro hospital. O novo cirurgião geral me disse que, baseado no risco patológico, não havia nada que a medicina tradicional pudesse fazer por ela, que o óbito era certo. Já o novo oncologista me disse para procurar tratamentos alternativos, pois se a medicina tradicional não poderia fazer nada, havia casos de cura por meio de terapias alternativas.

Procurei e qual não foi minha surpresa quando descobri que realmente existiam. Conheci pessoas que passaram pelo que minha esposa passou, foram tidas como terminais, não respondiam a tratamentos convencionais, mas foram curadas por tratamentos alternativos.

Começamos os tratamentos alternativos, mas infelizmente já era muito tarde, porque perdemos meses confiando em médicos que fingiram estar ajudando. Se os tratamentos alternativos tivessem sido introduzidos mais cedo, haveria uma grande chance de minha esposa ter se curado.

Porém, os médicos se acham os donos da verdade e simplesmente fingem que não existem casos de cura de pessoas desiludidas pela medicina tradicional.

Por quê? Primeiro porque assumem que seu conhecimento é absoluto e onisciente, são deuses que determinam quem vive e quem morre, se eles não têm a resposta, ninguém pode ter. Segundo porque o mercado farmacológico sobrevive de explorar doentes crônicos, incuráveis. A cura – principalmente se a terapia for barata – é prejudicial à saúde dos negócios.

Essa é a verdade.

Então aqui quero apelar para a consciência dos médicos, que se toquem que não sabem tudo. Se tivessem me dito lá trás em dezembro o que o cirurgião me disse em abril, eu já teria procurado as terapias alternativas mais cedo e talvez tivesse preservado a vida biológica de minha esposa.

Sei que as coisas acontecem como precisam acontecer, então talvez eu tenha perdido minha esposa para ser uma dor na consciência dos médicos – pelo menos dos raros médicos que têm consciência.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-05-25

Dia da Toalha

BaalAniversário de Star Wars, Dia do Orgulho Nerd… é o C☣#$!!!

Qualquer nerd de verdade, todo fã de literatura mundial, sabe muito bem que hoje é o Dia da Toalha!

Essa palhaçada de Dia do Orgulho Nerd é mais uma jogada de marketing pra arrancar dinheiro desse monte de hightech-alphabetas filhinhos de papai, que acham cool ser geek.

Modismo! Capitalismo descerebrante!

42 pra vocês!




[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-03-11

O correto nem sempre é o legal

lâmpada Se proteger a vida for contra a lei, sou um criminoso com muito orgulho.

Não estou fazendo apologia do crime, mas quando as leis não são questionadas, elas defendem os interesses daqueles que as fizeram – políticos ou empresas que os bancam –, não do povo que lhes sofre as consequências.

Talvez eu me explique melhor daqui a alguns meses, por ora deixarei no ar.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2012-02-12

Mentalidade curta do europeu

O Sergio Venuto divulgou no Facebook o seguinte vídeo sobre o ACTA:



No entanto o mais importante foi a resposta dada por João Carlon.

Vejo toda essa gente com complexo de vira-lata falando mal do Brasil e de nosso povo – não tem desastres naturais, mas olha só o povinho. Eles precisam de um choque de realidade.

A resposta do João elucida bastante os motivos da Europa estar passando por uma crise sócio-económica tão séria:
Como disse a você (Sergio), as pessoas aqui na Itália (não vou falar de toda a Europa porque não tive a experiência de morar) são extremamente acomodadas. Se você questionar algo, a pessoa concorda que esta errado, mas aí ela fala: «Mas fazer o quê? Não tem o que fazer». Então teoricamente elas vão aceitando cada coisa que é imposta, fora que elas têm uma capacidade de reflexão fora da caixa-teoria muito baixa, não por falta de capacidade, mas porque elas tem medo de pensar assim. Entende?

O que é ensinado para eles (as pessoas) na faculdade ou escola, ou em cursos, amarra muito a mentalidade deles e infelizmente os que têm capacidade de reflexão acabam como no primeiro caso (com os questionamentos).

Não encontrei um italiano que fizesse algo para a sociedade por querer ver aquilo melhor, normalmente sempre vem a pergunta, «quanto paga?» ou «o que eu vou ganhar?», aqui no norte, volto a enfatizar isso. E isso eu posso afirmar porque eu tentei para caramba criar e reunir pessoas depois de longas conversas com o Sergio Venuto para termos iniciativas ou de produzir conhecimento ou de tentar fazer algo no sentido de um Moleque de Idéias, ou algum grupo para mudar alguma coisa que pudesse gerar um bem estar melhor a um menor ônus – e aí não falo só ônus na parte financeira, mas de uma forma geral – e as respostas sempre foram pautadas em um individualismo que limita o campo de visão e consequentemente de enxergar benefícios de estar interagindo com pessoas e criando isso.

Se você imaginar que o fato de termos provas foi uma bela oportunidade para fazer algumas pessoas perceberem que estudar juntos é positivo, você vai poder ter uma noção do quanto a nossa mentalidade é diferente, para não dizer distante do que eles pensam aqui.

Porém é isso aí, infelzmente a galera aqui canetou o acordo e vão se aprisionar mais.

Grande Abraço a todos e foi mal pela longa resposta.
(João Carlon)


Pensem com muito cuidado…

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-10-15

E agora mesmo!

Dennis Ritchie No mesmo mês em que morreu o mago da distorção da realidade, também nos deixa Dennis Ritchie, criador das linguagens de programação B (baseada em APL) e C e cocriador do sistema operacional UNIX.

Se Steve Jobs esteve envolvido direta ou indiretamente com cada avanço tecnológico que não fosse voltado para resolver problemas da própria máquina, salvo raríssimas exceções, Dennis Ritchie foi o criador da linguagem de programação – e dos conceitos envolvidos – usada como base para quase todas as linguagens modernas, além de ter participado ativa e diretamente da criação do sistema operacional que serve de base para todos os sistemas atuais que funcionam.

A parte mais triste é ver todo o bafafá em cima do falecimento de Jobs, mas nada se fala de Ritchie, tão importante quanto. Ou pior… vi programadores que não sabem quem foi Dennis Ritchie!

Como eu disse, um programador que não conheça Dennis Ritchie, Dijkstra e Knuth precisa mudar de profissão ou tomar muita porrada.

[]’s
Cacilhας, La Batalema


P.S.: Artigo reproduzido no Kodumaro.

2011-10-07

E agora?

R.I.P. Steve Jobs Li gente reclamando que a reação dos internautas à morte do Jobs foi exagerada… bem, acho que essas pessoas que reclamam não percebem que o legado de Steve Jobs é muito mais do que Macintoshes, iPads e iPhones.

Quase tudo na Informática que não foi criado para resolver problemas da própria Informática veio direta ou indiretamente dele, desde tipografia, interface gráfica – resgatada de Palo Alto pelo Jobs – até as ideias que viabilizam seu Android.

Original no Facebook


Comentário do Carlos Farias:
E todas as pessoas que leram a sua mensagem, inclusive eu, só o fizeram por causa dele. Não importa o dispositivo ou sistema que usaram.


E pra quem acha que a Microsoft tenha verdadeiramente criado algo útil: Always the second.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-09-06

Einstein e a ética da revista Time

O que Eistein realmente disse:

Eu espero que condições saudáveis logo se imponham na Alemanha, e no futuro grandes homens como Kant e Goethe não sejam simplesmente festejados de tempos em tempos, mas que os princípios que eles ensinaram prevaleçam na vida pública e na consciência geral.


O que a revista Time publicou:
Sendo um amante da liberdade, quando a revolução chegou à Alemanha eu esperei que as universidades a defendessem, sabendo que elas sempre tinham alardeado sua devoção à causa da verdade; mas não, as universidades foram imediatamente silenciadas. Então eu esperei pelos grandes editores dos jornais cujos editoriais inflamados nos dias passados tinham proclamado seu amor à liberdade; mas eles, como as universidades, foram silenciados em algumas semanas. (…) Apenas a Igreja permaneceu firmemente no caminho da campanha de Hitler para eliminar a verdade. Eu nunca antes tinha tido qualquer interesse especial pela Igreja, mas hoje sinto um grande afeto e admiração, porque apenas a Igreja teve a coragem e a persistência de defender a verdade intelectual e a liberdade moral. Assim, sou obrigado a confessar que o que eu antes desprezei hoje louvo sem reservas.


Acho que a revista Time é que tinha probleminhas em publicar a verdade

[]’s
Cacilhας, La Batalema


PS: Fonte: «Deus não é grande», de Christopher Hitchens

2011-08-11

O Ateísmo como artifício falacioso (assim como qualquer religião)

Quebrando o encanto Estou lendo o livro Quebrando o Encanto: A religião como fenômeno natural, de Daniel C. Dennett.

Ótimo livro, apresenta um desenvolvimento muito interessante de pensamento, salvo alguns detalhes…

Dennett é um tremendo morde-e-assopra, ao começar qualquer raciocínio, ele dá claramente a entender crer que ele e quem pensar como ele sejam superiores, Übermensch, detentores de conhecimento e sabedoria supremos e prestes a compartilhar com quem se submeter a sua superioredade, enquanto todos que pensarem diferente são ignorantes demais para terem o direito de tentar qualquer argumentação.

Mas logo depois, evolui o raciocínio defendendo o direito dos ignorantes serem ignorantes, como se isso fosse uma forma de respeito.

Decartes, o fanfarrão


Sabemos que grandes gênios também cometem erros, porém, até que se prove factualmente que uma determinada afirmação de um gênio seja besteira, ela merece ao menos o benfício da dúvida – o mais sagrado princípio do Ceticismo.

Dennett ataca René Descartes, mestre do Negativismo, chamando-o de confuso por defender o conceito de mente como res cogitans.

Segundo Descartes, a mente possui existência a parte do corpo. Já Dennett e seus correligionários acreditam inflexivelmente que a mente seja resultado dos impulsos elétricos do cérebro.

Nada nega cientificamente a ideia de que a mente seja uma entidade a parte da matéria conhecida e que o cérebro seja uma interface de duas vias do corpo com a mente, mas o pseudocético defende fortemente suas crenças.

Por outro lado, Dennett elogia e defende Skinner, que supervalorizava a previsibilidade em detrimento da liberdade, e John Locke, que considerava a mente humana uma tábua rasa, sem profundidade, ambos sem provas.

No entanto ausência de evidência é evidência de ausência para os ateus, sempre que isso for conveniente ao Ateísmo.

Se eu não vejo, não existe


Tudo aquilo que a ciência, onisciente segundo as afirmações contraditórias de Dennett, não reconhece, não existe: é ilusão, imaginação fértil se multiplicando memeticamente.

A explicação é (desfarçadamente) que se algo pode ser fraudado, então é fraude.

Portanto o exército norte-americano deve ser uma fraude, já que a religião de John Frum na ilha Efate acreditam que seus deuses, os soldados norte-americanos, voltarão um dia. Se eles podem fraudar o exército norte-americano, então deve ser uma fraude.

Porém quando você chega às argumentações sobre fraude e imaginação, já leu muita coisa desde quando o próprio Dennett citou a religião do Pacífico e não faz a conexão, não percebe a contradição.

Outros poderão dizer: mas os soldados não são deuses!

E o que são deuses? Seres superpoderosos que descem dos céus em seus barcos alados e podem matar um homem apenas apontando seu bastão mágico?

Nem tudo são flores


Mesmo assim o livro é muito interessante. Além de expor as contradições grotescas do Ateísmo, expõe muitos ridículos das grandes religiões e suas mentiras, também a ingenuidade das pequenas crenças.

É impecável sua lógica sobre como é estranho a maioria das pessoas no mundo discordarem de um religioso – qualquer que seja – se ele é o dono da verdade.

Outro argumento interessante é este:
E imagine que os fãs das histórias de Harry Potter, de J. K. Rowlings, tentassem iniciar uma nova tradição: todos os anos, no aniversário da publicação do primeiro livro de Harry Portter, as crianças receberiam presentes dados pelo menino, que entraria pela janela em sua vassoura mágica, acompanhado por sua coruja. Vamos tornar o Dia de Harry Portter um dia mundial para as crianças! Os fabricantes de brinquedos estariam todos a favor…


Ideia revoltante, não? Mas já fizeram isso… chama-se Papai Noel.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-07-26

Nerd

FACEPALM – Because expressing how dumb that was in words just doesn’t work.
Antigamente, quando eu era chamado nerd, nerd era esquisito; hoje nerd é cool.

Antigamente nerd era aquele cara meio estranho, socialmente deslocado; hoje nerd é descolado.

Antigamente nerd era como Ellie, personagem do livro Contato de Carl Sagan, que na mais tenra idade consertou um rádio valvulado, sem nunca ter visto um antes; hoje nerd compra tudo pronto: ficou velho, compra outro.

Antigamente nerd se virava com poucos recursos e fazia mágica com equipamentos que outros considerariam obsoletos; hoje nerd coleciona gadgets legais, sempre os da moda e mais modernos, não se entende com coisas antigas.

Antigamente nerd entendia de matemática, história, física ou qualquer assunto que desperte bocejos; hoje nerd repete frases de efeito e questiona teses que não entende para parecer inteligente.

Antigamente nerd se identificava com as minorias; hoje nerd diz sandices no Twitter, na tentativa de movimentar massas.

Em suma, antigamente havia os nerds e os alfa-beta e hoje continua havendo nerds e alfa-beta. A diferença é que hoje os nerds continuam em seus cantinhos isolados, mas os alfa-beta ficam por aí se autodenominando nerds, porque está na moda.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-05-31

Do colonialismo ao extrativismo digital

Baal Texto extraído do blog Trezentos:

Software livre não nasce em árvores: Do colonialismo ao extrativismo digital


Sei que muita gente que conheço e admiro vai ficar irritada com este artigo, mas acredito que já atingimos um nível de maturidade suficiente na comunidade de Software Livre brasileira para que possamos encarar de frente nossos próprios fantasmas. Sei também que o artigo é longo, mas acho que vale a pena a leitura. Cedo ou tarde vamos precisar fazer a reflexão aqui proposta.

Optei por escrever este artigo junto com um grupo de amigos experientes dentro da comunidade para evitar que ele seja classificado como sendo a opinião de uma única pessoa. Todos os amigos convidados já estão há bastante tempo na comunidade de software livre e todos eles já sentiram na pele os efeitos dos problemas aqui relatados. Optei por não listar seus nomes neste artigo, para que eles mesmo possam fazê-lo nos comentários.

Depois de tantos anos militando e trabalhando com Software Livre, fico impressionado em ver como as pessoas comumente usam o termo «a comunidade» como se ela fosse uma empresa ou coisa parecida. Muitas vezes vejo as pessoas falando da comunidade como se não fossem parte dela, como se não tivessem nenhuma obrigação em relação à manutenção dos projetos desenvolvidos de forma comunitária. Muita gente entende que ser usuário de redes sociais organizadas em torno de projetos de software livre seja o mesmo que ser membro de fato da comunidade do projeto em questão, além de acreditar piamente que todos naquela comunidade estão mesmo interessados em trollagens e críticas despropositadas.

Fazendo uma breve revisão do que aconteceu nos últimos anos na área de tecnologia no Brasil, vemos que nossa indústria de informática foi praticamente destruída no início dos anos 90, e passamos quase duas décadas sendo meros consumidores de tecnologia da informação, do hardware ao software. É a isso que chamo de colonialismo digital, pois tal como na época do Brasil colônia, acabamos consumindo tudo aquilo que os colonizadores nos empurravam. Vale lembrar aqui, que durante o início do século XIX, o Brasil chegou a «importar» um navio de patins para patinação no gelo da Inglaterra, uma vez que estes produtos estavam entupindo os estoques ingleses e precisavam ser desovados em algum lugar. Os historiadores contam que nesta época, as lâminas dos patins acabaram sendo utilizadas como facas e facões e assim fomos levando a vida: dando o jeitinho brasileiro para cumprir com nosso papel de colônia.

Durante quase vinte anos, fizemos a mesma coisa com produtos de tecnologia da informação e me lembro de ter presenciado algumas aberrações nesta época. De computadores que não suportavam o calor tropical brasileiro a softwares que invertiam completamente nossa lógica organizacional, vivemos décadas «dando um jeitinho» para as coisas funcionarem e não foram raros os casos em que tivemos que nos re-organizar para que pudéssemos utilizar as tecnologias «ofertadas». Quem aí nunca encontrou um banco de dados armazenado dentro de uma planilha com milhares de linhas ou não viu uma reengenharia quase irracional acontecer na marra por conta do ERP da moda que atire a primeira pedra.

Tamanha foi nossa aceitação do papel de colonizados, que no final da década de 90 não era raro encontrar universidades que ao invés de lecionar «Sistemas Operacionais», lecionavam «Windows NT», ou trocavam «Banco de Dados Relacionais» por «Oracle» ou «DB2» e por aí seguia a carruagem. Fui aluno em uma dessas (que aliás é uma universidade de renome e destaque em São Paulo). Me lembro que fui voto vencido quando fui debater este assunto com a coordenação do curso, pois para eles importava ensinar «o que o mercado cobrava». Pior do que ser voto vencido entre os coordenadores e mestres do curso, foi ter sido voto vencido entre meus colegas de turma, pois a imensa maioria deles estava tão acostumada com o fato de ter tudo mastigado nas mãos, que não se importava em não dominar de fato a tecnologia ou entender o que acontecia debaixo do capô. Estavam mais preocupados em «colocar no curriculum» o que aprenderam na faculdade. Amém!

Foi assim que formamos no Brasil centenas de milhares de profissionais de TI que não passavam de usuários avançados de ferramentas de software desenvolvidas fora do Brasil. Hoje, uma parte considerável destes profissionais são gestores de TI em diversas empresas públicas e privadas, e isso explica o principal motivo da resistência que encontramos no nosso dia a dia ao Software Livre dentro das organizações: a zona de conforto é grande e a inércia gerada por ela é muito difícil de ser quebrada.

É evidente que este modelo interessa às grandes empresas multinacionais de software, e confesso que hoje chego a achar graça das explicações dadas a eles sobre «o modelo». Sempre que questionadas publicamente sobre este tema, vemos as empresas se defendendo com o argumento de que geram milhares de empregos diretos e indiretos no Brasil, e que fazem «transferência de tecnologia» à indústria local, principalmente através de seus parceiros e de projetos junto à universidades.

O que vemos na prática é que a imensa maioria dos empregos diretos criados por estas empresas estão focados na área comercial e nas metas de curto prazo, e que os empregos «técnicos» costumam se concentrar em seus parceiros e solution providers, que evidentemente não têm acesso às informações detalhadas, e muito menos ao código fonte, dos produtos que «suportam» no mercado. A segurança e confiança por obscuridade é o que impera nesta seara.

Quando olhamos o trabalho feito por elas junto às universidades, vemos novamente que o foco é sim formar cada vez mais usuários avançados de seus produtos, e conseguir com isso firmar a dependência tecnológica desde na base da cadeia alimentar na indústria de TI. É muito fácil comprovar isso quando vemos «versões educacionais» dos softwares comercializados por estas empresas serem distribuídos com água dentro das universidades. Encerrou o curso e tem um software completo desenvolvido: ótimo… vamos lhe enviar a fatura em 3, 2, 1…

É importante lembrar que este modus operandi não é exclusividade de uma única empresa, mas é de fato a prática de mercado de todas as multinacionais de TI (das mais fechadas e perseguidas por todos até a «mais aberta» e idolatrada pela maioria).

Foi num cenário de total colonização tecnológica como o ilustrado acima que o Software Livre cresceu no Brasil, principalmente durante os últimos 10 anos. Eu atribuo este crescimento à vontade gigantesca de conhecer tecnologia de verdade que alguns profissionais de TI no Brasil tinham, mas conforme o movimento foi crescendo, tenho a impressão de que estes profissionais cada vez mais são raros de se encontrar e o que vemos de fato hoje, é a busca pela substituição pura e simples de um software proprietário por um equivalente livre (e não quero entrar aqui na discussão filosófica por trás disso).

Considero que seja fundamental termos no Brasil uma comunidade tão militante e ativa na publicidade e no suporte às soluções de Software Livre, mas infelizmente isso não é suficiente, pois deixamos de ser colonizados digitais e somos hoje extrativistas digitais.

Não exagero em dizer que hoje o Brasil tem em números absolutos a maior comunidade de usuários de Software Livre do mundo, e olha que a TI ainda não chegou a tantos lares assim no Brasil, portanto temos ainda muito a crescer. O que me deixa muito chateado é constatar que ao mesmo tempo, temos uma comunidade de desenvolvedores de Software Livre quase inexistente (eu mesmo conto nos dedos das mãos os desenvolvedores de «código fonte» em projetos de Software Livre que conheço). A dita «comunidade» é a primeira a se manifestar e apontar defeitos nos muitos projetos que «participam», mas na hora de enviar contribuições realmente significativas quase ninguém aparece.

É por isso que afirmo que vivemos hoje o extrativismo digital: encontramos uma fonte aparentemente inesgotável de recursos e estamos usando e abusando dela, sem nos preocupar com a sua manutenção. Isso pode até nos dar uma sensação de liberdade e controle do próprio nariz bem confortável, mas não nos levará a lugar algum e pior do que isso, quando a fonte se esgotar (e sim, ela pode se esgotar um dia), voltaremos à nossa vidinha de colonizados, e seremos novamente saudosistas de uma «era de ouro», tal como nossos amigos mais velhos hoje se lembram da reserva de mercado.

O que quero com este artigo é forçar uma reflexão dentro da nossa comunidade, pois é evidente que Software Livre não nasce em árvores, e existem pessoas trabalhando muito escrevendo código fonte por trás dos softwares livres que utilizamos no dia a dia.

Devo reconhecer porém, que somos muito ágeis e experientes em traduzir estes softwares para nosso idioma, mas todos devem concordar comigo que isso é o mínimo do mínimo que podemos fazer. Lembre-se de que teremos alcançado o sucesso pleno quando a tradução for problema dos outros!

Não consigo me contentar com isso e por isso peço a todos que façam uma séria reflexão: Quando foi a última vez que você contribuiu de verdade com um projeto de Software Livre?

Rodando o mundo palestrando em eventos de Software Livre, esta é a diferença primordial que vejo entre outros países e o Brasil. Na maioria dos países, a meritocracia funciona de verdade e o reconhecimento vem na base de muito, mas muito código fonte contribuído para os projetos. Como já contei a diversos amigos, em muitos países fora do Brasil, para que você possa «tomar uma cerveja» com os líderes dos projetos de Software Livre, você provavelmente já trabalhou bastante construindo e depurando código com eles.

Acho que é parte da cultura latina ser expansivo, mas não podemos deixar que nossa ânsia por fazer amigos acabe os deixando desviar tanto assim do nosso objetivo comum: Desenvolver de fato softwares livres que supram as necessidades de nosso mercado, que nos permitam dominar a tecnologia e que paguem nossas contas no final do mês.

Quando analisamos a cadeia de valor na indústria de Software Livre no Brasil hoje, vemos que diversos nós da cadeia são remunerados, mas que ainda não encontramos uma forma concreta de remunerar de verdade o principal nó: O desenvolvedor.

É muito fácil cair no discurso de que «quem implementa, treina e suporta também desenvolve», mas na prática vemos o oposto disso.

O que me consola é que este problema não é exclusividade nossa, e nos últimos meses tenho visto diversos projetos de Software Livre desenvolvidos internacionalmente passar por sérias dificuldades por conta do mesmo problema.

Voltando ao Brasil, conheço ao menos um software livre desenvolvido aqui no Brasil e que é utilizado no país todo, além de ser suportado por centenas de empresas, mas que tem como desenvolvedores ativos apenas duas pessoas, sendo que uma delas (e talvez o desenvolvedor chave), não seja de forma alguma remunerado. Não vou dizer o nome do software aqui para não ser deselegante com as pessoas envolvidas em seu ecossistema, mas garanto que pela descrição acima você já deve ter identificado alguns softwares como potenciais candidatos.

Em uma recente discussão que tive com um dos pioneiros do Open Source mundial, ele me dizia que o modelo de subscrição nunca foi de fato compreendido pelo mercado, e concordo com ele que este modelo é o mínimo que podemos ter para garantir a manutenção dos projetos e de seus desenvolvedores. É mesmo uma pena ver que muita gente afirmar sem vergonha alguma que «subscrição é licença disfarçada», e aqui incluo inúmeros colegas do movimento do software livre. Sinto lhes informar que não, não é, mas concordo que é muito fácil pensar assim quando seu contracheque chega no final de todo mês.

Indo mais a fundo no problema, fico extremamente chateado em ver a falta de consciência de inúmeros gestores de empresas públicas e privadas que economizam centenas de milhões de reais por ano em licenças de software, mas que não investem sequer um centavo no desenvolvimento e manutenção de projetos de software livre que utilizam no seu dia a dia.

Um exemplo gritante do que afirmo acima é o Libre Office (antigo OpenOffice ou BrOffice no Brasil), que possui atualmente centenas de milhares de cópias sendo utilizadas no país todo, economizando rios de dinheiro, e que têm no Brasil uma comunidade de «desenvolvedores de verdade» quase irrisória. O que me deixa muito mais chateado com isso, é que estes poucos heróis nacionais quase sempre levam uma vida de privações em prol da coletividade e tudo o que recebem de volta são tapinhas nas costas e nos últimos tempos ainda tem que aceitar calados, críticas injustas vindas de todas as partes. Não vou nem comentar aqui sobre a vida que levam os que decidem trabalhar com o desenvolvimento de padrões, mas posso afirmar que invejamos a vida dos desenvolvedores de Software Livre no Brasil.

Não quero que este seja um artigo de lamentações, e por isso eu gostaria de deixar algumas sugestões para que possamos de fato aproveitar esta oportunidade que temos nas mãos e mudar de uma vez por toda a história da TI no nosso Brasil. Muitas das sugestões vão parecer óbvias e genéricas, mas acredite, nunca foram de fato implementadas:
  • Empresas que utilizam softwares livres deveriam ter desenvolvedores trabalhando no desenvolvimento destas soluções ou se não puderem ter estes desenvolvedores, que exijam que as empresas que lhes prestam serviços de suporte e treinamento em Software Livre tenham desenvolvedores ativos nos projetos, e que comprovem suas contribuições periodicamente. Esta prestação de contas aliás deveria ser pública.
  • Universidades poderiam deixar de usar exemplos genéricos e trabalhos «inventados pelos professores» nas disciplinas de desenvolvimento de software e ter como meta a cada semestre otimizar um trecho de código fonte existente ou implementar uma melhoria ou nova funcionalidade em um software livre existente. O mesmo vale para outras disciplinas como marketing e design. Uma simples mudança da atitude como esta daria aos envolvidos uma experiência prática no mundo real com projetos concretos, ao mesmo tempo que lhes permitiria alcançar os mesmos objetivos didáticos (já imaginou onde chegaríamos com isso?).
  • Já temos diversas leis, decretos e instruções normativas no Brasil recomendando ou determinando a utilização de Software Livre e de Padrões Abertos em diversas esferas governamentais, mas infelizmente os órgãos de controle e fiscalização parecem desconhecê-las. Não consigo avaliar quem é o culpado por isso, mas sei que nós como sociedade temos o dever de cobrá-los, e talvez esteja aí a grande missão de todos os membros da comunidade que não podem contribuir de forma técnica com os projetos de Software Livre.
  • Muita gente não tem conhecimento técnico para escrever código fonte e contribuir com os projetos, mas lembre-se que um Software Livre de sucesso não vive só de código fonte e por isso mesmo sempre existe algo não relacionado a código fonte que precisa ser feito. Se envolva de verdade com a comunidade de desenvolvedores dos softwares que você usa e por favor, contribua de forma concreta com seu desenvolvimento. Ajudar de verdade é atender a necessidade do outro e não a sua própria necessidade. A diferença entre o voluntariado e o voluntarismo é gigantesca, mas muito difícil de ser compreendida.


Não acredito em contos de fadas e também não acredito que um dia uma empresa estrangeira vai decidir do dia para a noite que o Brasil é a bola da vez para concentrar aqui o seu desenvolvimento de software. Temos que conquistar isso, temos que fazê-lo do nosso jeito e temos sim potencial para reconstruir de verdade nossa indústria nacional de software e Tecnologia da Informação. O que não podemos fazer é ficar aqui sentados esperando o milagre acontecer, imaginando que estamos no caminho certo. Pequenas correções de rota podem sim nos levar a algum lugar completamente diferente e melhor do que o nosso destino atual.

Caso você ou sua empresa queira contribuir com um projeto de Software Livre e não saiba como, me coloco à disposição para ajudar e orientar.

Peço que reflitam sobre o seu papel na solução do problema aqui apresentado. Temos um elefante na sala e só não ver quem não quer.

Aguardo ansiosamente os comentários e espero que possamos abrir este debate tão necessário nos dias de hoje.

Escrito por JOMAR SILVA em 26 de Maio, 2011


[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-04-22

Perfil bash no OS X

GNU Um amigo meu sugeriu que eu escrevesse um artigo sobre como organizo meu perfil bash no Mac OS X. Eis aqui!

No OS X, assim como em qualquer sistema Unix-like, o bash lê o perfil basicamente de dois arquivos: /etc/profile e ~/.bash_profile (em muitos sistemas o /etc/profile carrega todos os scripts executáveis em /etc/profile.d/).

Só que deixar todas as configurações em um único arquivo pode torná-lo confuso. Para resolver esse problema, fiz o seguinte: criei um diretório ~/bin/profile e coloquei um código no ~/.bash_profile que carrega todos os scripts executáveis desse diretório.

O trecho de código é o seguinte:

for script in $HOME/bin/profile/*.sh
do
if [[ -x "$script" ]]
then
. "$script"
fi
done


Exemplo


Como exemplo, um de meus arquivos é o que ajusta as cores do terminal.

No OS X, o LSCOLORS é uma string de onze pares de caracteres. O primeiro carácter do par é a cor de frente (foreground) e o segundo a cor de fundo (background).

Os onze pares são em ordem:
  1. cores para diretório
  2. cores para ligação simbólica (symlink)
  3. cores para soquete
  4. cores para pipe
  5. cores para arquivo executável
  6. cores para arquivo especial de bloco
  7. cores para arquivo especial de carácter
  8. cores para executável com o bit setuid ajustado
  9. cores para executável com o bit setgid ajustado
  10. diretório gravável por outros, com stick bit ajustado
  11. diretório gravável por outros, sem stick bit ajustado


Os caracteres usados para ajustas as cores de cada parte (frente e fundo) de cada par são:
  • x o valor pré-definido
  • a preto
  • b vermelho
  • c verde
  • d marrom
  • e azul
  • f magenta
  • g ciano
  • h cinza


As mesmas letras em maiúsculas significam negrito.

Por exemplo, meu LSCOLORS é assim:
LSCOLORS=ExGxFxFxCxegedabagacad


Traduzindo:
  • Diretório Ex: frente azul em negrito, fundo padrão
  • Ligação simbólica Gx: frente ciano em negrito, fundo padrão
  • Soquete Fx: frente magenta em negrito, fundo padrão
  • Pipe Fx: idem ao anterior
  • Executável Cx: frente verde em negrito, fundo padrão
  • Especial de bloco eg: frente azul, fundo ciano
  • Especial de carácter ed frente azul, fundo marrom
  • Executável com setuid ab: frente preta, fundo vermelho
  • Executável com setgid ag: frente preta, fundo ciano
  • Diretório gravável por outros com stick bit ac: frente preta, fundo verde
  • Diretório gravável por outros sem stick bit ad: frente preta, fundo marrom


Mas é preciso ajustar também a variável de ambiente CLICOLOR e exportar tudo.

No final fica assim:
#-----------#
# LS colors #
#-----------#

LSCOLORS=ExGxFxFxCxegedabagacad
CLICOLOR=1
export CLICOLOR LSCOLORS

alias l='ls -lh -G'


Fazendo funcionar


Para fazer funcionar, o arquivo precisa ser executável. Meu arquivo de cores chama ~/bin/profile/colors.sh, portanto:
bash$ chmod +x ~/bin/profile/colors.sh


Outro exemplo


Outro exemplo é o arquivo que torna o Vim o editor padrão:
#-----#
# Vim #
#-----#

if [[ -z "$DISPLAY" ]]
then
EDITOR='/Applications/MacVim.app/Contents/MacOS/Vim'
else
EDITOR='/Applications/MacVim.app/Contents/MacOS/Vim -g --nofork'
fi
export EDITOR


Veja que a graça da brincadeira é a modularização, que deixa configurações de coisas diferentes em arquivos diferentes e configurações da mesma coisa encapsuladas.

**
Fica então mais esta dica!

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-03-22

T.I. é muito fácil, basta apertar uns botões…

Baal Hoje pela manhã, indo de ônibus para a rodoviária ainda meio sonolento, ouvi uma conversa no banco logo atrás do meu que me chamou a atenção…

Um rapaz, aparentemente um pouco mais novo que eu – portanto já um burro velho –, disse para o outro do lado:

— Profissional de T.I. é tudo vagabundo! Passa o dia inteiro jogando paciência, vendo vídeo no YouTube e navegando no Orkut. Enrola o dia inteiro pra fazer tudo correndo no fim do dia, porque o trabalho de T.I. é muito fácil, é só apertar uns botões e está tudo feito.

Isso me despertou. Continuando a conversa, continuaram as bizarrices… o sujeito ainda disse:

— Eu sou programador. Trabalho fazendo site. É impossível fazer um site que funcione no IE e no Firefox, você tem de escolher um ou outro e trabalhar só com ele.

Sem comentários…

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2011-02-03

The NotBook is not on the table

Semana passada recebi um dinheiro esperado de um processo que movi contra a Credicard. Já estava programado para comprar um MacBook Pro 13.3", no entanto o Santander demorou a compensar um cheque e só recebi o dinheiro de fato no sábado.

Fiquei um tanto frustrado, pois passo os finais de semana em Silent Hill Petrópolis, onde não há lojas da Saraiva.

Mas minha esposa percebeu que os preços do MacBook Pro pareciam tabelados, então resolvemos correr as lojas de Silent Hill Petrópolis para ver se encontrávamos por um preço bom, eu, minha esposa e nossa amiga Gabi.

Fomos na primeira loja grande no centro da cidade e não tinha. Como estávamos próximos, resolvemos passar também em uma loja especializada em artigos de Informática. Para não comprometer ninguém, vou usar um nome fictício: ErraByte.

Chegando na ErraByte perguntei ao atendente:

— Vocês trabalham com MacBook?

O atendente imediata e incisivamente me corrigiu:

— NETbook, né?

E eu insisti:

— Não, MacBook.

O atendente fez uma cara estranha e respondeu com ar de incredulidade e desprezo:

— Hã?!… Não, não trabalhamos com isso.

Agredeci e saímos da loja.

Então olhei para a Gabi e perguntei:

— Foi engraçado, né? Vamos fazer de novo?

E ela respondeu que sim, com ar de animação.

Entramos de loja em loja fazendo a mesma pergunta, com resultados mais ou menos similares.

A reação (ou ausência dela) mais engraçada foi em uma loja de eletrónicos e Informática da empresa… digamos… Pipa Colorida.

Entrei e fiz a mesma pergunta à atendente (Vocês trabalham com MacBook?), que levou uns dez segundos para esboçar a primeira reação, como se estivesse congelada ou processando a pergunta. A reação também não demonstrou muita qualidade: ela produziu um som baixo e indistinguível, totalmente automático, em seguida simplesmente respondeu que não.

Por último, melhor do que a reação dos atendentes foram as propagandas de outra loja, que também não tinha e que chamarei de Ponto Gelado para proteger sua integridade.

Na vitrine estava pintado os dizeres: NOT HP:
Not HP

E em um cartaz era vendido um NotBook Sony:
NotBook Sony

Depois de rir muito do evidente atraso, desinteresse e provincianismo de Silent Hill Petrópolis (cidade do projeto Petrópolis Tecnópolis, faz-me rir), comprei meu MacBook na Barra da Tijuca mesmo.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2010-08-31

Blogagem Coletiva em repúdio ao AI5 Digital – 31/08

AI5 Digital

Veja também no blog do gutocarvalho.net:

Blogagem Coletiva em repúdio ao AI5 Digital – 31/08



Amigos, os adoradores do AI5Digital e da ditadura, os amantes do vigilantismo, os defensores dos direitos econômicos em detrimento dos direitos civis que formam o tripé do atraso, estão se movimentando para aprovar o famigerado e monstruoso AI5Digital que há muito deveria ter sido fulminado, destruído e acabado.

A turma do Grande Irmão: Azeredo, Febraban, Fecomercio e outros do mesmo quilate estão fazendo uma força tremenda para nos empurrar o AI5Digital guela abaixo de qualquer forma, vamos aos fatos:
  1. A mídia continua repetindo o Mantra da Irracionalidade contra a Internet
  2. No dia 05/08/10 O Deputado Pinto Itamaraty do PSDB apresentou parecer favorável ao AI5Digital, ignorando todos os argumentos e movimentos sociais dos últimos três anos.
  3. Seis dias depois aparece uma matéria dizendo que os Deputados buscarão acordo para votar a lei de crimes na Internet.
  4. E agora um evento para lá de esquisito organizado pela revista Decision Report, uma publicação que parece estar à serviço do Azeredo e do vigilantismo, se anuncia para o dia 31/08 com o título oportuno (para o tripé do atraso) de: Crimes Eletrônicos – A urgência da lei. O curioso e que este evento conta com 19 palestrantes para falarem em 2:30h, o que dá um pouco mais de 7 minutos para cada um.

Por estas e por outras que estamos convocando uma blogagem coletiva para o dia 31/08/10, justamente no dia do tal evento à serviço do Azeredo e do AI5digital, vamos fazer uma blogagem coletiva contra o AI5Digital para lembrar a todos que queremos a Internet como um espaço livre e democrático!!!

Fonte:
http://meganao.wordpress.com/2010/08/27/blogagem-coletiva-de-repudio-ao-ai5-digital/

Participe do MEGANÃO, acesse agora:

http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/quem-esta-participando/


[]’s
Cacilhας, La Batalema

2010-08-10

Pomposo ultradireitista expõe preconceito regional

Baal Meu amigo Walter Cruz me recomendou a leitura de uma discussão no grupo Lisp-br chamada Pedido.

Nela um holandês chamado Joop Kiefte pede informações sobre moradia e emprego no Brasil:

Olá!

Eu sou da Holanda e chegarei logo no Brasil para morar aí. Quero perguntar se vocês sabem de casa não caro demais perto de Rio ou Salvador, e/ou de trabalho que posso fazer aí.

Obrigado pela sua atenção!

Joop


Um sionista ou nazista chamado Rafael Ibraim deu uma resposta preconceituosa e ultradireitista:
Como nos últimos anos o governo tem desviado o (nosso) dinheiro para a região norte/nordeste em grande quantidade, talvez seja mais fácil encontrar um emprego no norte… Não conheço os preços no Rio, mas sei que no norte as cidades *próximas* às capitais tem preços até bem
acessíveis…

Caso você nunca tenha visitado o Brasil, atenção: Os estados brasileiros que estão fora da região sul/sudeste costumam ter uma *péssima* infra-estrutura (estradas, sinalização, etc.) mesmo em locais turísticos. Recomendo pesquisar bem estes detalhes antes de tomar sua decisão final.

PS* Para quem não reside nas regiões sul/sudeste: Minha intenção não foi ofender ninguém. Estou apenas citando o fato de que devido a diversos fatores (entre eles, descaso do governo) muitas regiões do país tem sim uma infra-estrutura muito defasada e esse é um ponto que deve ser levado em consideração por alguém que planeja mudar de residência.

(…)

Rafael Ibraim
Oracle Database SQL Expert
ibraim...@gmail.com


Destaquei em negrito os trechos que deixam mais evidente o preconceito social e político do alienado, que aliás foi o único pomposo a colocar uma assinatura como expert Oracle.

O mais bonito dessa história toda foi a resposta de Alex Queiroz:
Apesar das pretensões separatistas da parcela supremacista branca das populações do Sul e Sudeste, o Brasil ainda é um único país. Achei então interessante o seu uso das palavras «desvio» e «nosso dinheiro», dado que uma vez que impostos federais são usados o governo federal pode usá-los onde bem entender. E só sendo um administrador muito burro para não usar o dinheiro onde ele é mais necessário, no caso do Brasil, fora do eixo Sul-Sudeste.

--
-alex
http://www.artisancoder.com/


Bem colocado.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2010-06-20

A Revolução Auténtica

lâmpada A geração anterior a minha lutou contra o status quo de sua época e criou uma contracultura magnífica, abominada pelos detentores do sistema.

Em minha geração, talvez por não sermos filhos dessa geração revolucionária e subversiva, quando chegou nossa hora de rebeldia, procuramos essa geração e reforçamos a luta contra o sistema perverso.

No entanto, a mídia, protetora tradicional da perversão, arrumou meios de perverter a revolução nas próximas gerações.

A Revolução Auténtica foi corrompida, teve seus símbolos desconstruídos e substituídos por ícones estereotípicos e vazios que trazem de volta o conformismo que garante o poder do status quo retrógrado.

Um exemplo disso é a banda estereotipada Restart

Um roquezinho fraco e superficial ao estilo Jonas Bostas, desconstrói signos poderosos:

Do Rock’n’roll o sinal de James Dio, que signfica espantar os maus fluidos para atrair os bons, eles usam de uma forma que, na melhor das hipóteses, significa dizer «eu sou um corno».

Da revolução da Web, que tem sua força na criação de redes sociais multilaterais, roubam o nome, que representa uma ação que interrompe a comunicação e um elemento puramente tecnológico e vendável.

E assim as grandes empresas manipulam moleques de pouca competência artística para transformar os signos revolucionários – contra o sistema consumista – em símbolos do consumismo neoliberal desregrado, resgatando os planos anti-humanistas de Victor Lebow.

Restart é apenas um exemplo. Há muitos e muitos outros, distorcendo a revolução, o Rock’n’roll, o jeito nerd de ser (que se degerou em modismo), etc.

#fail


Porém a Revolução Auténtica vai e vem em ciclos cada vez mais poderosos e espero que seja possível revertermos esta realidade pessimista e resgatarmos seu caminho construtivo. Uma ação em prática é a rede UnderOground, para aquecer o circuito underground de Petrópolis/RJ.

[]’s
Cacilhας, La Batalema

2010-06-16

Sistema linear de consumo

Ótimo vídeo no Youtube descreve perfeitamente como funciona o sistema capitalista resultante do pensamento neoliberal defendindo pelos demotucanos:



Aviso: pensamento esquerdista a partir de 19 minutos e 15 segundos!

Viu que lindo é o sistema capitalista? Vamos votar nos demotucanos e preservar o sistema linear consumista ou preferiremos votar nos verdadeiros esquerdistas e eliminar esse ciclo vicioso?

[]’s
Cacilhας, La Batalema


PS: Vídeo apresentado pelo professor de História de meu filho.